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Cinco alunos da Escolinha do CPB são campeões no Parapan de Jovens de Bogotá 2023

Nicole Ferreira, aluna da Escola Paralímpica de Esportes, posa com a medalha de bronze no Parapan de Jovens de Bogotá 2023. | Foto: Alessandra Cabral/CPB
Nicole Ferreira, André Martins, Anael Oliveira, Kauan Sabino e Marco Antônio, cinco alunos da Escola Paralímpica de Esportes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), foram campeões no Parapan de Jovens de Bogotá 2023. A competição reuniu 20 países na capital colombiana, entre os dias 3 e 12 de junho.

A delegação brasileira foi representada por 96 atletas de 19 estados e o DF em 10 modalidades: basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de cegos, futebol de paralisados cerebrais, goalball, halterofilismo, judô, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado. Não houve representantes no atletismo e na natação.

O Brasil contou no total com sete atletas da Escolinha, como é carinhosamente conhecido o projeto, no Parapan de Jovens de Bogotá. Todos subiram ao pódio na competição juvenil com as conquistas de seis medalhas: quatro de ouro e duas de bronze, estas últimas garantidas por Amanda Braz e Ana Beatriz Rocha, representantes do projeto na seleção feminina de goalball, e Nicole Ferreira, no tênis de mesa.

“Para nós, do CPB, foi muito feliz a nossa participação no Parapan de Jovens, um evento que reuniu os melhores jovens atletas em disputas de modalidades paralímpicas. Isso mostra que o CPB está caminhando em uma direção assertiva com a iniciação esportiva desde cedo com os atletas. Certamente, o Brasil brilhará em futuras competições com representantes dos nossos projetos”, afirnou o diretor de Desenvolvimento Esportivo, Ramon Pereira.

A Escolinha, é idealizada e realizada pelo CPB desde 2018 e tem como objetivo promover a iniciação esportiva de crianças e adolescentes, com deficiência física, visual e intelectual, na faixa etária de 7 a 17 anos, em 13 modalidades paralímpicas.

Entre os representantes do projeto, o maranhense André Martins e a paulista Nicole Ferreira foram os únicos representantes do projeto a conquistar duas medalhas na competição.

André, atleta da bocha pela classe BC4 (que não recebem assistências), garantiu o ouro na disputa individual e na dupla mista com a paraibana Laissa Guerreira.

O jovem tem Distrofia de Duchenne, doença genética degenerativa. Ele descobriu a Escolinha enquanto buscava na internet um meio de jogar tênis de mesa. Logo ao chegar no CT, conheceu a bocha, modalidade pela qual se apaixonou.

Já Nicole, da classe 3, se sagrou campeã nas duplas mistas XD4-10 (cadeirantes) com o paulista Lucas Arabian, da classe 5. E conquistou o bronze nas disputas individuais das classes 1 a 3.

“Encerro minha participação com muito orgulho e determinação. Eram provas multiclasses e ainda é difícil para mim jogar com meninas de classes mais fortes, então quando recebi o bronze fiquei muito emocionada. Um bronze que vale como um ouro. E logo depois, conquistei o tão sonhado ouro nas duplas mistas com o Lucas. Acredito que nossas estratégias e comunicação foram essenciais para alcançarmos o primeiro lugar. Só tenho a agradecer a todos que acreditaram em mim e tenho muito orgulho de dizer que sou da Escolinha Paralímpica de Esportes”, comentou a jovem.

Os brasileiros conquistaram ao todo 52 medalhas que fizeram do país campeão em nove das dez modalidades em que participou – a exceção foi a Seleção de futebol PC, medalhista de prata, e no basquete em cadeira de rodas houve um empate com a Argentina. Cada nação ficou com um ouro e uma prata. Na capital colombiana, o Brasil conquistou sua 500ª medalha na história do evento e chegou a 534 pódios nas quatro edições em que competiu.

No quadro de medalhas dos 10 esportes em que o Brasil esteve presente, a Argentina terminou na segunda colocação, com 33 pódios (oito ouros, 13 pratas e 12 bronzes), seguida pela Colômbia, que obteve 31 conquistas (oito ouros, 13 pratas e 10 bronzes). No ranking geral, considerando também natação e atletismo, a delegação brasileira ficou na quarta posição, atrás de Colômbia (52 ouros), Argentina (36) e México (33).

Escola Paralímpica de Esportes
A Escola Paralímpica de Esportes é idealizada e realizada pelo CPB e tem como objetivo promover a iniciação de crianças com deficiência física, visual e intelectual, na faixa etária de 7 a 17 anos, em treze modalidades paralímpicas.

São oferecidas aulas de atletismo, badminton, bocha, esgrima em cadeira de rodas, futebol de cegos, goalball, halterofilismo, judô, natação, tênis de mesa, tiro com arco, triatlo e vôlei sentado. Todas compõem o atual programa dos Jogos Paralímpicos, estabelecido pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês).

FICHA DE INSCRIÇÃO

Os alunos são atendidos dois dias por semana, divididos em turmas às segundas e quartas-feiras e terças e quintas-feiras, em dois horários: das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30.

As crianças recebem uniforme e lanche durante a estadia no CT Paralímpico. Também é disponibilizado transporte em locais estratégicos da Grande São Paulo. Todos os serviços são oferecidos gratuitamente.  Para mais informações sobre o projeto, entrar em contato pelo e-mail: escolaparalimpica@cpb.org.br.

Patrocínios
A Escola Paralímpica de Esporte conta com o patrocínio do Grupo Volvo via Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

PATROCINADORES

  • Toyota
  • Braskem
  • Loterias Caixa

APOIADORES

  • Ajinomoto

PARCEIROS

  • The Adecco Group
  • EY Institute
  • Cambridge
  • Estácio
  • Governo do Estado de São Paulo

FORNECEDORES

  • Max Recovery