O Circuito Paralímpico Loterias Caixa de atletismo – fase internacional teve o segundo e último dia de competições nesta sexta-feira, 14, com provas de pista e campo no Estádio Olímpico do Ibirapuera, em São Paulo. A paulista Zileide Cassiano, da classe T20 (deficiência intelectual), conquistou o ouro no salto em distância, com 6,03m. O resultado de Zileide no Ibirapuera foi superior à marca que lhe rendeu o título mundial em Nova Déli, na Índia, em 2025 – 5,88m.
Organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a etapa realizada entre quinta-feira, 13, e sexta-feira, 14, contou com transmissão ao vivo pelo canal do CPB no YouTube. Ao todo, 210 atletas de três países se inscreveram para a competição.
A marca alcançada por Zileide, que é recordista das Américas (6,19m) e medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, nesta sexta-feira é a melhor de 2026 na prova, superando os 5,79m que ela fez no Grand Prix de Rabat, no Marrocos, disputado em abril.
“Estou muito agradecida e feliz. Consegui encaixar um salto que eu estava buscando muito. Já tinha um salto de 6,19m, há dois anos, mas não estava mais encaixando. Agora, voltei a encaixar um salto de 6m. É o resultado de um trabalho muito bem feito e dá para sonhar com resultados ainda melhores”, analisou Zileide.
Recorde das Américas
Ainda no primeiro dia da competição, a paulista Maria Clara Araújo venceu os 100m, da classe T35 (paralisia cerebral), com o tempo de 13s82, estabelecendo o novo recorde das Américas da prova. A própria Maria Clara era a dona da antiga marca, 14s24, feita em 12 de junho de 2026, em São Paulo.
A atleta paulista também venceu a prova dos 200m, com o tempo de 29s23, a segunda melhor marca do mundo em 2026 – a própria Maria Clara tem o melhor tempo da temporada – 29s13 –, feito no dia 13 de junho, em São Paulo.
Yeltsin Jacques entre melhores de 2026
O sul-mato-grossense Yeltsin Jacques, dono de quatro medalhas paralímpicas (três ouros e um bronze) em Tóquio 2020 e Paris 2024, venceu a prova dos 5.000m, classe T11 (deficiência visual), com o tempo de 15min09s09.
Esta foi a melhor marca de Yeltsin no ano e a segunda melhor do mundo em 2026, acima apenas do japonês Kenya Karasawa, que completou a prova em 15min08s49 em 8 de julho, em Abashiri, no Japão.
“Fizemos um bom trabalho desde o início do ano, quando tivemos um camping na Colômbia. Agora, consegui o melhor tempo da temporada, ficando entre os três melhores do ranking mundial, com tranquilidade. Foco total no Mundial em 2027, no Parapan e em Los Angeles 2028, buscando o tricampeonato paralímpico”, celebrou Yeltsin.
Nova casa temporária do atletismo paralímpico
O Estádio Olímpico do Ibirapuera, também conhecido como Estádio Ícaro Castro de Melo, será a sede dos eventos de atletismo organizados pelo CPB no segundo semestre de 2026 pela reforma na pista de atletismo do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro.
Além do Circuito Loterias Caixa de atletismo – fase internacional, a programação inclui os Campeonatos Brasileiros Loterias Caixa de atletismo entre jovens, em setembro, e do alto rendimento, em novembro, além das Paralimpíadas Universitárias, em setembro, e das Paralimpíadas Escolares, em novembro.
Patrocínio
A CAIXA, as Loterias CAIXA, a Braskem e a ASICS são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Yeltsin Jacques e Zileide Silva são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.
Time São Paulo
A atleta Zileide Silva é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












