O Campeonato Brasileiro de tiro com arco, realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, terminou nesta sexta-feira, 10, com recorde de participantes e pódios protagonizados por atletas de alto rendimento e também por estreante. Ainda durante a competição, quatro arqueiros atingiram o índice técnico e conquistaram vaga na Seleção Brasileira da modalidade.
Ao todo, 92 atletas participaram da competição – um recorde. Na edição anterior do evento, em 2024, foram registrados 64 arqueiros. A classe que mais elevou o número de esportistas foi a dos atletas com deficiência visual, que saiu de um para doze competidores.
Um destes novos arqueiros foi o paulista Davi Miguel da Cruz, 13, que participou pela primeira vez de um torneio a nível nacional e conquistou a medalha de prata na classe V1 (deficiência visual).
“Na primeira vez ganhar uma medalha de prata, significa que eu me esforcei ao máximo para poder chegar até aqui e consegui”, relatou o esportista da Associação Arqueiros de Campinas que conheceu a modalidade há um ano a convite dos integrantes da Confederação Brasileira de Tiro com Arco. Davi teve descolamento de retina em decorrência do nascimento prematuro.
Os veteranos também marcaram presença nos pódios do Campeonato Brasileiro de tiro com arco. A cearense radicada em Brasília Helena Moraes comemorou a vitória em três provas: composto feminino Open, composto feminino Open em dupla e composto Open equipe mista. Além dos três ouros, ela ainda esteve entre os quatro atletas que atingiram o índice e garantiram vaga na Seleção Brasileira de 2026.
“Eu sou muito feliz praticando este esporte, que foi um divisor de águas na minha vida. Eu cheguei aqui como favorita por ter sido campeã no ano passado e me senti na obrigação de vencer de novo. Fiquei um pouquinho nervosa, mas acho que fiz um bom Campeonato, que me permitiu fazer parte da Seleção por mais um ano”, comemorou a atleta do CETEF que já integra a Seleção há três anos.
Aos 12, Helena teve a perna esquerda amputada em decorrência de um câncer e compete na classe Open, destinada a atletas com deficiência em um membro (superior ou inferior) ou ainda em dois membros (inferiores ou superior e inferior do mesmo lado).
O cearense Eugênio Franco, também arqueiro da Seleção Brasileira, avaliou o próprio desempenho no ano: “Nós fomos a quatro Campeonatos internacionais. Eu medalhei nos quatro e estou muito feliz por fechar a temporada desse ano com medalha”. O atleta foi campeão do W1 masculino individual (atletas com deficiências mais severas).
O arqueiro do Clube de Tiro Gun House comentou ainda sobre a importância do evento para ele e para a promoção da modalidade: “O trabalho que o CPB e da Confederação têm realizado tem aumentado a quantidade de atletas no tiro com arco paralímpico de uma forma extraordinária. Para mim, além de ser um esporte incrível, também é uma terapia, uma forma de ficar em forma, então eu preciso, me faz muito bem.”
Confira a seguir os nomes dos atletas que atingiram o índice técnico e garantiram vaga na Seleção Brasileira de tiro com arco de 2026:
Fabíola Dergovics – classe Open
Gustavo Mendes de Araújo – classe VI
Helena Nunes de Moraes – classe Open
Reinaldo Charão Ferreira – classe Open
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta Eugênio Franco é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












