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Conheça os cinco nadadores brasileiros que farão sua estreia em mundiais em Singapura 2025

Beatriz Flausino sorri na piscina durante competição no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral / CPB

A Seleção Brasileira chega ao Mundial de Singapura 2025, de 21 a 27 de setembro, com cinco atletas que nunca participaram de uma edição do evento, mas já obtiveram destaque em competições internacionais.

A mais jovem do grupo é a paulista Alessandra Oliveira, 17, atleta formada pela Escola Paralímpica de Esportes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A nadadora é campeã parapan-americana dos 100m peito, com um ouro conquistado em Santiago 2023.

Em 2024, Alessandra não obteve o índice mínimo estabelecido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para disputar os Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Desde então, as marcas da atleta em sua principal prova vem evoluindo competição após competição, culminando no recorde das Américas anotado por ela na Segunda Fase Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de Natação no Centro de Treinamento Paralímpico, no início de setembro.

A nadadora fez o tempo de 1min44s29, superando seu próprio recorde anterior, de 1min51s58. A marca teria dado a ela a medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos do ano passado.Na ocasião, o ouro ficou com a italiana Giulia Ghiretti, com tempo de 1min50s21.

“Eu já vinha fazendo este tempo nos treinos, então a gente só queria replicar durante a competição e deu muito certo. Ainda não foi meu melhor tempo da vida, considerando o que tenho em treinos, mas eu sei que estamos no caminho certo rumo ao Mundial”, afirmou a atleta ao encerrar a prova no CT.

Outra jovem que chega à Singapura com um recorde marcado em setembro, na mesma competição, é a paulista Beatriz Flausino, 21. Ela nadou a prova dos 100m peito pela classe S14 (deficiência intelectual) em 1min13s69, deixando para trás a marca anterior, que também era de Beatriz: 1min13s89, obtida em junho, durante o World Series de Guadalajara, no México, oportunidade em que a atleta conquistou três ouros e bateu o índice técnico que lhe garantiu a vaga para o Mundial de Singapura.

O World Series foi a primeira competição internacional da nadadora, que chegou ao Movimento Paralímpico em 2025, após anos competindo com atletas sem deficiência.

“Está sendo um sonho participar de meu primeiro mundial. É um misto de sentimentos. Ansiedade, frio na barriga e animação. Estou muito feliz de estar entre as melhores do mundo e quero viver isso da melhor maneira possível”, afirmou.

Dos atletas que vão ao primeiro Mundial, três já tem no currículo a participação nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

A catarinense Mayara Petzold, 23, conquistou em Paris a medalha de bronze nos 50m borboleta da classe S6 (comprometimento físico-motor). A atleta, que tem baixa estatura, Começou a praticar natação por recomendação médica aos quatro anos de idade e conheceu a modalidade paralímpica aos 13 anos.

Já o mineiro Arthur Xavier, 18, encerrou a disputa em Paris com o bronze no revezamento 4x100m livre para atletas da classe S14 (deficiência intelectual). O atleta começou na natação aos quatro anos. Aos 12, ingressou em um clube da sua cidade e começou a competir nacionalmente. Foi atleta olímpico até 2019, quando teve diagnosticada a deficiência intelectual após observações de um treinador.anti

Victor Almeida, 17, chegou na quinta colocação em sua prova principal, os 100m costas da classe S9 (comprometimento físico-motor)nos Jogos de Paris 2024. O atleta também disputou o Parapan de Santiago em 2023 e saiu com o ouro em sua disputa favorita.

“Estou muito animado de em breve ter as três competições mais importantes na minha história. O trabalho está sendo feito. Sei que dedicação, empenho e entrega nos treinamentos não está faltando”, afirmou.

O atleta, que em Paris foi o caçula de toda a delegação, disse acreditar ter amadurecido e estar mais preparado para ter bons resultados em Singapura. “Quando fui para Paris, estava mais novo, a cabeça reagia de modo diferente com a pressão. Agora, com Paris na bagagem, sabendo como uma competição grande funciona, com certeza Singapura vai ser algo histórico na carreira”, afirmou o atleta”, afirmou.

Brasil em Singapura
A delegação do país conta com 29 nadadores, 16 homens e 13 mulheres, oriundos de sete estados (MG, PA, PE, PR, RJ, SC e SP). São Paulo, com dez convocados, é o estado com o maior número de nadadores.

O grupo é formado pelos 24 nadadores que atingiram índices estipulados pelo CPB em três oportunidades: o Circuito Paralímpico – Fase Seletiva e a Primeira Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa, em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico; e o World Series de Guadalajara, no México.

Outros cinco nadadores foram convocados por terem o Índice Mínimo de Qualificação (MQS, nasigla em inglês) do Mundial e também apresentarem as melhores marcas para formar equipes de revezamentos.

A melhor campanha do Brasil na história dos Mundiais de natação paralímpica foi registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, em 2022. O país encerrou a disputa com 53 medalhas, 19 de ouro, 10 de prata e 24 de bronze. Com isso, ficou na terceira colocação do quadro de medalhas do evento, somente atrás de Estados Unidos e Itália.

No último Mundial da modalidade, Manchester 2023, o país subiu 46 vezes ao pódio, conquistando 16 medalhas de ouro, 11 de prata e 19 de bronze. Os pódios deixaram o Brasil na quarta colocação no quadro de medalhas, atrás de Itália, Ucrânia e China, superando a anfitriã Grã-Bretanha em uma disputa acirrada até a última prova da competição.

Desde o primeiro dos Mundiais de natação, em Malta, em 1990, o Brasil já conquistou 296 medalhas, sendo 114 ouros, 73 pratas e 107 bronzes.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais de natação.
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Arthur Xavier e Mayara Petzold são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.

Time São Paulo
os atletas Alessandra Oliveira e Victor Almeida integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 154 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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