É com extremo pesar que o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) comunica o falecimento de Tânia Rodrigues, 75, fundadora da Andef (Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos) e ativista na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, nesta quarta-feira, 11, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.
Tânia tinha sequelas de poliomielite, contraída quando ela tinha três anos. Ela esteve entre as fundadoras da Andef (Associação Nacional dos Deficientes Físicos) em 1981, que se tornaria uma das maiores entidades de pessoas com deficiência da América Latina e um clube de destaque no cenário paralímpico brasileiro. Aquele foi o Ano da Pessoa Deficiente da Organização das Nações Unidas (ONU), marco que levou à mobilização mundial em torno da inclusão e da busca por direitos das pessoas com deficiência no cenário nacional e internacional.
Médica formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) com especialização em neurologia, Tânia exerceu a função de médica na delegação brasileira nos Jogos Paralímpicos de Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000.

Ela também foi vereadora pela cidade de Niterói (1992 a 1994 e 2012 a 2014) e deputada estadual do Rio de Janeiro (1995 a 2003 e 2015 a 2016). Entre os marcos de sua atividade parlamentar estão: a criação da legislação estadual que prevê o uso obrigatório de cinto de segurança em veículos no Estado do Rio de Janeiro; de leis que promoveram a acessibilidade em edifícios públicos em Niterói; e o Programa de Acessibilidade em Escolas Públicas do Rio de Janeiro.
Era casada com João Batista de Carvalho e Silva, também atuante na criação da Andef, primeiro presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e atual presidente da Confederação Brasileira de Clubes Paralímpicos (CBCP). Deixa dois filhos, Gustavo e Camila.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)













