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Rio 2016: Há 10 anos, brasileiros quebraram 38 recordes internacionais durante os Jogos

Petrúcio Ferreira cruza a linha de chegada da prova dos 100m, quando conquistou o ouro e o recorde mundial da classe T47, nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. | Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

Os Jogos Paralímpicos do Rio 2016, iniciados há exatos dez anos neste dia 7 de setembro, registraram grandes performances de atletas brasileiros. Ao longo do megaevento, disputado até o dia 18, os esportistas do país quebraram 38 vezes recordes internacionais, obtendo as melhores marcas mundiais, das Américas ou paralímpicas da história em suas provas.

Mais da metade dessas marcas – 24 – foram batidas no atletismo, com quatro recordes mundiais e 20 recordes das Américas. A natação contribuiu com mais 14 marcas, sendo um recorde mundial e 13 recordes das Américas.

Duas quebras de recordes mundiais tiveram como responsável o paraibano Petrúcio Ferreira, que marcou o melhor tempo da história nos 100m da classe T47 (comprometimento em membros superiores) nas semifinais e na final da prova. No dia 10 de setembro, Petrúcio atingiu a marca de 10s67 e, no dia seguinte, conseguiu um resultado ainda melhor, ao fechar a distância em 10s57.

Atleta paralímpico mais rápido do mundo, Petrúcio seguiu melhorando seu resultados, até que em 2022, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, registrou o tempo de 10s29, marca jamais superada por outro atleta com deficiência.

O atletismo ainda teve mais dois recordes mundiais. O paulista Daniel Martins foi ouro nos 400m para a classe T20 (deficiência intelectual), com 47s22.

A marca continua a pertencer a um brasileiro: o paulista Samuel Conceição, que, em 2023 completou a distância em 46s48 nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago, no Chile.

Já o mineiro Claudiney Batista marcou 42,74m no lançamento de dardo na classe F56 (atletas que competem sentados), melhor resultado mundial na prova até hoje. Porém, Claudiney não chegou ao pódio, pois a prova ainda contava com atletas da classe F57 (com limitações físico-motoras menores).

Claudiney ainda se destacou no lançamento de disco F56, ao conquistar o recorde das Américas com a marca de 45,33m, resultado que lhe garantiu a medalha de ouro na prova.

Entre os atletas que superaram marcas continentais, um dos destaques foi a goiana Shirlene Coelho que nunca teve suas marcas obtidas no Rio 2016 ultrapassadas por nenhuma atleta do continente em sua classe – a F37 (paralisia cerebral). A atleta marcou 10,91m no arremesso de peso e 33,91m no lançamento de disco, conquistando a prata na segunda prova – ela competiu contra atletas da classe F38 (paralisia cerebral), que têm menos limitações motoras.

Além dos resultados de Shirlene, os recordes das Américas obtidos pelo revezamento 4x100m T11-13 feminino e masculino ainda não foram batidos.

Natação
Na natação, o recorde mundial veio com o paulista Daniel Dias, maior medalhista paralímpico da história do Brasil. O atleta completou os 100m costas da classe S5 (comprometimento físico-motor) em 1min16s24. A marca foi obtida durante a prova do revezamento 4x100m medley 34 pontos masculino, em que o Brasil foi medalhista de prata e recordista das Américas. O resultado de Daniel nunca foi superado e segue como recorde vigente.

Além dele, outro destaque nas piscinas do Rio foi a potiguar Joana Neves, que quebrou por duas vezes o recorde das Américas nos 50m livre S5, com 37s22 nas eliminatórias e 37s13 na final, que lhe rendeu uma medalha de prata. Além disso, ela fez a melhor marca continental dos 100m livre com 1min23s21 e saiu com o bronze.

As duas marcas de Joana, falecida em 2024, seguem vigentes até hoje. É a mesma situação de outros dois recordes individuais: André Brasil nos 100m costas S10 (comprometimento físico-motor), com 59s55; e Carlos Farrenberg nos 100m livre S13 (baixa visão), com 53s63. Além disso, o Brasil conserva até hoje os recordes das Américas no revezamento 4x100m livre 34 pontos masculino e no 4x100m medley 34 pontos.

