*Nota atualizada às 19h05
A primeira etapa do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de halterofilismo teve início neste sábado, 28, e registrou marcas acima do Mundial da modalidade em Cairo, disputado no ano passado. A competição conta com a participação de 142 esportistas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo e as disputas vão até o domingo, 1º de março. A disputa é a primeira competição em âmbito nacional de 2026, ano marcado por disputas continentais, como o Open das Américas, e pelo Campeonato Mundial em Manama, no Bahrein, em dezembro.
A competição é organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e conta com transmissão ao vivo pelo canal da instituição no YouTube.
A bicampeã paralímpica Mariana D’Andrea, da equipe Aesa-SP, ergueu 145kg na categoria até 73kg, movimento válido que lhe garantiu a medalha dourada. A marca foi quatro quilos superior à estabelecida no último Mundial, quando conquistou a prata, além de um ouro por equipes.
A paulista comemorou o ouro e demonstrou que está preparada para a temporada de 2026. “Confesso que, no fim do ano [2025] eu relaxei um pouco, desacelerei depois do Mundial, pois foi um ano bem competitivo. Mas voltei com tudo, e voltei diferente: prometi que esse ano vou bater o recorde mundial”, afirmou Mariana, que tem como melhor marca 148kg, erguidos nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
Outra halterofilista que superou a marca obtida no último Mundial foi a mineira Lara Lima. Pela categoria até 45kg, ela levantou 111kg na segunda tentativa e quebrou o próprio recorde brasileiro (110kg). No Circuito Paralímpico de halterofilismo, porém, a atleta competiu em uma categoria diferente da que disputou no Mundial do Egito, quando esteve na categoria até 41kg e conquistou um bronze, além do ouro na prova por equipes.
A atleta do Praia Clube de Uberlândia (MG) afirmou que a categoria em que vai brigar nas competições continentais deste ano (Campeonato das Américas e nos Jogos Parasul-Americanos Valledupar 2026) é ainda um mistério que pretende manter.
“Desta vez, eu tive que me aventurar para a categoria dos 45kg para ver como me sairia e me saí muito bem. A gente previu o que aconteceu e estou muito feliz de voltar pra casa com um recorde. Agora é trabalhar para ter muito mais medalhas e muito mais recordes”, destacou a atleta que nasceu com mielomeningocele e artrogripose.
À tarde, o rondoniense Kauê Rodrigues, da categoria até 59kg, superou o nervosismo e alcançou os 170kg exigidos pelo índice A, critério estabelecido pelo CPB para integrar a Seleção que disputará o Regional das Américas.
A primeira etapa nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de halterofilismo marca também a última chance para atletas que, assim como Kauê, ainda não possuem classificação internacional atingirem as marcas do índice para o torneio continental. O Regional das Américas é etapa obrigatória no processo de qualificação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, conforme o calendário do World Para Powerlifting (WPPO), Organização Mundial de halterofilismo paralímpico. A competição, no entanto, ainda não tem data nem sede definidas.
“Tirei 170kg de peso das costas. Estou há menos de um ano no esporte e saber que atingi o índice, que me coloca no caminho de competições ainda maiores, é algo que me motiva muito”, comemorou o halterofilista do clube APNH de Novo Horizonte (SP).
O dia de provas contou também com o recorde brasileiro do potiguar João Maria França, que ergueu 178kg em sua segunda tentativa pela categoria até 59kg, levantamento que ultrapassou a marca de 177kg feita pelo paulista Bruno Carra no México, em 2017.
Diferente do ano passado que o atleta da Seleção competiu na categoria até 54kg, em 2026 João quer garantir marcas cada vez mais altas entre os atletas até 59kg. Apesar de não se sentir plenamente bem em decorrência de uma sinusite, João não perdeu o foco. “Eu fui com o que eu tinha, a vontade, a garra e o trabalho feito anteriormente. Desde 2017 eu vinha atrás desse recorde. Evoluí muito na categoria até 54kg, mas sei que tenho mais espaço para crescer na categoria até 59kg.”
A primeira etapa nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de halterofilismo segue no domingo, 1º de março, a partir das 8h da manhã, no Centro de Treinamento Paralímpico. As provas do dia serão realizadas com atletas das categorias masculinas mais pesadas, começando com atletas até 80kg e com evento final a disputa entre atletas da categoria acima de 107kg.
Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do halterofilismo.
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
As atletas Mariana D’Andrea e Lara Lima são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.
Time São Paulo
A atleta Mariana D’Andrea integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 155 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












