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Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo termina com ‘teste final’ de atletas para agenda internacional

Atirador Alexandre Galgani no Circuito Paralímpico de tiro esportivo no Rio de Janeiro | Foto: Grazie Batista

O Circuito Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo foi encerrado neste domingo, 21, na Escola Naval, no Rio de Janeiro, com as atenções dos atletas voltadas para os próximos compromissos internacionais da temporada. O calendário inclui o Grand Prix de Arequipa, no Peru, que acontece já no próximo mês, e tem como principal desafio o Campeonato Mundial da modalidade, que será disputado em setembro, em Changwon, na Coreia do Sul.

O Circuito de tiro esportivo, realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), contou com a participação de 79 atiradores desde sábado, 20.

O paulista Alexandre Galgani encerrou sua participação no Circuito Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo com duas medalhas de ouro e uma de prata na classe SH2 (atiradores que necessitam de suporte para a arma). Neste domingo, 21, conquistou o ouro na carabina de ar 10m deitado misto, sua principal prova e a mesma em que faturou a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

O atirador fez 637,1 pontos, enquanto o capixaba Bruno Kiefer marcou 633,3 (prata) e Emerson Pereira 628,6 (bronze).

No sábado, 20, o representante do clube The Range conquistou ainda um ouro na carabina 50m deitado misto da classe SH2, com 619,5 pontos feitos, e uma prata na carabina de ar 10m em pé misto, com 620,3 pontos.

Este foi o primeiro desafio do ano para Galgani, que enfrenta uma temporada com as duas grandes disputas: após esta etapa nacional, o atleta disputará o Grand Prix de Arequipa, no Peru, e tem como principal objetivo chegar ao Campeonato Mundial da modalidade, marcado para 7 a 16 setembro.

“Eu faço um cronograma de provas visando curto, médio e longo prazo — sempre com o foco no Mundial, porque é a principal competição deste ano. Então, a gente deu start no ciclo agora nesta competição e só tenho a agradecer. Consegui dois ouros e uma prata e sei que estou no caminho certo. Agora o foco vai ser a Arequipa, mas sempre com o olho no Mundial”, explica o atirador que perdeu os movimentos do corpo aos 18 anos, após bater a cabeça no fundo de uma piscina durante um mergulho.

Outro destaque da competição que também irá a Arequipa é o paranaense Marcelo Marton, da classe SH1 (atiradores que não precisam de suporte para a arma), que fechou o Circuito Paralímpico com ouro nas três provas que disputou: carabina de ar 10m em pé masculino (627,6 pontos), carabina 50m deitado misto (611,2 pontos) e carabina de ar 10m deitado misto (620,9 pontos).

“Gostei dos resultados do Circuito, mas como atleta a gente sempre quer mais. E a gente trabalha para isso, treina para isso. O Circuito ajuda muito na preparação para Arequipa, e já viso o Mundial também”, comenta o representante do clube SMCC.

Nas disputas femininas, a fluminense Débora Campos, da classe SH1, conquistou medalha de prata em ambas as provas que disputou. No sábado, a atiradora fez 525 pontos na disputa da pistola de ar 10m feminino e compartilhou o pódio com a pernambucana Andreia Lima (533 pontos, ouro) e Eloisa Rodrigues (bronze, com 509 pontos).

A segunda prata veio neste domingo, 21, na prova mista da pistola 25m. O ouro ficou com o gaúcho Geraldo Rosenthal, que somou 546 pontos. Débora terminou em segundo lugar, com 533, enquanto Sérgio Vida completou o pódio ao conquistar o bronze, com 530 pontos.

“Estou numa fase de transição na pistola de ar, de equipamento novo. Então eu sabia que esse ano iria começar com resultados mais baixos, mas que vão subir. Então tenho boa expectativa em relação às próximas competições deste ano, e apesar de saber que eu posso fazer mais, isso é bem complicado para um atleta que é experiente, porque quando a gente sabe que pode fazer, a gente se cobra muito”, reflete a atleta que integrará a delegação de 11 atletas que representará o Brasil no Grand Prix de Arequipa, entre 11 e 15 de julho.

No entanto, Débora revela ter sido surpreendida com a conquista do domingo. “Hoje foi a minha grande surpresa, porque eu não competia na prova de 25 metros misto já há dois anos. Eu voltei na semana passada, no Meeting de Brasília. E eu já tinha me divertido lá no Meeting, mas foi uma grande surpresa porque cheguei a um pódio que eu não esperava.”

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do tiro esportivo.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta Alexandre Galgani é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
O atleta Alexandre Galgani integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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