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Cairo 2025: Mariana D’Andrea conquista a prata e dá primeiro pódio ao Brasil em Mundial

Mariana D’Andrea exibe medalha de prata em pódio do Mundial de halterofilismo em Cairo | Foto: Alessandra Cabral / CPB

A paulista Mariana D’Andrea conquistou a medalha de prata na categoria até 73kg nesta segunda-feira, 13, no Mundial de halterofilismo em Cairo, no Egito. A halterofilista brasileira buscava o seu bicampeonato na competição após se tornar campeã em Dubai 2023, quando competia entre mulheres até 79kg.

Com a marca de 141kg, a atleta, que tem nanismo, obteve o primeiro pódio do Brasil no Mundial da modalidade que acontece no Egito até sábado, 18. A vencedora da disputa foi a chinesa Tan Yujiao, com 146kg, enquanto a medalhista de bronze foi a nigeriana Ani Chiamaka, com 140kg.

Mariana, que participou pela quinta vez de um Mundial de halterofilismo, chega ao seu quarto pódio na história da competição. Além do ouro em Dubai 2023, foi também medalhista de prata no individual em Tibilisi 2021 e por equipes no Cazaquistão em 2019.

Como era esperado, Mariana travou no começo uma disputa quilo a quilo com a chinesa Tan Yujiao, multimedalhista da categoria 67kg e que migrou pela primeira vez para a faixa de peso da brasileira.

Na primeira tentativa, a asiática ergueu um quilo a mais – 142kg a 141kg. Já no segundo e terceiro levantamentos, Mariana não teve a validação da arbitragem ao tentar 145kg e 149kg e viu a rival confirmar a medalha de ouro com 146kg.

“Saio daqui com a consciência tranquila. Dei o meu melhor. A gente queria muito essa medalha de ouro, treinamos muito para isso. Mas agora isso serve de motivação para eu treinar ainda mais daqui para frente”, afirmou Mariana.

Outro halterofilista brasileiro a competir em Cairo nesta segunda-feira foi o paulista Bruno Carra. Pela categoria até 65kg, ele acertou as duas primeiras tentativas (162kg e 166kg, respectivamente), mas não conseguiu concluir a terceira (174kg), finalizando na 14ª colocação.

Esta foi a sexta participação de Bruno Carra em Mundiais, atleta da atual delegação com maior número de presença na competição. Seu melhor resultado foi a medalha de prata por equipes na edição do Cazaquistão em 2019.

“Cada Mundial é uma experiência diferente. São 16 anos dentro da modalidade. Para este novo ciclo de Los Angeles, apostamos em uma nova mudança de categoria, depois de muitas lesões e problemas que eu vinha tendo nas faixas de peso corporal mais leves. Mas acredito que essa nossa participação aqui tenha sido bem positiva para o que estamos almejando lá na frente. Chegamos a tentar uma marca mais forte no terceiro levantamento para subir duas posições no ranking, mas não conseguimos”, avaliou o halterofilista, que tem nanismo e é atleta da modalidade desde 2009.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do halterofilismo.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
A atleta Mariana D’Andrea é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 148 atletas.

Time São Paulo
A atleta Mariana D’Andrea é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 154 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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