O Meeting Paralímpico Loterias Caixa de São Luís (MA) reuniu 107 atletas neste sábado, 26, na Universidade Federal do Maranhão, em disputas de campo e pista no atletismo.
Organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o evento contou com provas de alto rendimento e seletivas estaduais de competições para atletas em desenvolvimento: Paralimpíadas Escolares, Paralimpíadas Universitárias e Intercentros, voltada a crianças de 7 a 10 anos alunas de Centros de Referência do CPB.
Para o maranhense Walmiro Silva Araújo, 34, participar do evento foi mais do que competir. Após ser atingido por uma bala perdida em 2010, ele se tornou tetraplégico e acreditava que a vida havia acabado, mas encontrou no esporte uma libertação.
“Eu achava que não havia mais nada a fazer na vida. Não queria mais sair de casa ou fazer qualquer outra coisa, foram anos apenas deitado, fazendo somente fisioterapia, até descobrir o esporte e todo o poder libertador que ele trouxe em minha vida, inclusive com limitações que eu mesmo me impunha sem perceber”, relatou.
O Meeting marcou sua primeira competição oficial no atletismo, apesar de já praticar outras modalidades, principalmente rúgbi em cadeira de rodas. Walmiro disputou o lançamento de peso pelo clube Adepa-MA, na classe F52 (cadeirantes), e registrou a marca de 3,78 m.
“Agora, quero evoluir todos os dias para me tornar um atleta de alto rendimento. O esporte se tornou minha vida, e viver dele é o que mais quero daqui por diante”, completou.
A etapa de São Luís também teve a participação de Abrão Goltzman, 12, atleta com baixa visão, traqueostomizado e cadeirante. Ele teve hidrocefalia e precisou de uma válvula implantada na cabeça, decorrente de complicações após câncer no cérebro aos 9 anos.
“Ele jogava futebol na escolinha do Flamengo e ficou muito deprimido quando voltou para casa, depois de um ano internado. Dizia que não tinha mais como ser feliz. Hoje, ver que ele já recuperou os movimentos dos braços e do tronco, por causa do esporte e da fisioterapia, é uma alegria indescritível”, contou Lya Mello, mãe de Abrão.
“Eu vou me tornar um atleta paralímpico muito famoso, esse sempre foi meu sonho. O esporte me salvou”, afirmou o garoto, que participou de 60 m, 100 m (classe T34) e arremesso de pelota (classe F34), pelo clube Sec-MA, com resultados de 31,38 s, 51,19 s e 6,17 m, respectivamente.
Também neste sábado, 26, aconteceu o Meeting Paralímpico de Manaus (AM). Assim como em São Luís, o evento integra o projeto criado em 2021 para desenvolver o paradesporto em todo o país, com a participação de novos talentos e atletas de elite.
Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












