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Participantes do Camping Paralímpico chegam à Seleção Sub-23 de Fut de 5

Raynã e Maxweel, também da seleção sub-23 | Tadeu Casqueira/CBDV.

Raynã Oliveira e Antônio Carlos Pereira, jovens atletas que participaram da segunda edição do Camping Escolar Paralímpico, em fevereiro, foram convocados para a Seleção Sub-23 de futebol de 5, para deficientes visuais. Ambos competiram nas  Paralímpiadas Escolares 2018 e foram escolhidos para o Camping por terem se destacado. Agora, dão um novo passo no esporte paralímpico ao chegarem na Seleção de base, que, assim como a Seleção principal, treinou durante essa semana no CT Paralímpico.

Raynã, de 16 anos, competiu por Minas Gerais nas Paralímpiadas Escolares. O paraense nasceu com glaucoma e perdeu definitivamente a visão aos 4 anos. Ele revela ter ficado surpreso ao ser convocado. 

"Tudo começou no Camping. Graças a Deus, eu me destaquei. O treinador do Camping já tinha comentado com a gente, que se desse certo, iríamos para a Sub-23, mas eu não estava esperando. Em abril o Fabrício, meu treinador, me mandou mensagem falando que eu estava na Sub-23. Fiquei tão surpreso que nem sabia o que fazer."

"No Camping, nós fazíamos mais trabalhos de condução e de passe. Mas era mais para aprender fundamentos: dominar, tocar e chutar. Isso é uma diferença para agora, que temos mais treinos táticos.  E está sendo muito bom. Meu plano agora é subir para a seleção principal e conquistar muitos títulos", comenta o jovem atleta.

Carlinhos, como Antônio Carlos é conhecido, é de Fortaleza (CE). Também por causa de um glaucoma, ele nasceu cego. No Camping, foi artilheiro e marcou cinco gols. "No Ceará, infelizmente, por falta de apoio, a gente não tem essa estrutura que a seleção tem. O Camping foi uma porta para que eu viesse para a Sub-23. As fases de treinamento, a estrutura, e o preparo físico que envolve isso nos ajudam a ir para os nossos clubes e a nos capacitar mais para podermos jogar o que a gente aprendeu aqui", afirma o atleta de apenas 15 anos.

Durante os nove dias da primeira fase do Camping, os jovens passaram por testes e avaliações, treinos especializados para melhorar sua performance, além de palestras com técnicos do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). De lá para cá, eles continuaram sendo monitorados por técnicos do CPB e, em junho, os esportistas voltarão ao CT Paralímpico para a segunda fase do Camping Escolar 2019.

Fábio Vasconcelos, técnico da Seleção Brasileira de Futebol de 5, destaca a importância de uma Seleção de base: "Além de divulgar, estamos formando os atletas da maneira que queremos que eles cheguem na principal. Nós temos como ir direcionando em todas as áreas: parte nutricional, mostrar a alimentação correta e direcionar suplemento. Na fisiologia, tem o trabalho coordenativo, porque eles chegam sem coordenação nenhuma. Então, vamos preparando ele em médio e longo prazo, e, na parte técnica e tática, que é a minha, vou apresentando situações de jogos, mostrando o padrão da principal, para o atleta chegar na lá com condições de brigar com quem já está lá. E a seleção de base facilita muito, em todos os aspectos."

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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