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Meeting Loterias Caixa de Florianópolis tem nadadora que sonha seguir carreira de medalhista paralímpico

Ana Vitória Machado Moreira, 14, após o treino na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) | Foto: Arquivo pessoal

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) realiza neste sábado, 25, e domingo, 26, a etapa de Florianópolis (SC) do Meeting Paralímpico Loterias Caixa, com mais de 500 inscritos.

As disputas de atletismo, que reúnem 397 atletas, serão realizadas no sábado e no domingo, também na UFSC. Já as provas de halterofilismo, com 17 competidores, acontecem apenas no sábado, assim como a natação.

Entre os 95 atletas da natação está Ana Vitória Machado Moreira, 14, representante da Aflodef (Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos). A jovem da classe S2 (atletas com deficiência físico-motora) sonha em seguir a carreira do também nadador Samuel Oliveira, o Samuka, da classe S5 (deficiência físico-motora), medalhista de bronze no revezamento 4×50 m livre 20 pontos nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, além do ouro no revezamento 4x50m medley 20 pontos, prata nos 50m borboleta e no revezamento 4x50m livre 20 pontos, bronze nos 50m livre e 50m costas no Mundial de Singapura 2025.

“Eu gosto muito dele, porque temos deficiências parecidas. Me identifico e ele é muito bom na natação, quero ser igual”, explicou a jovem.

Natural de Cururupu (MA), Ana Vitória disputa a etapa catarinense após uma trajetória que começou ainda nos primeiros meses de vida, quando a família deixou o Maranhão em busca de atendimento médico especializado em Santa Catarina. No sábado, ela competirá nas provas dos 100m livre, 200m livre, 50m costas e 50m livre, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A convivência com outros atletas com deficiência marcou uma mudança importante em sua vida. Foi nesse ambiente que Ana Vitória passou a enxergar novas possibilidades dentro e fora do esporte.

“Quando comecei a competir, me senti livre. Eu só quero ficar nadando. É como se fosse o meu mundo. Lá não tem julgamento. Já tenho 11 medalhas de ouro, mas quero conquistar muito mais e encher um armário delas”, disse a atleta.

Durante toda a gestação, exames de ultrassom não identificaram que Ana Vitória nasceria com uma deficiência congênita. A mãe, Graciene Lima, fazia o pré-natal em Cedral (MA) e precisou viajar mais de 80 quilômetros até outra cidade quando estava no oitavo mês de gravidez, após sentir fortes dores.

Ana Vitória nasceu sem os dois membros superiores, com encurtamento do membro inferior esquerdo, um rim com funcionamento parcial, ausência de útero e ovários e uma alteração cardíaca.

Logo após o nascimento, a família recebeu poucas informações. Diante da falta de estrutura para investigação e tratamento na região, Graciene decidiu se mudar para Florianópolis quando a filha tinha quase três meses de vida.

“Viemos para Florianópolis porque aqui havia recursos para investigar e tratar a Ana. Hoje vejo que tudo valeu a pena. O esporte transformou a autoestima dela, ajudou na recuperação da cirurgia e mostrou que ela pode ir muito longe”, afirmou a mãe.

Na capital catarinense, Ana Vitória conheceu o esporte por meio da Aflodef. Ainda criança, começou a participar das atividades da associação e iniciou a natação por volta dos oito anos. Apaixonada por água desde pequena, aprendeu a nadar praticamente sozinha durante brincadeiras no mar.

Após um primeiro período de treinamentos, interrompido pelas dificuldades de deslocamento até o centro da cidade, ela voltou às piscinas aos 12 anos, quando o projeto de natação foi retomado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Além dos resultados nas piscinas, Graziele percebe mudanças no dia a dia da filha. Segundo ela, a prática esportiva contribuiu para melhorar a autoestima, a alimentação, o desempenho escolar e até a recuperação física após a cirurgia na coluna.

“Eu sei que vou chegar muito mais longe. A natação me dá confiança, e ver meus colegas nadando também”, finalizou a atleta.

Sobre o Meeting Paralímpico Loterias Caixa
Os resultados obtidos em Florianópolis passarão a integrar os rankings nacionais de cada modalidade, utilizados como referência para a classificação de atletas em competições promovidas pelo CPB, entre elas as Paralimpíadas Escolares, as Paralimpíadas Universitárias e os Circuitos Brasileiros.

O evento percorre todas as Unidades Federativas brasileiras até agosto, com a última etapa programada para São Paulo (SP), de 6 a 8 de agosto.

Neste ano, 22 capitais já receberam a competição desde abril. Belém (PA), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Teresina (PI), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Fortaleza (CE), Cuiabá (MT), Manaus (AM), Natal (RN), João Pessoa (PB), Campo Grande (MS), Macapá (AP), Brasília (DF), Recife (PE), Palmas (TO), Goiânia (GO), Maceió (AL), Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Salvador (BA) já sediaram o evento. Também neste sábado, 25, Vitória recebe a competição.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Florianópolis ou Vitória devem enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF e veículo pelo qual irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.

Meeting Paralímpico Loterias Caixa – Etapa de Florianópolis
Horário: a partir das 8h
Datas: 25 e 26 de julho
Atletismo, natação e halterofilismo
Local: Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Endereço: R. Eng. Agrônomo Andrei Cristian Ferreira, s/n – Trindade, Florianópolis – SC

Patrocínio
As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação e do halterofilismo.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
O atleta Samuel Oliveira é integrante do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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