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Cria da Escola Paralímpica do CPB bate recorde das Américas no Circuito Loterias Caixa de natação

Miguel Rodrigues Santos no Campeonato Brasileiro de Natação 2025 no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O paulista Miguel Rodrigues Santos, da classe S1 (limitações físico-motoras), representante da APNH/SPFC, bateu o recorde das Américas nos 200m livre e garantiu o primeiro lugar ao concluir a prova em 5min57s61, durante a Primeira Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de natação nesta quarta-feira, 17.

“Esse recorde tem um significado muito especial para mim. Quero agradecer aos meus treinadores, à equipe multidisciplinar e à minha família, que estão sempre ao meu lado. Fiquei muito feliz com a prova e, principalmente, com o resultado. Quando me avisaram do recorde, ainda estava tentando processar tudo; a ficha demorou um pouco para cair. Agora é seguir trabalhando com paciência e consistência, recuperando e melhorando os tempos aos poucos. Tenho certeza de que, com foco e confiança em quem me orienta, os resultados vão continuar aparecendo”, disse o atleta.

Miguel, que iniciou os treinamentos na Escola Paralímpica de Esportes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), passou por sua primeira classificação internacional no World Series de Lignano Sabbiadoro, na Itália, em março deste ano. Com o resultado obtido na competição nacional, ele superou a antiga marca continental, que também pertencia a um brasileiro: José Ronaldo da Silva, que registrou 5min58s65 em abril de 2022.

A Escola Paralímpica é idealizada e realizada pelo CPB e tem como objetivo promover a iniciação de crianças com deficiência física, visual e intelectual na faixa etária de 7 a 17 anos em 15 modalidades paralímpicas: atletismo, badminton, bocha, paraesgrima, futebol de cegos, goalball, halterofilismo, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, triatlo e vôlei sentado. Todas compõem o atual programa dos Jogos Paralímpicos.

Convocados para Valledupar 2026
Alguns atletas que estarão nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, na Colômbia – primeiro evento multiesportivo continental do ano, que será disputado entre os dias 5 e 15 de julho -, também melhoraram suas marcas pessoais.

A paulista Leticia Mulling, da classe S12 (deficiência visual), do Clube Naurú, concluiu sua principal prova, os 100m peito, em 1min19s80. Sua melhor marca anterior era de 1min22s17, tempo obtido na Segunda Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de natação, em setembro de 2025.

“O resultado veio muito por conta do ajuste de estratégia que fizemos. Consegui nadar de forma mais eficiente, equilibrando melhor a frequência ao longo da prova e mantendo uma boa volta. Isso me dá confiança para competir em Valledupar, onde espero repetir esse desempenho e evoluir ainda mais”, declarou Leticia.

Outra veterana da natação que participou do Circuito e melhorou a própria marca foi a cearense Edênia Garcia. No último Campeonato Brasileiro, realizado em dezembro de 2025, ela registrou 1min02s68 nos 50m costas. Neste sábado, ela marcou 1min02s27, conquistando a medalha de ouro na classe S3 (limitações físico-motoras).

“O mais especial é que, depois de tantos anos competindo, eu ainda sinto a mesma empolgação antes de entrar na água. O resultado foi positivo, mas mostra que ainda temos espaço para crescer. Agora o foco é ganhar velocidade e chegar ainda melhor ao Parasul-Americano, uma competição que será uma novidade e um desafio muito especial para mim”, afirmou.

O paulista Tiago Oliveira, do Praia Clube, da classe S5 (limitações físico-motoras), também melhorou seu tempo nos 50m costas. Ele concluiu a prova em 38s74 e ficou com a medalha de prata. Sua melhor marca anterior era de 40s96, obtida no último Campeonato Brasileiro. O ouro na prova ficou com o paulista Samuel Oliveira medalhista de bronze em Paris 2024; o representante do Praia Clube, que não disputará Valledupar 2026, fez o tempo de 35s84.

Medalhistas paralímpicos e campeã mundial em ação
Dono de sete medalhas paralímpicas (um ouro, três pratas e três bronzes em Tóquio 2020 e Paris 2024), o paulista Gabriel Bandeira, do Praia Clube, completou os 100m borboleta da classe S14 (deficiência intelectual) em 55s90.

As gêmeas paranaenses Beatriz (três vezes medalhista de bronze, somando as participações em Tóquio 2020 e Paris 2024) e Débora Carneiro (prata em Paris 2024), representaram o Clube Naurú e garantiram a segunda e a terceira colocações, respectivamente, nos 100m peito S14. Beatriz marcou 1min17s71, enquanto Débora registrou 1min19s18.

Campeã no Mundial de Singapura 2025 e recordista mundial dos 100m S14, a paulista Beatriz Flausino, do Naurú, completou a prova no CTPB na primeira posição, com 1min24s90.

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Beatriz Borges Carneiro, Débora Borges Carneiro, Gabriel Bandeira, Leticia Mulling e Samuel Oliveira são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Beatriz Flausino, Edênia Garcia, José Ronaldo da Silva e Miguel Rodrigues Santos integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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