Centro de Treinamento
Paralímpico Brasileiro

Rodovia dos Imigrantes KM 11,5
Vila Guarani – São Paulo
CEP 04329-000

Telefone:
(11) 4710-4000

Horário de atendimento:
9h às 18h de segunda a sexta.

Valledupar 2026: jovem mineiro conquista ouro continental no halterofilismo logo após se formar em engenharia elétrica

Marco Túlio Cruz no pódio em Valledupar | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O halterofilista mineiro Marco Túlio Cruz, 23, conquistou a medalha de ouro da categoria até 49kg nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, na Colômbia, nesse sábafdo, 4. Esse é o primeiro título continental adulto de sua carreira, conquistado no Coliseo Universidad Popular del Cesar.

Esta também é a primeira medalha internacional do atleta após o bronze obtido no Mundial da modalidade disputado no Cairo, em outubro de 2025. Segundo Marco, foi a mais difícil de ser obtida, porque a competição ocorre logo após ele se formou no curso de Engenharia Elétrica no Centro Universitário UNA, em Uberlândia.

CONFIRA O GUIA DE IMPRENSA 
VEJA O RAIO-X DA DELEGAÇÃO BRASILEIRA

Na Colômbia, Marco obteve o título com três levantamentos corretos, o melhor deles de 175kg. “Foi uma competição impecável. Treinei muito para estes Jogos Parasul-Americanos e termino eles muito realizado, com três movimentos corretos. É muito bom saber que estou em alto nível, com marcas próximas do topo do ranking mundial. É muito importante neste ciclo dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles. Estamos aprimorando algumas técnicas para chegar muito bem lá, avançando um passo de cada vez”, disse o atleta. O resultado de Marco em Valledupar o colocaria na quinta colocação do ranking mundial de 2025, a apenas quatro quilos do líder, o turco Abdullah Kayapinar (179kg).

Marco ainda pediu uma tentativa extra, de 178kg, com o objetivo de quebrar o recorde das Américas, que já é seu, 177kg erguidos no Cairo em 2025. O levantamento, porém, foi invalidado.

“Faltou fôlego para fazer a quarta tentativa com tão pouco tempo de descanso depois de ter feito a terceira. Mas sei que este peso está próximo da minha mão. Tenho certeza de que para próximas competições vou fazer os ajustes necessários para chegar a esta marca”, avaliou.

Segundo Marco, a preparação para Valledupar foi a mais exigente de sua carreira. Além do desafio imposto pela própria competição, o atleta ainda precisou conciliar os treinos com o semestre final da sua faculdade de Engenharia Elétrica, incluindo estágio, Trabalho de Conclusão de Curso e últimas matérias. “Só de eu ter chegado aqui e ter marcado os três movimentos, foi algo inexplicável. Era bem cansativo. No final do dia, só queria deitar na cama. Mas deu tudo certo e foi possível”, afirmou o jovem.

Marco disse acreditar que seu foco nos próximos meses será exclusivamente o esporte. Por outro lado, ele avalia ser possível em breve ter um trabalho que possa ser feito de casa e em sua área de formação, sem interferir na qualidade dos treinos.

O mineiro iniciou sua carreira no halterofilismo em 2022, quando já era universitário. O atleta, que tem baixa estatura em função de acondroplasia, recebeu o convite para experimentar a modalidade por meio de um amigo. Logo nos primeiros treinos o atleta surpreendeu, por já conseguir levantar 100kg.

Atleta do Praia/CDDU/Futel, Marco mantém um namoro de dois anos com outra atleta medalhista em Valledupar e colega de clube, a também mineira Lara Lima, prata na categoria até 41kg com levantamento de 108kg. Para os dois, a parceria fortalece os resultados.

“A gente sempre treina junto, das 8h até às 17h. É sempre um incentivando o outro, porque atleta tem seus altos e baixos. A gente nunca deixa a bandeja do outro cair, sempre incentiva para estarmos indo bem. Ela sempre me diz, quando vou competir, ‘você faz isso [levantar peso] todos os dias, a única coisa que muda é o local, mas é o mesmo banco, a mesma anilha. Você está preparado, é só fazer o seu melhor’”, contou.

Esta é a segunda vez que Marco Túlio compete na Colômbia. Ainda na categoria juvenil, o atleta foi ouro no Parapan de Jovens de Bogotá, em 2023. O mineiro volta a competir em Valledupar na segunda-feira, 6, nas disputas de times masculinos e times mistos.

Jogos Parasul-Americanos
O Brasil participa dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 com 237 atletas de 13 modalidades, além de quatro atletas-guia (atletismo), quatro pilotos (ciclismo), dois goleiros (futebol de cegos) e dois calheiros (bocha).

Este é o primeiro evento multimodalidade com a participação brasileira dentro do ciclo dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, nos Estados Unidos. Na edição anterior dos Jogos Paralímpicos, em Paris, o país ficou com um histórico quinto lugar no quadro geral de medalhas, após conquistar 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes.
Na Colômbia, o Brasil participa do evento com uma delegação formada por atletas de 26 estados e do Distrito Federal que une experiência e juventude, com 131 homens e 106 mulheres.

Por um lado, são 50 atletas que já conquistaram medalhas em Mundiais e 48 que já subiram ao pódio em edições dos Jogos Paralímpicos entre os convocados para competir na Colômbia. Por outro, o grupo conta com 80 atletas que terão no máximo 23 anos na data de início da competição.

Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em sete modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do halterofilismo.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Marco Túlio Cruz e Lara Lima são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da Caixa que beneficia 142 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Se conecte com a gente!

Patrocinadores Master

Patrocinadores

  • Braskem

Apoiador

Parceiros

  • The Adecco Group
  • EY Institute
  • Cambridge
  • Estácio