Confira os recordes quebrados nos Jogos do Rio 2016:
ATLETISMO
Recorde Mundial
Petrúcio Ferreira dos Santos — 100m T47 — 10s67 — etapa eliminatória
Petrúcio Ferreira dos Santos — 100m T47 — 10s57 — ouro
Daniel Martins — 400m T20 — 47s22 — ouro
Claudiney Batista dos Santos — dardo F56, prova combinada com a F57 — 42,74m — quinto lugar na prova combinada

Recordes das Américas
Claudiney Batista dos Santos — disco F56 — 45,33m — ouro
Fábio da Silva Bordignon — 100m T35 — 12s66 — prata
Fábio da Silva Bordignon — 100m T35 — 12s78 — etapa eliminatória
Fábio da Silva Bordignon — 200m T35 — 26s01 — prata
Rodrigo Parreira da Silva — 100m T36 — 12s54 — bronze
Rodrigo Parreira da Silva — salto em distância T36 — 5,62m — prata
Mateus Evangelista Cardoso — salto em distância T37 — 6,53m — prata
Mateus Evangelista Cardoso — 100m T37 — 11s47 — etapa eliminatória
Verônica Hipólito — 100m T38 — 12s84 — etapa eliminatória
Verônica Hipólito — 400m T38 — 1min03s14 — bronze
João Victor Teixeira de Souza Silva — peso F37 — 13,54m — quinto lugar
Mauro Evaristo de Sousa — peso F42 — 13,59m — quarto lugar
Cícero Nobre — dardo F57 — 42,90m — quarto lugar
Marivana Oliveira — peso F35 — 9,28m — bronze
Shirlene Coelho — peso F37 — 10,91m — quarto lugar – prova combinada com F38
Shirlene Coelho — disco F37 — 33,91m — prata – prova combinada com F38
Kelly Cristina Peixoto — peso F41 — 7,94m — quinto lugar
Revezamento 4x100m T11 e T13 feminino — Thalita Vitória Simplício da Silva, classe T11, com o guia Felipe Veloso. Alice de Oliveira Correa, classe T12, com o guia Diogo Cardoso da Silva. Lorena Salvatini Spoladore, classe T11, com o guia Renato Ben Hur Oliveira. Terezinha Guilhermina, classe T11, com o guia Rafael Lazarini. Tempo de 47s57, prata, recorde das Américas
Revezamento 4x100m T11-13 masculino — final — Diogo Ualisson Jerônimo da Silva, classe T12. Gustavo Henrique Araújo, classe T13. Daniel Silva, classe T11, com o guia Heitor de Oliveira Sales. Felipe Gomes, classe T11, com o guia Jonas de Lima Silva. Tempo de 42s37, ouro
Revezamento 4x100m T11-13 masculino — 42s69 — etapa eliminatória

NATAÇÃO
Recorde Mundial
Daniel Dias — 100m costas S5 — 1min16s24 — marca cravada durante sua perna no revezamento medley 4x100m 34 pontos — prata

Recordes das Américas
Thomaz Matera — 100m borboleta S12 — 58s40 — etapa eliminatória
André Brasil — 100m costas S10 — 59s55 — 4º lugar
Maiara Regina Perreira Barreto — 50m costas S3 — 1min05s94 — etapa eliminatória
Maiara Regina Perreira Barreto — 50m costas S3 — 1min01s65 — 7º lugar
Felipe Vila Real — 200m livre S14 — 2min01s11 — etapa eliminatória
Ruiter Silva — 100m livre S9 — 57s39 — etapa eliminatória
Joana Neves — 50m livre S5 — 37s22 — etapa eliminatória
Joana Neves — 50m livre S5 — 37s13 — prata
Joana Neves — 100m livre S5 — 1min23s21 — bronze
Carlos Farrenberg — 100m livre S13 — 53s63 — etapa eliminatória
Revezamento 4x50m livre misto 20 pontos — Clodoaldo Silva, classe S5. Joana Neves, classe S5. Susana Ribeiro, classe S5. Daniel Dias, classe S5. Tempo de 2min25s45, prata, recorde das Américas
Revezamento 4x100m livre 34 pontos masculino — Daniel Dias, classe S5. André Brasil, classe S10. Ruiter Silva, classe S9. Phelipe Rodrigues, classe S10. Tempo de 3min48s98, prata, recorde das Américas
Revezamento 4x100m medley 34 pontos masculino — Daniel Dias, classe S5, Ruan de Souza, classe SB9. André Brasil, classe S10. Phelipe Rodrigues, classe S10. Tempo de 4min17s51, prata, recorde das Américas

Patrocínio
As Loterias CAIXA, a CAIXA, e a Asics e a Braskem são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Claudiney Batista, Daniel Martins e Petrúcio Ferreira são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual das Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
O atleta Claudiney Batista integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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