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Programa Atleta-Cidadão do CPB auxilia medalhista paralímpico a realizar sonho de ensino superior

O medalhista paralímpico Anderson Lopes é mais um atleta a finalizar o ensino superior por meio do programa Atleta-Cidadão, projeto do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) que tem como objetivo desenvolver o pós-carreira dos atletas paralímpicos.

O Programa oferece formação educacional com bolsas de estudos, qualificação técnica para o mercado de trabalho e formação profissional. Atualmente, 152 atletas de 17 modalidade participam do programa Atleta-Cidadão.

Anderson concluiu no primeiro semestre deste ano o curso de Processamentos Gerenciais na Universidade Estácio de Sá, parceira do CPB neste programa. O curso tem duração de dois anos e se encaixou perfeitamente para a atual fase da vida profissional do ex-atleta. Atualmente, ele trabalha como empreendedor social, organização de eventos sociais. 

“Procurei essa área pois trabalho com administração há muitos anos na Andef e queria me especializar. Graças ao Comitê Paralímpico, por meio do Programa Atleta-Cidadão, eu consegui me formar, foi um sonho realizado”, contou, citando clube de Niterói fundada 1981 com o objetivo de proporcionar a inclusão social da pessoa com deficiência. A Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef) é considerada uma das maiores entidades de pessoas com deficiência do país e abrigou a sede do CPB na época de sua criação.

Nos Jogos Paralímpicos de Atlanta 1996 e Sidney 2000, Anderson conquistou a medalha de bronze no lançamento de disco, na classe F37. Devido à falta de oxigênio no parto, Anderson tem paralisia cerebral que afeta o movimento do braço e perna direitos (hemiplegia). O esporte entrou na sua vida aos dois anos de idade como reabilitação. Somente em 1988 o ex-atleta se filiou a um clube, a Andef, e sua primeira competição com atletas com deficiência foi na natação.  

Anderson conta que quando na ativa, com treinos intensos, não era possível buscar o ensino superior e conta também como foi voltar a estudar. “Quando era atleta não tinha tempo de estudar, o tempo que sobrava eu tinha que trabalhar. Voltar a estudar foi um desafio, muitos anos parado. Especialmente na reta final do curso precisei me dedicar mais ainda”, disse o ex-atleta de 48 anos. 

"Minha mãe sempre me incentivava muito a competir, mesmo sabendo que eu poderia chegar em último. E eu cheguei em último nessa competição de natação que participei só com atletas com deficiência”, relembra. 
Anderson participou dos Jogos de Barcelona 1992 na primeira Seleção Brasileira de futebol de 7, para pessoas com paralisia cerebral, como capitão da equipe. “Lá em Barcelona eu vi que o esporte paralímpico era coisa séria e que conquistar medalhas iria me dar voz para o esporte paralímpico no Brasil", conta. 

Natural de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, Anderson não quer parar de estudar. “Quero buscar a pós graduação, seguir aprendendo”. 

“O projeto Atleta-cidadão do CPB é um projeto que engrandece e fortalece aquilo que o atleta tem maior dificuldade: continuar os estudos, tirar boas nota e ter uma projeção para o futuro do seu trabalho. É um projeto muito bom, nota 10, que tem que continuar”, afirma Anderson. 
 
Dúvidas sobre como participar do Programa, envie um e-mail para a coordenação do Programa através do e-mail: atletacidadao@cpb.org.br. 

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro  

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