O rondoniense Kaue Rodrigues e o mineiro Washington de Souza são as duas novidades da Seleção Brasileira de halterofilismo na primeira fase de treinamentos de 2026. Convocados após se destacarem em competições nacionais, os atletas participam do período de preparação no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, até o dia 8 de fevereiro, com os demais integrantes da equipe.
O calendário da modalidade em 2026 tem Campeonato Mundial, previsto para dezembro, em Manama, no Bahrein, além do Regional das Américas, competição obrigatória para atletas que seguem no ciclo rumo aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
Kaue Rodrigues compete na categoria até 59kg. Natural de Porto Velho (RO), o atleta mudou-se para São Paulo há cerca de um ano e meio e, em 2025, conquistou a medalha de prata no Campeonato Brasileiro, defendendo a Associação Paradesportiva de Novo Horizonte (APNH/SPFC). O halterofilista possui acondroplasia (nanismo) e iniciou na modalidade após incentivo durante um processo de perda de peso e combate ao sedentarismo.
“Fiquei muito contente e até sem acreditar no momento da convocação. Estar na Seleção Brasileira é algo muito grande. Treinar ao lado de atletas que são campeões paralímpicos e medalhistas mundiais motiva muito e me deixa honrado”, afirmou Kaue.
Representando o estado de Minas Gerais, Washington de Souza compete na categoria até 97kg. O atleta nasceu em Paracatu (MG) e teve contato com a musculação ainda antes de conhecer o halterofilismo paralímpico. Washington passou por uma amputação transtibial ainda na infância, após um atropelamento, e realizou parte do processo de reabilitação no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília.
“Eu morava na zona rural e, para poder estudar, precisava pegar dois ônibus para chegar à escola, que ficava em um assentamento próximo. Eu pegava um ônibus da fazenda até a BR, atravessava a rodovia e depois pegava outro ônibus até a escola”, explicou o atleta.
“Foi nesse momento de atravessar a BR que acabei sendo atropelado por uma carreta. Eu tinha 10 anos na época. Hoje estou com 26, então já se passaram 16 anos”, completou.
Bicampeão Brasileiro em 2024 e 2025, Washington recebe agora a oportunidade de integrar pela primeira vez a Seleção principal. Antes de chegar ao halterofilismo, o atleta experimentou outras modalidades paralímpicas, mas o halter o conquistou pela afinidade com a rotina de treinos e o trabalho em academia convencional.
Segundo a coordenação da modalidade, a integração de novos atletas faz parte do planejamento estratégico da temporada, que busca ampliar o grupo com nomes em potencial para o ciclo paralímpico.
“O Regional das Américas é uma competição obrigatória para quem está no caminho de Los Angeles 2028. Este ano ainda é uma janela importante para integrar atletas que nunca participaram de eventos internacionais”, explicou Murilo Spina, coordenador da modalidade.
Ainda de acordo com o coordenador, a estratégia envolve a associação de atletas experientes com novos nomes desde o início do ciclo.
“Trazer esses atletas para a primeira semana de treinamento permite que eles entrem no processo desde já, entendendo a rotina, o nível de exigência e o caminho que precisa ser percorrido”, completou.
Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do halterofilismo.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












