O Circuito Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo teve início neste sábado, 20, no Rio de Janeiro, com a vitória da pernambucana Andreia Lima, 48, na pistola de ar 10m da classe SH1 (atiradores que não requerem suporte para a arma). Este foi o último desafio da atleta antes de representar o país no 5º Open Para Shooting Grand Prix Club Internacional em Arequipa, no Peru, de 11 a 15 de julho.
Promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo reúne 79 atiradores na Escola Naval, na região central da capital fluminense, até o domingo, 21.
A pernambucana Andreia Lima, atleta do Sport Club Corinthians, venceu a prova da pistola de ar 10m feminino classe SH1 com 533 pontos. O pódio foi compartilhado com a fluminense Débora Campos (prata, com 525 pontos) e Eloisa Rodrigues (bronze, com 509 pontos).
Com a participação no Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo finalizada, o próximo desafio de Andreia já está no horizonte. Em julho, ela e sua colega de pódio, Débora, embarcam para Arequipa, no Peru, onde será realizado o Grand Prix da modalidade. As duas serão as únicas mulheres entre os 11 atletas convocados para representar o Brasil na competição.
“Tenho intensificado a preparação física, treino mental, que é muito importante, e a resiliência. Você tem que ser constante. Não adianta treinar hoje e não treinar amanhã. Você tem que ser constante e focado no seu objetivo”, comentou a atleta, que ficou em quinto lugar na pistola de ar 10m feminino SH1 no Grand Prix de Arequipa, em 2025. O resultado foi comemorado como uma medalha, já que, na véspera da competição, ela havia fraturado a perna direita.
A pernambucana ficou paraplégica após sofrer um acidente automobilístico em 2003, apenas dois meses após se formar em Direito, e enfrentou um período de desmotivação. A mudança de perspectiva veio com o tempo, em 2011, quando viu na internet um atleta paralímpico do tiro esportivo de Guadalajara, no México, e a prática esportiva despertou seu interesse.
Curiosa, procurou um local para conhecer a modalidade e encontrou no esporte um novo propósito. “Quando você pensa que acabou tudo, não, não acabou. Se você respirar fundo e se controlar, você consegue”, reflete.
Em sua estreia no Campeonato Brasileiro de tiro esportivo, em 2012, Andreia ainda não possuía equipamento próprio, mas com uma arma emprestada competiu e alcançou o pódio, com o 3º lugar na pistola de ar 10m feminino. A conquista marcou o início da paixão pela modalidade. Hoje, a ex-perita judicial grafotécnica se dedica integralmente ao tiro esportivo.
O paulista Alexandre Galgani é mais um dos convocados para Arequipa que também esteve no Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo. O representante do clube The Range conquistou o ouro na carabina R9 50m deitado misto da classe SH2 (requer suporte para arma). Ele marcou 619,5 pontos, deixando a prata com o paulista Flávio Campos (588.6 pontos) e o bronze com Carla Moura (579.8 pontos).
Ainda neste sábado, Galgani disputou a prova da carabina de ar R4 10m em pé misto e conquistou a prata, com 620.3 pontos marcados, atrás do capixaba Bruno Kiefer, vencedor da prova com 627.2 pontos. Neste domingo, o paulista compete na carabina de ar R5 10m deitado misto, prova que rendeu a ele a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do tiro esportivo.
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta Alexandre Galgani é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.
Time São Paulo
O atleta Alexandre Galgani integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












