O mineiro Marco Túlio Cruz conquistou a medalha de bronze pela categoria até 49kg nesta quarta-feira, 15, pelo Mundial de halterofilismo que acontece em Cairo, no Egito. O jovem halterofilista, 22, conseguiu subir ao pódio logo na sua estreia na competição com a marca de 177kg, que ainda foi válida como o novo recorde das Américas da sua faixa de peso.
Com a conquista, o Brasil chegou ao seu terceiro pódio nas disputas individuais da competição e superou a melhor campanha que tinha até então, com duas medalhas (um ouro e um bronze) que havia obtido em Dubai 2023. Naquela ocasião, o país ainda ganhou uma prata por equipes femininas.
No país árabe, a equipe brasileira havia conquistado a medalha de prata com a paulista Mariana D’Andrea na categoria até 73kg e o bronze com a mineira Lara Lima entre mulheres até 41kg. Agora, os brasileiros somam uma prata e dois bronzes, na oitava colocação do quadro geral de medalhas.
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Durante a disputa, Marco Túlio conseguiu validar suas três tentativas de levantamento – 166kg, 172kg e 177kg. Assim, a última marca acabou o assegurando no terceiro lugar. O vencedor da prova foi o turco Abdullah Kayapinar, com 179kg, e a prata ficou com Omar Sami Qarada, da Jordânia, com 178kg.
O peso atingido pelo brasileiro ainda selou o novo recorde das Américas – o índice continental anterior era de 168kg, do próprio atleta, na etapa da Copa do Mundo do Chile, há dois meses.
“É a melhor sensação do mundo. Meu primeiro Mundial. Senti toda aquela energia. Quando cheguei aqui, pensei ‘é hoje!’. Temos todo o trabalho mental que é difícil de controlar. Quando saí de casa, falei para a minha mãe que voltaria com uma medalha. Estou muito feliz”, afirmou Marco Túlio, que tinha até então como um dos melhores resultados na carreira a medalha de ouro na etapa de Santiago (CHI) da Copa do Mundo, há dois meses.
Outro brasileiro envolvido na disputa da categoria até 49kg, o manauara Lucas Manoel dos Santos não teve a validação da arbitragem em seus dois primeiros levantamentos não conseguiu ficar entre os 10 melhores desta faixa de peso. Terminou com 148kg.
Já a amazonense Maria de Fátima Castro, medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Paris na categoria até 67kg, terminou na quinta colocação na mesma disputa.
A halterofilista de Tefé (AM) começou bem, erguendo 131kg. Porém, suas tentativas de 133kg e 137kg não tiveram a aprovação da arbitragem, o que impediu a brasileira de buscar o pódio. A medalhista de ouro da prova foi a chinesa Jianjin Cui, com 147kg.
No último Mundial da modalidade, em Dubai 2023, Maria de Fátima fechou sua participação com uma prata pela disputa em equipe feminina. Ela ainda tem em sua trajetória um bronze na categoria até 67kg nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023 e um bronze na Copa do Mundo de Dubai em 2022.
“Chegar aqui e estar entre as melhores do mundo é uma vitória e tanto. Sabíamos que seria uma batalha difícil, o Mundial está cada vez mais competitivo. Fiquei na disputa por uma medalha até a última tentativa. Isso me dá a sensação de dever cumprido”, disse Maria de Fátima.
Pela categoria até 61kg, o país contou com três halterofilistas na disputa. A paraense Naira Gomes da Cruz validou as três tentativas e terminou com 103kg. Já a gaúcha Ana Paula Marques e a paulista Laira Cristina Guimarães tiveram apenas dois dos três de seus levantamentos aprovados pela arbitragem e finalizaram com 110kg e 107kg, na oitava e nona colocações, respectivamente.
Patrocínio
As Loterias Caixa são a patrocinadora oficial do halterofilismo.
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Maria de Fátima, Marco Túlio Cruz e Ana Paula Marques são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 114 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












