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Fundista sul-matogrossense bate índice nos 5.000m em nova classe e com troca de guia durante a prova em seletiva de atletismo paralímpico

O atleta Yeltsin Jacques (centro) corre ao lado do guia Lutimar Paes durante seletiva de atletismo no CT Paralímpico; ao fundo e à esquerda, atleta-guia Carlos Gonzalez caminha e bebe água já fora da prova | Foto: Ale Cabral / CPB

O fundista Yeltsin Jacques voltou a reviver seus bons momentos na prova dos 5.000m masculino na manhã desta quinta-feira, 17, durante a Segunda Fase de Treinamento Seletiva do atletismo, que acontece no CT Paralímpico em São Paulo. Mesmo em uma classe diferente da sua habitual (passou da T12 para T11) e com uma estratégia de troca de atleta-guia durante a disputa, o sul-matogrossense bateu o índice paralímpico e agora aguarda o final da seletiva para confirmar sua vaga no evento na capital japonesa.

Logo na primeira largada do dia, Yeltsin Jacques, que nasceu com baixa visão, completou a prova em 15min24s27 e foi mais rápido do que a marca pré-estabelecida de 15min39s92 da sua nova classe. 

Isso porque, até o ano passado, o atleta pertencia à classe T12, na qual é opcional o uso do atleta-guia. Porém, após uma reclassificação oftalmológica no começo de 2021, Yeltsin foi considerado para a classe T11, na qual é obrigatória a corrida ao lado de um guia.

“Foi uma prova maravilhosa, corremos ritmados, estávamos bem preparados, e agora vamos atrás dessa medalha de ouro em Tóquio. Agradecer aos guias, toda a equipe e a minha família por esse período de preparação. O tempo ficou dentro do esperado”, afirmou Yeltsin Jacques, que começou sua carreira nas Paralimpíadas Escolares de 2007, projeto realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). 

Para superar o índice, Yeltsin e sua comissão técnica adotaram uma estratégia para adaptá-lo melhor a sua nova classe: trocar de atleta-guia durante a prova. 

Com isso, Yeltsin começou a disputa dos 5.000m com o guia paraguaio Carlos Gonzalez nos primeiros 3.500m da prova e finalizou os últimos 1.500m com o guia Lutimar Abreu Paes, medalha de ouro no Mundial de atletismo em Dubai 2019 junto com o atleta Julio Cesar Agripino nos 1.500m pela classe T11.

Veja abaixo a explicação do técnico da seleção brasileira Cássio sobre a troca de atleta-guia durante a prova: 
 

“Pensamos em fazer a primeira parte da prova com o guia Carlos, que corre mais ‘ritmado’, mais consciente do ritmo da prova, em cima da marca que precisávamos. E depois entramos com o Lutimar, que é mais rápido, de corrida curta, para baixar um pouco a marca no final”, explicou Yeltsin.

“O momento da troca da guia é o qual temos de prestar bastante atenção porque ela é curta e qualquer erro podemos desclassificar o atleta. E é justamente entre os 3.00m e 4.000m que se decide muita prova, então, conseguimos fazer essa troca corretamente e ajudar o Yeltsin a bater o índice”, completou Lutimar Paes. 

Entre as principais conquistas da carreira, o fundista nascido em Campo Grande conquistou uma medalha de prata nos 1.500m e um bronze nos 800m no Mundial da França 2013, ouro nos 1.500 e nos 5.000m nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015, além de um bronze na prova de 5.000m e outro ouro nos 1.500m no Parapan de Lima 2019.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta Yeltsin Jacques é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 69 atletas. 

Patrocínios  
O paratletismo tem patrocínio da Braskem e das Loterias Caixa.  

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
 

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