A Seleção Brasileira de atletismo estreia na madrugada deste sábado, 27, no Campeonato Mundial de Nova Déli, na Índia, em busca do penta, tetra e tricampeonatos históricos para o país em algumas provas. Esta é a 2ª participação brasileira em um Mundial da modalidade e contará com 50 atletas e nove atletas-guia.
A competição na capital indiana será o primeiro Mundial de atletismo após a realização dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Na capital francesa, a modalidade rendeu 36 pódios ao país, sendo 10 ouros, 11 pratas e 15 bronzes. As provas vão até 5 de outubro e serão realizadas no estádio Jawaharlal Nehru.
Dentre os convocados do país para Nova Déli, o velocista paraibano Petrúcio Ferreira é o maior vencedor na história da competição, com seis ouros: venceu quatro vezes a prova dos 100m (Mundiais de Paris 2023, Kobe 2024, Dubai 2019 e Londres 2017), além de uma vez os 400m (Dubai 2019) e outra os 200m (Londres 2017).
Na capital indiana, o atleta da classe T47 (deficiência nos membros superiores) vai em busca do quinto título mundial na prova dos 100m. Ele é o único atleta da delegação brasileira que pode atingir tal feito em uma única disputa na história da competição.
“Isso é muito gratificante na minha carreira. É a realização de muitos sonhos. Depois de um 2024 vitorioso, mas com tempos ainda abaixo do que eu podia, iniciei essa temporada atual com marcas melhores. Isso mostra que estou bem fisicamente e mentalmente para buscar esse penta no Mundial”, afirmou o atleta recordista mundial dos 100m com 10s29 e tricampeão paralímpico.
Já seis atletas do país vão em busca do tetracampeonato mundial em suas principais provas em Nova Déli. O paulista Alessandro Silva, da classe F11 (deficiência visual), compete em duas provas (peso e disco), mas o seu quarto título na história da competição pode vir na segunda disputa – foi ouro no lançamento de disco em Paris 2023, Dubai 2019 e Londres 2017. No total, o também campeão paralímpico soma cinco medalhas em Mundiais.
Ainda pelas provas de campo, os lançadores e arremessadores Claudiney Batista e Beth Gomes também pode atingir o mesmo feito na Índia. O mineiro, da classe F56 (que competem sentados), pretende conquistar a quarta medalha de ouro no lançamento de disco, assim com a paulista Beth Gomes, da classe F35, que foi campeã em Kobe 2024, Paris 2023 e Dubai 2019 e tem seis pódios em seis Mundiais que participou até agora.
Os velocistas paulista Daniel Martins, a acreana Jerusa Geber e a potiguar Thalita Simplício também podem entrar para o seleto grupo de tetracampeões mundiais caso repitam o feito das edições anteriores em suas provas. O competidor da classe T20 (deficiência intelectual) busca o tetra nos 400m depois de vencer em Dubai 2019, Londres 2017 e em Doha 2015. Pela classe T11 (deficiência visual) feminina, a velocista de Natal (RN) é medalhista de ouro na mesma disputa desde Dubai 2019, além de um bronze em Doha 2015. Com isso, Thalita chega a Índia sendo uma das atletas com mais pódios em Mundiais – oito ao todo.
Jerusa, por sua vez, já soma quatro ouros na competição. Porém, um deles foi no revezamento 4x100m no Mundial de Christchurch 2011, na Nova Zelândia. Com isso, seu tetracampeonato pode vir na prova dos 100m T11 após cruzar a linha de chegada em primeiro lugar em Dubai 2019, Paris 2023 e Kobe 2024. Ela também é a atual recordista mundial da distância, com o tempo de 11s80.
Em Nova Déli, Jerusa pode ainda atingir outro grande feito histórico: de ser a maior medalhista do Brasil na história dos Mundiais de atletismo. Foram 11 até agora. Até hoje, a dona do recorde é a mineira Terezinha Guilhermina, com 12 pódios no total. São oito ouros e quatro pratas entre os Mundiais de Assen 2006 e Doha 2015. Entre os homens, o maior medalhista é o alagoano Yohansson Nascimento, atual vice-presidente do CPB, com 11 medalhas.
Outros sete atletas podem alcançar o tricampeonato mundial em Nova Déli. O paulista André Rocha busca o tri no lançamento de disco F52 (venceu em Kobe 2024 e Londres 2017), enquanto o paraibano Cícero Nobre tenta a terceira vitória no lançamento de dardo F57 – foi o primeiro colocado em Kobe 2024 e Dubai 2019. Já a velocista paraense Fernanda Yara (T47) e o paulista Samuel Conceição correm atrás dos terceiro ouro nos 400m após ambos vencerem em Kobe 2024 e Paris 2023.
Ainda pelas provas de pista, o fluminense Ricardo Mendonça pode ser tricampeão nos 100m T37 (paralisados cerebrais) e o fundista paulista Júlio Agripino, nos 1.500m T11. Entre as disputas do campo, o paulista Thiago Paulino pode subir pela terceira vez no lugar mais alto do pódio no arremesso de peso F57 (que competem sentados).
Confira os feitos históricos que os atletas do Brasil podem atingir em Nova Déli 2025:
PENTA
- Petrúcio Ferreira nos 100m T47
Ouro em Kobe 2024
Ouro em Paris 2023
Ouro em Dubai 2019
Ouro em Londres 2017
TETRA
- Alessandro Silva no lançamento de disco F11
Ouro em Paris 2023
Ouro em Dubai 2019
Ouro em Londres 2017
- Beth Gomes no lançamento de disco F53
Ouro em Kobe 2024
Ouro em Paris 2023
Ouro em Dubai 2019 - Claudiney Batista no lançamento de disco F56
Ouro em Kobe 2024
Ouro em Paris 2023
Ouro em Dubai 2019 - Daniel Martins nos 400m T20
Ouro em Dubai 2019
Ouro em Londres 2017
Ouro em Doha 2015 - Jerusa Geber no 100m T11
Ouro em Kobe 2024
Ouro em Paris 2023
Ouro em Dubai 2019 - Thalita Simplício nos 400m T11
Ouro em Kobe 2024
Ouro em Paris 2023
Ouro em Dubai 2019
TRI
- André Rocha no lançamento de disco F52
Ouro em Kobe 2024
Ouro em Londres 2017 - Cícero Nobre no lançamento de dardo F57
Ouro em Kobe 2024
Ouro em Dubai 2019 - Fernada Yara nos 400m T47
Ouro em Kobe 2024
Ouro em Paris 2023 - Júlio César Agripino nos 1.500m T11
Ouro em Kobe 2024
Ouro em Dubai 2019 - Ricardo Mendonça nos 100m T37
Ouro em Kobe 2024
Ouro em Paris 2023 - Samuel Conceição nos 400m T20
Ouro em Kobe 2024
Ouro em Paris 2023 - Thiago Paulino no arremesso de peso F57
Ouro em Dubai 2019
Ouro em Londres 2017
Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas André Rocha, Beth Gomes, Cícero Nobre, Petrúcio Ferreira, Fernanda Yara, Thiago Paulino, Júlio Ceésar Agripino, Jerusa Geber e Thalita Simplício são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.
Time São Paulo
Os atletas André Rocha, Beth Gomes, Claudiney Batista, Daniel Martins, Fernanda Yara, Júlio César Agripino, Samuel Conceição e Jerusa Geber integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 154 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












