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Atletas de esportes de neve se adaptam a treinos no Brasil durante a pandemia  

Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

Os atletas brasileiros que competem em esportes de neve como o ski cross-country, Aline Rocha e Cristian Ribera, têm enfrentado grandes desafios a dois anos dos Jogos Paralímpicos de Inverno Pequim 2022. Além de morarem em um país tropical como o Brasil, onde não há neve, eles tiveram de adaptar os treinos para o espaço restrito de suas casas durante a pandemia do Covid-19.  

Para Aline Rocha, primeira mulher brasileira a competir nos Jogos de Inverno, em PyeongChang 2018, o desafio de treinar em um país como o Brasil é também divertido.  

“Todos ficam muito curiosos sobre como treino para esportes de neve em um país tropical. Temos duas adaptações: o rollerski, que é um equipamento de rodinhas que possibilita os treinos no asfalto, e o montainboard (skate de montanha), que permite a prática do esporte em estrada de terra e grama. Antes da pandemia, eu treinava com os dois”, explica a catarinense.  

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Durante o isolamento social, devido à pandemia do Covid-19, Cristian Ribera também precisou adaptar os treinos em casa como pôde e ressaltou que este não foi o maior desafio.  

“Foi um período de treinamento muito difícil, não fisicamente, mas psicologicamente. Muitas vezes não dava nem vontade de treinar. A maioria era treino com elástico para simular a técnica, alguns como se fosse de força. Usava algumas bolsas que tinha em casa e colocava sacos de arroz como peso, garrafas de água, os materiais de limpeza, rodo, vassoura. Foi difícil, mas eu dava meu máximo porque sei que no futuro próximo vai fazer bastante diferença.”, contou Cristian, de apenas 17 anos, que conquistou a sexta colocação nos Jogos de PyeongChang 2018 – melhor resultado do Brasil em Jogos de Inverno.  

A temporada de competições internacionais dos esportes de inverno estava marcada para dezembro e teve seu início adiado para janeiro de 2021 devido à pandemia. Para Aline, que também compete nas provas de atletismo em cadeira de rodas, o desafio agora é conciliar os treinos para as duas modalidades.  

“O meu técnico tinha um planejamento elaborado com o período de treino e competições das duas modalidades, mas com a pandemia e os Jogos de Tóquio adiados ele teve de replanejar tudo. Terei menos de um ano entre Tóquio [verão] e Pequim [inverno]. Vou participar de competições para buscar o índice na corrida, mas todas desse ano foram canceladas ou adiadas, então agora estamos tendo de manter o treinamento dos dois esportes”, relatou a atleta.  

No mês de julho, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) divulgou a atualização do ranking mundial de esqui cross-country e Cristian aparece em na quinta colocação, com 39.68 pontos. Os primeiros quatro colocados são de países com tradição em esportes de neve, como Rússia e Estados Unidos da América.   

“Fico muito feliz de poder disputar entre os grandes nomes do esporte, mas isso só foi possível através do nosso trabalho duro, do meu, da comissão técnica, dos meus treinadores Fábio e Alexandre. Apesar de ter ficado três meses praticamente sem treinar por conta do isolamento social, espero que, no final da temporada, consiga me manter no top 5. No geral, todo mundo foi afetado pela pandemia então agora é focar nos treinos”, completou. 

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)  

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