Centro de Treinamento
Paralímpico Brasileiro

Rodovia dos Imigrantes KM 11,5
Vila Guarani – São Paulo
CEP 04329-000

Telefone:
(11) 4710-4000

Horário de atendimento:
9h às 18h de segunda a sexta.

Singapura 2025: Gabriel Bandeira ajusta sono e alimentação em busca de tricampeonato mundial

O paulista Gabriel Bandeira durante disputa de nado borboleta | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O nadador paulista Gabriel Bandeira, da classe S14 (deficiência intelectual), chega ao Mundial de Singapura neste mês com o objetivo de retomar a liderança na prova dos 100m borboleta, da qual é bicampeão mundial.

O atleta, do Praia Clube de Uberlândia (MG), venceu sua principal disputa na Ilha da Madeira, em 2022, e em Manchester, no ano seguinte. Também foi campeão paralímpico nesta disputa nos Jogos de Tóquio 2020. O domínio do atleta na disputa, porém, foi abalado nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando Gabriel ficou com a medalha de bronze ao completar a prova em 55s08. O ouro foi para o dinamarquês Alexander Hillhouse (54s61) e a prata com o britânico William Ellard, com 54s86.

“Em Paris, não consegui encaixar a prova. Eu estava em busca do bicampeonato e fiquei muito triste. Mas, na outra semana, queria voltar a treinar logo para arrumar as coisas. Modifiquei a estratégia do meu treino com minha comissão técnica, para dar mais rodagem dentro da piscina, e estamos cada vez mais perto do objetivo”, afirmou o atleta, que contou ter melhorado sua alimentação e passado a dormir de 9 a 10 horas por noite para garantir uma boa recuperação durante o período de treino.

Em 2025, Gabriel Bandeira lidera o ranking mundial da prova, com o tempo de 54s20, seguido de perto pelo dinamarquês Alexander Hillhouse, com 54s27.

Gabriel afirmou estar motivado para o Mundial. “São praticamente os mesmos adversários e as mesmas provas presentes nos Jogos Paralímpicos. É uma competição que nos desafia muito a melhorar. Eu me sinto empolgado para voltar ao alto do pódio novamente, principalmente na minha prova principal. Desde o início do ciclo, nos primeiros treinos, me senti melhor do que nos Jogos de Paris. Vou buscar o tricampeonato e, quem sabe, outras medalhas importantes também”, afirmou o atleta, que também vai nadar os 100m costas, os 200m livre e os 200m medley.

Em maio, Gabriel quebrou pela segunda vez no ano o recorde das Américas nos 100m costas, durante a Seletiva da natação realizada no Centro de Treinamento Paralímpico, com o tempo de 57s65. A melhor marca anterior também era dele e de 2025: 58s34, registrada na etapa do World Series de Lignano, Itália, em março.

Natural de Indaiatuba, Gabriel migrou para o paradesporto no início de 2020. Desde os 11 anos, competia em provas para atletas sem deficiência, participando de grandes competições como o Troféu Maria Lenk.  

Sua primeira competição internacional pelo Movimento Paralímpico foi o Aberto Europeu, em 2021. Logo em sua estreia o nadador conquistou seis medalhas de ouro e seis recordes das Américas.

Brasil em Singapura
A delegação do país conta com 29 nadadores, 16 homens e 13 mulheres, oriundos de sete estados (MG, PA, PE, PR, RJ, SC e SP). São Paulo, com dez convocados, é o estado com o maior número de nadadores.

O grupo é formado pelos 24 nadadores que atingiram índices estipulados pelo CPB em três oportunidades: o Circuito Paralímpico – Fase Seletiva e a Primeira Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa, em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico; e o World Series de Guadalajara, no México.

Outros cinco nadadores foram convocados por terem o Índice Mínimo de Qualificação (MQS, nasigla em inglês) do Mundial e também apresentarem as melhores marcas para formar equipes de revezamentos.

A melhor campanha do Brasil na história dos Mundiais de natação paralímpica foi registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, em 2022. O país encerrou a disputa com 53 medalhas, 19 de ouro, 10 de prata e 24 de bronze. Com isso, ficou na terceira colocação do quadro de medalhas do evento, somente atrás de Estados Unidos e Itália.

No último Mundial da modalidade, Manchester 2023, o país subiu 46 vezes ao pódio, conquistando 16 medalhas de ouro, 11 de prata e 19 de bronze. Os pódios deixaram o Brasil na quarta colocação no quadro de medalhas, atrás de Itália, Ucrânia e China, superando a anfitriã Grã-Bretanha em uma disputa acirrada até a última prova da competição.

Desde o primeiro dos Mundiais de natação, em Malta, em 1994, o Brasil já conquistou 296 medalhas, sendo 114 ouros, 73 pratas e 107 bronzes.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta Gabriel Bandeira integra o Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

PATROCINADORES

  • Braskem
  • Loterias Caixa

PARCEIROS

  • The Adecco Group
  • EY Institute
  • Cambridge
  • Estácio
  • Governo do Estado de São Paulo