O programa Transição de Carreira, do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), está ficando cada vez mais popular entre atletas aposentados ou em atividade do país. Nesta quinta-feira, 1º de dezembro, o número de esportistas que já passaram pela análise vocacional superou 60. Desde a criação, em setembro de 2015, mais de 160 nomes do esporte paralímpico brasileiro já se inscreveram.
Para a coordenadora do programa, Carolina Faust, é importante que os atletas conheçam bem o Transição antes mesmo de pensar na aposentadoria. “Não queremos apressar ninguém a parar de competir. A ideia é mostrar a eles as opções para o futuro, quando não estiverem mais disputando campeonatos”, explica Carolina.
Presente na sede do CPB para a análise vocacional, o velejador Herivelton Ferreira aprovou a iniciativa do Comitê e se mostrou animado. O esportista disputou os Jogos Paralímpicos Rio 2016 e, com 30 anos, não pensa em aposentadoria agora. “Achei muito bacana a preocupação do CPB em montar um programa assim. Acredito que nós, atletas, não precisamos esperar o fim da carreira para pensar no futuro fora das competições”, opinou.
Herivelton sabe que a vela não está no programa dos Jogos de Tóquio 2020, mas não quer parar com o esporte agora. O velejador recebeu convites para praticar outras modalidades, e ficou inclinado a começar o badminton, modalidade que vai estrear nos próximos Jogos Paralímpicos.
Outra grande esportista que passou pela análise foi a bicampeã paralímpica Shirlene Coelho. A lançadora de dardo e disco anunciou aposentadoria neste ano logo após os Jogos Paralímpicos Rio 2016. “Conheci o programa em palestras e achei importante para nós. O programa abre um leque enorme de possibilidades para quem passa a vida toda pelo esporte e às vezes não pensa no que fazer quando terminar”, observou Shirlene, que volta aos estudos em 2017.
Assessoria de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)