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Conheça o snowboard, modalidade que terá um representante brasileiro nos Jogos Paralímpicos de Inverno Pequim 2022

Foto: Gustavo Haidar/CBDN

O Brasil será representado por seis atletas nos Jogos Paralímpicos de Inverno Pequim 2022, que acontecerão entre os dias 4 e 13 de março. Desses, cinco irão disputar provas de esqui cross-country e apenas um, André Barbieri, estará nas competições de snowboard.

O snowboard paralímpico nasceu em 2005. Até 2010, a modalidade era gerenciada pela World Snowboard Federation (WSF), quando o departamento do Para Ski Alpino do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), com o apoio da própria WSF, tornou-se responsável pelo desenvolvimento da modalidade em âmbito mundial. Em 2016, um acordo de cooperação com a Federação Internacional de Ski (FIS) foi iniciado para o desenvolvimento de aspectos técnicos.

Em 2012, a modalidade entrou no programa paralímpico, fazendo sua estreia nos Jogos Paralímpicos de Sochi, em 2014, com medalhas distribuídas para duas classes: UL, que envolvia atletas com deficiência nos membros superiores e LL, que envolvia atletas nos membros inferiores.

Após os Jogos de 2014, iniciaram as discussões para alterações no sistema de classificação, que culminaram com a divisão da classe LL em duas, a LL1 e a LL2. A classe LL1 envolve atletas com deficiência significativa em uma perna, como uma amputação acima do joelho, ou deficiência nas duas pernas. Por sua vez, a classe LL2 envolve aqueles que possuem deficiência com menos limitação. A classe UL permaneceu inalterada.

Disciplinas

Snowboard cross (SBX): cada atleta realiza três descidas em uma pista com diferentes saltos e obstáculos. O melhor tempo dentre os três será utilizado para determinar a colocação na próxima etapa, que dividirá os melhores para uma competição em formato head-to-head (eliminatório). Os ganhadores avançam para as próximas fases, até que um vencedor é definido.

Banked slalom (BSL): cada atleta realiza três descidas em uma pista com diferentes obstáculos, onde o atleta tem que contornar a parte interna de cada obstáculo. O atleta com menor tempo entre as três descidas é declarado vencedor.

Snowboard paralímpico no Brasil

Em agosto de 2012, um atleta brasileiro participou da primeira prova de snowboard paralímpico organizada pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). Desde então, o Brasil iniciou a participação em provas internacionais da modalidade, participando já dos Jogos Paralímpicos de Inverno Sochi 2014, com o atleta André Cintra.

Em 2018, o mesmo atleta novamente representou o Brasil nos Jogos de Pyeongchang, competindo no SBX e no BSL e obtendo a décima colocação nas duas disciplinas.

Jogos de Pequim 2022

Nos Jogos Paralímpicos de Inverno Pequim 2022, o Brasil será representado por outro André. O gaúcho André Arenhart Barbieri, 40, está em reta final de treinamentos para o evento.

Em 2011, o atleta quebrou o fêmur da perna esquerda após cair enquanto praticava snowboard, em Mammoth Mountain, na Califórnia, nos EUA. Depois de quatro operações em cinco dias para reconstruir sua perna, o membro afetado precisou ser amputado. Após a amputação, André chegou a disputar provas de triatlo e surfe adaptado até descobrir o snowboard paralímpico.

Sobre a preparação para o evento na capital chinesa, o gaúcho afirmou que tem se adaptado à sua nova prancha, que é um pouco mais rígida em relação à qual está habituado, e à prótese especial (com amortecedores no joelho e no pé) que será utilizada nas provas. Ele estará nas competições das duas disciplinas da modalidade: snowboard cross e banked slalom.

“É uma questão de passar um tempo com a prótese e repetir os exercícios. Somente assim, vou conseguir pegar confiança, o que aumenta as chances de sucesso nas provas. O inventor da prótese que eu uso é um dos meus concorrentes: o bicampeão paralímpico Mike Schultz, dos Estados Unidos”, apontou André.

*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN).

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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