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Circuito Loterias Caixa de Natação encerra disputas com três recordes das Américas

Alessandra Oliveira no Circuito Paralímpico Loterias Caixa de Natação 1ª fase Nacional, no CT Patalímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Primeira Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de Natação terminou com três recordes das Américas. As disputas foram realizadas na quarta-feira, 17, e na quinta-feira, 18, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo.

A paulista Alessandra Oliveira, da classe SB4 (limitações físico-motoras), representante do Clube Naurú, foi uma das atletas que estabeleceram os recordes durante a competição. Nesta quinta-feira, 18, ela venceu os 50m peito com o tempo de 48s26, superando a antiga marca das Américas, de 1min03s80, que pertencia a uma atleta peruana desde outubro de 2025.

“Esse resultado mostra que estamos no caminho certo. Tudo o que venho fazendo nos treinos e nas competições faz parte da preparação para o Parapan-Pacífico [que será disputado em Walnut, nos Estados Unidos em agosto], e ver essa evolução é muito importante. Esse recorde veio para confirmar o trabalho que está sendo desenvolvido, me dando ainda mais confiança para seguir em busca de resultados cada vez maiores e do recorde mundial”, afirmou Alessandra.

No Mundial de Singapura, em setembro de 2025, ela quebrou o recorde mundial e conquistou sua primeira medalha de ouro nos 100m peito SB4.

O paulista Miguel Rodrigues Santos, da classe S1 (limitações físico-motoras), representante da APNH/SPFC foi o outro nadados que registrou a marca. O atleta estabeleceu um novo recorde das Américas nos 100m costas ao registrar 2min50s93 e conquistar a medalha de ouro. A marca anterior era de 2min51s75, pertencente ao paulista José Ronaldo Silva desde setembro de 2025.

Miguel também havia quebrado o recorde continental nos 200m livre, na quarta-feira, 17, ao vencer a prova com o tempo de 5min57s61.

Os dois recordistas iniciaram suas trajetórias esportivas na Escola Paralímpica de Esportes, programa idealizado e realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com o objetivo de promover a iniciação esportiva de crianças e adolescentes com deficiência física, visual e intelectual, entre 7 e 17 anos, em 15 modalidades paralímpicas.

Convocados para Valledupar melhoram marcas pessoais
Atletas convocados para os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, na Colômbia — primeiro evento multiesportivo continental do ano, programado para ocorrer entre 5 e 15 de julho — também se destacaram ao alcançar melhores marcas pessoais durante a competição.

A catarinense Jenifer da Rocha, da classe S7 (limitações físico-motoras), completou os 200m medley em 3min40s25, terminando na terceira colocação. Seu melhor tempo anterior era de 3min52s94, registrado na Segunda Etapa do Circuito Loterias Caixa de Natação de 2025.

“Estou muito feliz e confiante com os resultados que fiz nesse Circuito. Mesmo sem ser o foco principal do momento, porque estamos pensando no Parasul-Americano, já consegui fazer tempos muito bons, incluindo meu melhor tempo do medley. A preparação segue em ritmo forte e a expectativa para a próxima competição é fazer meu melhor tempo, manter o recorde brasileiro e buscar um ouro”, destacou a atleta do Praia Clube.

A paulista Esthefany Rodrigues, da classe S5 (limitações físico-motoras), representante do Clube Naurú, também alcançou sua melhor marca pessoal nos 50m borboleta ao registrar 47s05. O recorde anterior da atleta era de 48s02, obtido no Campeonato Brasileiro de 2025.

Outro atleta que melhorou seu desempenho foi o catarinense Matheus Rheine, da classe S11 (deficiência visual), do Clube Naurú. Nos 50m livre, ele concluiu a prova em 26s69, superando sua marca anterior de 26s79, registrada em maio de 2025.

Medalhistas paralímpicos em ação
Maior medalhista paralímpica do Brasil, a pernambucana Carol Santiago esteve em ação nesta quinta-feira (18). Representando o GNU, a nadadora venceu os 100m costas da classe S12 (deficiência visual) com o tempo de 1min17s83 e conquistou o ouro nos 50m livre, ao marcar 27s66.

Já a fluminense Mariana Gesteira, medalhista de bronze nos 100m livre e nos 100m costas nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, assegurou o recorde brasileiro dos 50m livre da classe S10 (limitações físico-motoras). Representando o Praia Clube, ela venceu a prova com o tempo de 27s87.

Dono de sete medalhas paralímpicas — um ouro, três pratas e três bronzes conquistados entre Tóquio 2020 e Paris 2024 —, o paulista Gabriel Bandeira, do Praia Clube, venceu os 200m medley da classe S14 (deficiência intelectual) com o tempo de 2min14s47. O nadador também conquistou o ouro nos 100m costas ao registrar 1min00s30.

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Gabriel Bandeira, Mariana Gesteira e Matheus Rheine são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Alessandra Oliveira, Esthefany Rodrigues, José Ronaldo Silva e Miguel Rodrigues Santos integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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