*Nota atualizada em 09/06?2026, às 15:00
O Brasil inicia daqui a um mês a busca por medalhas nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, na Colômbia. O evento continental terá disputas de 13 modalidades entre 3 e 15 de julho.
O país será representado por uma delegação de 237 atletas com deficiência convocados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
O atletismo é a modalidade com o maior número de representantes, com 47 convocados. O Brasil também terá 14 atletas do badminton, 24 do basquete em cadeira de rodas, oito da bocha, 10 do ciclismo, oito do futebol de cegos, 12 do goalball, 20 do halterofilismo, 26 da natação, 22 do tênis de mesa, sete do tênis em cadeira de rodas, 12 do tiro com arco e 27 do vôlei sentado.
A delegação ainda conta com dois goleiros (futebol de cegos), quatro pilotos (ciclismo), dois calheiros (bocha) e quatro atletas-guia (atletismo).
Considerando apenas os atletas com deficiência, são 131 homens convocados e 106 mulheres, com atletas femininas representando cerca de 45% do total.
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O cearense Eugênio Franco, do tiro com arco, será o atleta mais velho de toda a delegação brasileira. O arqueiro nasceu no dia 15 de dezembro de 1959 e disputará a competição aos 66 anos.
Mais de cinquenta anos separam ele da caçula da delegação, a brasiliense Maria Eduarda de Castro Leite Souza, 15, nascida no dia 17 de fevereiro de 2011.
A convocação para Valledupar traz nomes de medalhistas paralímpicos e mundiais em diversas modalidades.
No atletismo, alguns dos destaques são a paraense Fernanda Yara, medalhista de ouro nos 400m T47 (comprometimento em membros superiores) nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024; o paraibano Ariosvaldo Fernandes da Silva, medalhista de bronze nos 100m T54 (cadeirantes) na mesma competição; e o paraibano Cicero Nobre, bronze no lançamento de dardo F57 (competem sentados), também em Paris.
No halterofilismo, participarão dos Jogos Parasul-Americanos a paulista Mariana D’Andrea, bicampeã paralímpica na categoria até 73kg (Tóquio 2020 e Paris 2024); e a carioca Tayana Medeiros, medalhista de ouro na categoria até 86kg nos Jogos de Paris.
A natação paralímpica terá a potiguar Cecília Araújo, medalhista de prata nos 50m livre da classe S8 (comprometimento físico-motor) nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 e o brasiliense Wendell Belarmino, campeão dos 50m livre S11 (cegos) em Tóquio 2020 e prata na mesma prova em Paris 2024.
O ciclismo contará com os paulistas Lauro Chaman, da classe C5 (usam bicicletas convencionais), prata na prova de estrada e bronze na prova contrarrelógio nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, e Sabrina Custódia, da classe C2, medalhista de ouro na prova de 1 km contrarrelógio do Mundial de ciclismo de pista do Rio de Janeiro, em 2025.
Além disso, a acreana Jerusa Geber, campeã em Paris 2024 nas provas dos 100m e dos 200m para a classe T11 (cegos) do atletismo, irá reforçar o ciclismo brasileiro na Colômbia.
No futebol de cegos, a equipe irá juntar atletas consagrados e jovens talentos da modalidade. No primeiro grupo está o paraibano Raimundo Nonato, que esteve na Seleção nas três últimas conquistas do ouro em Jogos Paralípicos (Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020). Ele jogará ao lado de jovens como o cearense Anael Oliveira.
No tênis de mesa, a delegação contará com as paulistas Cátia Oliveira e Joyce Oliveira, bronze nas duplas femininas WD5 nos Jogos de Paris 2024; e os também paulistas Luiz Felipe Manara e Cláudio Massad, medalhistas bronze nas duplas MD18 na capital francesa.
A equipe do Brasil no tênis em cadeira de rodas terá a mineira Vitória Miranda, que conquistou em 2025 títulos de simples e de duplas em dois Grand Slams na categoria Júnior: no Aberto da Austrália e em Roland Garros, na França.
Já no tiro com arco, um dos destaques será a goiana Jane Karla, que conquistou uma medalha de bronze individual e duas de prata nas duplas no Mundial disputado na República Tcheca em 2023.
Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em março de 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em sete modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.
Uma segunda edição do evento chegou a ser prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por questões financeiras.
Patrocínio
As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de Cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro com arco e vôlei sentado.
Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Ariosvaldo Fernandes, Fernanda Yara, Cícero Nobre, Mariana D’Andrea, Tayana Medeiros, Cecília Araújo, Cátia Oliveira, Cláudio Massad, Joice Oliveira, Luiz Felipe Manara são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.
Time São Paulo
Os atletas Cátia Oliveira, Cláudio Massad, Cecília Araújo, Fernanda Yara, Luiz Manara, Sabrina Custódio e Mariana D’Andrea integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












