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Parapan de Jovens: competição impulsionou trajetória de medalhistas paralímpicos e mundiais

Halterofilista Mariana D’Andrea beija medalha de ouro nos Jogos de Paris 2024 | Foto: Ana Patrícia Almeida/CPB

Os Jogos Parapan-Americanos de Jovens fizeram parte da trajetória de atletas brasileiros de destaque no cenário internacional desde 2009, quando o país começou a participar do evento.

Em 2025, 120 atletas brasileiros de 12 modalidades buscam impulsionar suas trajetórias na edição do evento que será realizada em Santiago, de 31 de outubro a 9 de novembro no Chile.

Na última edição realizada, os Jogos Parapan-Americanos de Bogotá 2023, o Brasil teve entre seus destaques dois halterofilistas que, neste mês de outubro de 2025, conquistaram medalhas no Mundial de halterofilismo do Cairo, no Egito: os mineiros Lara Lima (categoria até 41kg) e Marco Túlio Cruz (até 49kg), ambos medalhistas de bronze em disputas individuais. Lara ainda obteve o ouro na competição por equipes femininas. Além disso, ela se tornou medalhista de bronze dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, após o Parapan de Jovens.

O halterofilismo também teve destaque na edição anterior do evento. O Parapan de Jovens São Paulo 2017 com a paulista Mariana D’Andrea, mais tarde bicampeã paralímpica (Tóquio 2020 e Paris 2024) e três vezes medalhista individual em Mundiais (ouro em Dubai 2023 e prata em Tbilisi 2021 e Cairo 2025).

No Parapan de Jovens, Mariana venceu a competição e conquistou um recorde brasileiro ao erguer 105kg. Seis anos depois, no Mundial de Dubai 2023, ela fez sua maior marca da vida, 151kg, à época o recorde mundial da categoria até 79kg.

“O Parapan de Jovens foi incrível, muito marcante para mim, ainda mais por ser no meu país, com meu pai assistindo. Lembro de cada detalhe e guardo a mascote até hoje. Foi algo muito importante para mim. Hoje, vendo os atletas que treinam comigo indo, fico até sentindo de não competir novamente. Converso com eles e falo para aproveitem ao máximo essa oportunidade, assim como eu aproveitei”, disse Mariana.

A mesma edição paulistana do Parapan que teve Mariana no alto do pódio ainda revelou a potiguar Rosi Silva, campeã mundial de judô em Astana, no Cazaquistão, em maio deste ano e bronze nos Jogos de Paris 2024. Também contou com a paranaense Edwarda de Oliveira na Seleção de vôlei sentado, atleta que mais tarde seria campeã mundial na Bósnia, em 2022.

Em 2013, nomes conhecidos do atletismo estiveram na pista e no campo do Parapan de Jovens de Buenos Aires, incluindo a baiana Raissa Machado, prata no lançamento de dardo F56 (atletas que competem sentados) em Tóquio 2020 e Paris 2024; a potiguar Thalita Simplício, tricampeã mundial nos 400m T11 (cegos) e dona de cinco medalhas paralímpicas; e a paranaense Lorena Spoladore, bronze nos 100m T11 em Paris 2024 e prata no revezamento 4x100m e bronze no salto em distância nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Já o goalball contava com Josemárcio Sousa, o “Parazinho”, ouro em Tóquio 2020 e bronze no Rio 2016 e em Paris 2024 e o brasiliense André Dantas, que participou da conquista da última medalha.

O tênis de mesa brasileiro também estava bem representado naquela edição, com as catarinense Bruna Alexandre, que mais tarde se tornaria a atleta brasileira com mais medalhas paralímpicas na modalidade, e Danielle Rauen, que chegou ao pódio no Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024.

A tradição de formar atletas do Parapan de Jovens começou logo na primeira edição com participação brasileira, Bogotá 2009, que teve entre seus destaques o sul-mato-grossense Yeltsin Jacques, que mais tarde se tornaria bicampeão paralímpico dos 1500m, com títulos obtidos em Tóquio 2020 e Paris 2024. Além dele, também estiveram naquela edição o nadador catarinense Talisson Glock, campeão dos 400m livre S6 (comprometimento físico-motor), o potiguar Romário Marques, do goalball, campeão paralímpico em Tóquio 2020; e a judoca mato-grossense Erika Zoaga, prata em Paris 2024.

“O Parapan de Jovens foi minha primeira oportunidade de viver um grande evento internacional, minha primeira vez com atletas de vários países e modalidades. Foi um intercâmbio importante que me ajudou a acostumar com grandes competições. Hoje eu cresço nas grandes provas e muito disso vêm da construção de base que o Comitê Paralímpico Brasileiro proporcionou nos levando para este evento e em competições como as Paralimpíadas Escolares. Com este trabalho de base, certamente muitos atletas que estarão neste Parapan de Jovens vão chegar preparado para as grandes competições internacionais, como os Jogos Paralímpicos”, afirmou Yeltsin.

Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Asics e a Braskem são patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do halterofilismo, judô, goalball, tênis de mesa e vôlei sentado.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Yeltsin Jacques, Raíssa Machado, Thalita Simplício, Lorena Spoladore, Bruna Alexandre, Danielle Rauen, Rosi Andrade, Mariana D’Andrea, Lara Lima e Marco Túlio Cruz são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.

Time São Paulo
Os atletas André Dantas, Josemárcio Sousa, Danielle Rauen, Raíssa Machado e Mariana D’Andrea integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 154 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

PATROCINADORES

  • Braskem
  • Loterias Caixa

PARCEIROS

  • The Adecco Group
  • EY Institute
  • Cambridge
  • Estácio
  • Governo do Estado de São Paulo