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Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Brasília marca transição de atleta do badminton para tiro esportivo

Aline Cabral durante a prova no Meeting Paralímpico de Brasília | Abelardo Mendes/CPB

O Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Brasília deste sábado, 13, contou com disputas de atletismo, natação, halterofilismo e tiro esportivo, reunindo 209 atletas de diferentes regiões do Brasil na capital federal.

As disputas aconteceram em quatro endereços brasilienses. O Centro Integrado de Educação Física (CIEF) sediou as provas de atletismo, com 114 esportistas. O ENAP/Cetefe recebeu o halterofilismo, com 29 atletas. Também houve provas de natação para 44 participantes no Conjunto Aquático Cláudio Coutinho, e competição de tiro esportivo para 22 atletas na Federação Brasiliense de Tiro Esportivo.

Entre os mais de 200 competidores, esteve a atiradora brasiliense Aline de Oliveira Cabral, 41. Em sua primeira prova do ano, após iniciar na modalidade em 2025, a competidora garantiu o quarto lugar na P2 pistola de ar comprimido – 10 metros – da classe SH1 (atiradores que não requerem suporte para a arma).

“Brasília é minha casa. É minha família. Aqui, eu fiquei menos nervosa do que em outras competições. Estou começando agora. É minha quarta competição de tiro. A minha meta hoje não era uma medalha, não era um resultado expressivo. O meu objetivo aqui era conseguir, pelo menos, a pontuação que eu já venho fazendo nos treinos”, disse a atleta.

Paraplégica desde os 15 anos, após sofrer uma queda de uma laje e fraturar duas vértebras da coluna, Aline teve contato com modalidades adaptadas ainda no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília.

Ao longo dos anos, conciliou a carreira esportiva com os estudos. Formada em Serviço Social e Administração, atualmente cursa Direito por meio do Programa Atleta Cidadão, do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Sua trajetória no esporte paralímpico começou no tênis em cadeira de rodas, modalidade na qual competiu entre 2012 e 2018. Após a saída do treinador que atuava em Brasília, Aline precisou buscar novos caminhos e encontrou no badminton uma oportunidade para continuar competindo.

A adaptação foi rápida. Beneficiada pela experiência anterior no tênis, conquistou títulos nacionais e internacionais. Em 2023, representou o Brasil nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago, no Chile.

A mudança para o tiro esportivo aconteceu de forma inesperada. Em 2024, uma amiga a convidou para participar do Camping Militar e Civil Paralímpico, promovido pelo CPB para apresentar a modalidade. “Quando vi que teria tiro esportivo no Camping, meu coração disparou”, relembra.

Encantada com a modalidade, Aline adquiriu sua própria pistola poucos meses depois e iniciou os treinamentos. Ainda sem treinador fixo e em uma estrutura que começava a ser organizada em Brasília, participou de Meetings Paralímpicos e do Campeonato Brasileiro. Em sua estreia na principal competição nacional, alcançou a quarta colocação.

Apesar do crescimento no tiro esportivo, Aline ainda divide a rotina com o badminton, mas vê na nova modalidade uma possibilidade para o futuro, sobretudo por contribuir para o desenvolvimento do esporte em Brasília e para o aumento da participação feminina.

Independentemente da modalidade, ela garante que o esporte seguirá sendo parte essencial de sua vida. “Foi um divisor de águas. Conheci lugares, pessoas e tive oportunidades que talvez não tivesse sem ele. Mesmo após o alto rendimento, quero continuar praticando alguma modalidade pelo resto da vida”, conclui.

A etapa brasiliense contou também com a presença da halterofilista Ana Paula Marques, que terminou a competição com a medalha de ouro e o recorde brasileiro da categoria até 61kg, ao levantar 114kg. Ela foi convocada para defender o Brasil nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia, em julho deste ano.

A atleta, que já chegou a praticar vela adaptada, entrou no Movimento Paralímpico após sofrer uma tentativa de feminicídio cometida por um ex-companheiro. Depois do fim do relacionamento, ela passou a sofrer perseguições e ameaças. Em uma abordagem na rua, foi atingida por um disparo que causou uma lesão medular e a deixou paraplégica.

Paramigos Imparáveis
Além das competições, o evento teve a participação especial de Nina, uma onça-pintada do Pantanal e protagonista da série infantil de animação Paramigos Imparáveis. A personagem interagiu com atletas, crianças e famílias presentes no local.

A ação faz parte de uma iniciativa que busca aproximar o público infantil do universo paralímpico, ampliar a divulgação da série e fortalecer a visibilidade do Movimento Paralímpico por meio de atividades lúdicas e educativas.

Ao longo de 2025, os personagens de Paramigos Imparáveis, que também atuam como mascotes do CPB, marcarão presença em diversos eventos do calendário esportivo nacional.

Neste ano, quatorze capitais brasileiras já receberam o evento esportivo desde abril. Além de Brasília (DF), Belém (PA)Rio Branco (AC)São Luís (MA)Teresina (PI)Porto Velho (RO)Boa Vista (RR)Fortaleza (CE)Cuiabá (MT)Manaus (AM)Natal (RN),  João Pessoa (PB)Campo Grande (MS) e, neste sábado, Macapá (AP) já sediaram o evento.

Os desempenhos registrados em todas as categorias dos Meetings Paralímpicos contam pontos para os rankings brasileiros de cada modalidade. Essas classificações são utilizadas pelo CPB como um dos critérios para convocação e participação em competições nacionais, como as Paralimpíadas Escolares, as Paralimpíadas Universitárias e os Circuitos Brasileiros.

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As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação, do halterofilismo e do tiro esportivo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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