Centro de Treinamento
Paralímpico Brasileiro

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Jogos Paralímpicos de Verão

Em 1948, Ludwig Guttman organizou uma competição esportiva que envolvia veteranos da Segunda Guerra Mundial com lesão na medula espinhal. O evento foi realizado em Stoke Mandeville, na Inglaterra. Quatro anos mais tarde, competidores da Holanda uniram-se aos jogos e, assim, nasceu um movimento internacional – atualmente denominado de Movimento Paralímpico. Este fez com que os Jogos para atletas com deficiência fossem organizados pela primeira vez em Roma, em 1960.

Hoje, os Jogos Paralímpicos são um evento de esporte de alto rendimento. Por este motivo, os Jogos enfatizam mais as conquistas do que as deficiências dos participantes. O movimento tem crescido de maneira significativa desde seu início. Quatrocentos atletas participaram dos Jogos Paralímpicos de Verão de Roma, em 1960.

Os Jogos Paralímpicos têm sido sempre realizados no mesmo ano dos Jogos Olímpicos. Desde os Jogos de Seul, em 1988, também têm sido sediados no mesmo local. Em 19 de junho de 2001, foi assinado um acordo entre o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) que assegura esta prática para o futuro.

Na última edição na capital japonesa, o Brasil encerrou a competição com o maior desempenho de todos os tempos, na sétima colocação do quadro de medalhas, com 22 ouros, 20 pratas e 30 bronzes. O Brasil já conquistou 373 medalhas na história dos Jogos Paralímpicos.

Os 22 ouros são um feito inédito. E uma das atletas que mais colaboraram para a marca foi a nadadora pernambucana Carol Santiago, da classe S12 (para atletas com deficiência visual), dona de cinco medalhas, quatro individuais (três de ouro e uma de bronze) e uma prata no revezamento 4x100m até 49 pontos. No total, a natação foi responsável por 23 medalhas em Tóquio.

Após disputar quatro edições dos Jogos Paralímpicos (Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2021), o nadador Daniel Dias se despediu das piscinas, com três medalhas de bronze. É o atleta com mais pódios na história do Brasil, com 27 medalhas. Nessa mesma edição, o Brasil chegou à sua 100ª medalha de ouro na história dos Jogos Paralímpicos. O responsável pela marca foi o fundista Yeltsin Jacques, do Mato Grosso do Sul, campeão na prova de 1.500m da classe T11 (cegos).

Além desses, outros fatos marcantes fizeram dessa edição a melhor campanha do país como, a estreia do badminton e do taekwondo no programa do evento; as inéditas medalhas de ouro no goalball masculino, na canoagem, no halterofilismo, no judô feminino e no taekwondo, e a Seleção Brasileira de futebol de cegos que se consagrou pentacampeã em uma partida contra a Argentina.

Porta-bandeiras dos Brasil dos últimos Jogos Paralímpicos:

Tóquio 2020
Abertura: Petrúcio Ferreira (atletismo) e Evelyn Oliveira (bocha)
Encerramento: Daniel Dias (natação)

Rio 2016
Abertura: Shirlene Coelho (atletismo)
Encerramento: Ricardinho (futebol de cegos)

Londres 2012
Abertura: Daniel Dias (natação)
Encerramento: Alan Fonteles (atletismo)

Pequim 2008
Abertura: Antônio Tenório (judô)
Encerramento: Daniel Dias (natação)

Atenas 2004
Abertura: Aurélio Guedes (atletismo)
Encerramento: José Afonso Medeiros (atletismo)

Sydney 2000
Abertura: Luís Silva (natação) e Ádria Santos (atletismo)
Encerramento: Danilo Glasser (natação) e Roseane Ferreira (atletismo)

Atlanta 1996
Abertura: Anderson Lopes (atletismo)

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