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Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Brasília tem quebra de recorde de “halterofilista” no atletismo

Alanna prepara arremesso durante Meeting de Brasília | Cláudio Reis/CPB

O Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Brasília, evento organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), reuniu 341 atletas em provas de seis modalidades neste sábado, 9.

Dos inscritos, 182 competiram no atletismo, na Universidade de Brasília; 15 na bocha e 30 no halterofilismo, no Cetefe; 63 na natação, no Clube do Exército; 20 no tiro com arco, na Federação de Tiro com Arco do Distrito Federal; e 31 no tiro esportivo, na Federação Brasiliense de Tiro Esportivo.

Dentre os competidores nas provas de atletismo, destaque para Alanna Evangelista Lima, 27, atleta brasiliense da Cetefe-DF (Associação Centro de Treinamento de Educação Física Especial). Competindo na classe F34 (paralisados cerebrais), ela buscava atingir pela primeira vez a marca de 7m no arremesso de peso e superou as expectativas: arremessou 7,25m, melhorando expressivamente sua marca pessoal de 6,30 m e batendo o recorde brasileiro. A melhor marca nacional, até então, era de Mônica Silva, que alcançou 7,14m, no dia 24 de fevereiro de 2018, em São Paulo. O arremesso de Alanna neste sábado a deixaria na sexta colocação nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

Alanna sofreu lesão na medula há três anos, durante uma cirurgia, e perdeu o movimento das pernas. Antes, praticava handebol. Sua primeira experiência no paradesporto foi no halterofilismo, modalidade que ainda pratica.

“No halterofilismo, perceberam que eu tinha muita força e sugeriram um teste no arremesso de peso. Eu me adaptei bem, conquistei a Bolsa Atleta e tentei me classificar para o Mundial de Atletismo, em Nova Déli. Mas, no dia da seletiva, não estava no meu melhor momento”, disse Alanna.

O rondoniense Edicarlos Cerqueira dos Santos, 43, disputou os 5.000m na classe T54 (competem em cadeiras de rodas). Em 2004, quando trabalhava como garimpeiro em Ariquemes (RO), uma barreira caiu sobre ele, causando lesão na medula e resultando em paraplegia.

“Depois do acidente, comecei no basquete em cadeira de rodas e, por incentivo da Associação dos Deficientes Físicos de Ariquemes, migrei para o atletismo. No início, treinava com cadeiras básicas financiadas por um banco. Hoje, uso uma cadeira de corrida importada dos Estados Unidos. Meu sonho é disputar uma edição dos Jogos Paralímpicos e maratonas internacionais, como as de Tóquio e Berlim”, contou Edicarlos, que representa o clube Feder (Federação dos Portadores de Deficiência de Rondônia). Ele completou a prova com o tempo de 14min05s02.

Na natação, uma das revelações foi João Marcelo Gomes de Medeiros, 13, atleta da Rede Sarah, de Brasília. Ele competiu pela classe S9 (limitações físico-motoras moderadas). João nasceu com agenesia do antebraço direito, condição congênita em que parte ou todo o antebraço não se desenvolve durante a gestação.

O Meeting em Brasília foi sua primeira competição oficial. Ele treina em uma piscina de 14 metros no hospital Sarah e, neste sábado, viveu apenas sua segunda experiência em uma piscina de 50 metros.

“É muito cansativo. Fiquei exausto na volta dos 100m, mas adorei a experiência. Quero muito me tornar um atleta de elite e disputar os Jogos Paralímpicos. Nado desde pequeno e me vejo evoluindo muito”, afirmou João Marcelo. Nos 100m, ele terminou na segunda colocação com o tempo de 01min54s09.

O Meeting Paralímpico de Brasília contou com a goiana Shirlene Coelho em sua cerimônia de abertura. A atleta é dona de duas medalhas de ouro em Jogos Paralímpicos no lançamento de dardo da classe F37 (paralisia cerebral), conquistadas nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 e no Rio 2016. Também foi prata na mesma prova em Pequim 2008 e no lançamento de disco no Rio 2016. A participação de personalidades de destaque na história do Movimento Paralímpico no evento faz parte das comemorações pelos 30 anos do CPB, fundado em fevereiro de 1995.

“É um prazer estar nesse evento e acompanhar todos esses atletas em busca de marcas. Eu fui medalhista paralímpica no atletismo, e é uma felicidade ter o apoio do CPB, que sempre foi muito importante em minha vida”, disse Shirlene.

Entre os participantes do Meeting de Brasília estiveram tanto atletas que competiram em provas de alto rendimento, como também esportistas em desenvolvimento que disputaram as Seletivas Estaduais das Paralimpíadas Escolares, Paralimpíadas Universitárias, Paralimpíadas Militares e Intercentros (disputa entre crianças alunas de Centros de Referência do CPB).

O Meeting Paralímpico foi criado em 2021 e tem o objetivo de desenvolver o paradesporto em todo o território nacional, com a participação de novos talentos e atletas de elite.

Em 2025, o Meeting Paralímpico Loterias Caixa já teve etapas em Porto Alegre (RS)Rio Branco (AC)Florianópolis (SC)Porto Velho (RO)Curitiba (PR)Cuiabá (MT)Salvador (BA)Campo Grande (MS)Aracaju (SE)Goiânia (GO)Recife (PE)Palmas (TO)Belo Horizonte (MG)João Pessoa (PB)Vitória (ES)Natal (RN)Rio de Janeiro (RJ)Fortaleza (CE)Teresina (PI)Boa Vista (RR)Manaus (AM)São Luís (MA) e Belém (PA). Neste sábado, Pilar (AL) e Macapá (AP) também receberam o evento. Pela primeira vez na história, desde 2021, o Meeting foi disputado em três cidades de três regiões diferentes simultaneamente. A temporada 2025 se encerra em São Paulo, com disputas entre os dias 15 e 17 de agosto.

Patrocínios
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação, bocha, halterofilismo, tiro com arco e tiro esportivo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

PATROCINADORES

  • Braskem
  • Loterias Caixa

PARCEIROS

  • The Adecco Group
  • EY Institute
  • Cambridge
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