O Comitê Paralímpico Brasileiro e o Rock in Rio reforçaram a parceria entre esporte paralímpico e acessibilidade com uma visita de quatro medalhistas paralímpicos aos bastidores do festival. O paraibano Willians Araújo, a pernambucana Evani Calado, o potiguar Clodoaldo Silva e o carioca André Brasil conheceram diferentes recursos desenvolvidos para ampliar a autonomia e a experiência de pessoas com deficiência na Cidade do Rock.
Entre os recursos disponíveis na Cidade do Rock estão balcões rebaixados para atendimento a pessoas com baixa estatura e cadeirantes, plataformas elevadas próximas aos palcos, pontos de hidratação e bebidas em altura acessível e equipes de atendimento e suporte ao público com deficiência. O festival também oferece audiodescrição dos palcos e shows, cardápios com audiodescrição por aplicativo e tradução em Libras nos telões.
A estrutura conta ainda com o espaço “Sinta o Som”, que permite a pessoas com deficiência auditiva perceberem as vibrações da música pelo corpo, e a Sala Sensorial, destinada à redução e ao reequilíbrio de estímulos visuais e sonoros.
A visita foi conduzida por Thiago Amaral, gerente de pluralidade e acessibilidade da Rock World e ex-atleta de rúgbi em cadeira de rodas. Ele apresentou aos atletas parte da estrutura criada pelo festival para atender pessoas com diferentes tipos de deficiência, desde recursos de acessibilidade nos palcos e pontos de atendimento até espaços destinados à regulação sensorial.
A relação de Thiago com o esporte paralímpico começou durante o processo de reabilitação após um acidente, quando teve contato com o documentário Murderball, sobre o rúgbi em cadeira de rodas. Ele passou a praticar a modalidade, foi convocado para a Seleção Brasileira e disputou competições internacionais.
“Minha relação com o esporte paralímpico começou ainda no hospital de reabilitação, após o acidente, quando eu tive contato com o documentário chamado Murderball, que conta a história do rugbyem cadeira de rodas. Foi uma paixão, eu gostei, procurei e consegui ser atleta. Fui convocado algumas vezes para defender a Seleção Brasileira, disputei competições internacionais com meu time”, contou Thiago.
Desde 2017, Thiago participa do desenvolvimento das iniciativas de acessibilidade do Rock in Rio. Para ele, a parceria com o CPB representa o reconhecimento de um trabalho voltado à inclusão e aproxima dois universos em que pessoas com deficiência devem ocupar espaços de protagonismo.
A experiência teve significado especial para Willians Araújo. Medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e campeão paralímpico em Paris 2024, o judoca retornou ao Parque Olímpico, onde viveu um dos momentos marcantes de sua carreira.
“Conhecer a estrutura do Rock in Rio foi incrível. É um lugar onde eu fui muito feliz, tive a oportunidade de conquistar uma medalha paralímpica. É emocionante pisar aqui, com toda essa estrutura voltada para a pessoa com deficiência. Isso é muito importante, porque o lugar de pessoa com deficiência é todo lugar. As pessoas com deficiência são muito bem recebidas por pessoas que fizeram isso com amor, atenção e cuidado nos detalhes”, afirmou Willians.
A conexão entre as marcas CPB e Rock in Rio foi idealizada pela DreamIE, unidade de inteligência e estratégia da Dream Factory, com o objetivo de integrar esporte, entretenimento e inclusão em uma estratégia para ampliar a presença do CPB em novos territórios e, ao mesmo tempo, reforçar os compromissos do festival com acessibilidade e diversidade.
“A parceria entre CPB e Rock in Rio é uma confirmação do que a gente [Rock World] sempre lutou, desde 2017, que é ter esse envolvimento e esse reconhecimento dentro da acessibilidade, das pessoas com deficiência. A parceria mostra ao público e à produção que nós caminhamos para a inclusão”, afirmou Thiago.
Acessibilidade nos detalhes
A visita aos bastidores do Rock in Rio permitiu que os atletas conhecessem de perto soluções que fazem parte da rotina do festival e que buscam garantir que a deficiência não seja uma barreira para a participação em um dos maiores eventos de música do mundo.
Para além dos palcos esportivos, a parceria amplia o diálogo sobre acessibilidade em outros espaços de convivência, cultura e entretenimento — reforçando a ideia de que a participação das pessoas com deficiência deve estar presente em todos os ambientes da sociedade.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












