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Festival Paralímpico Loterias Caixa reúne mais de 35 mil crianças e jovens em 115 cidades pelo Brasil

Festival Paralímpico Loterias Caixa 2026 no Centro de Treinamento Paralímpico | Carol Coelho/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) realizou, na manhã deste sábado, 19, a 11ª edição do Festival Paralímpico Loterias Caixa, promovido simultaneamente nos 26 estados e no Distrito Federal. O evento reuniu 35.627 inscritos em 149 sedes distribuídas por 115 cidades brasileiras.

O Festival é realizado de forma simultânea em diversos municípios para promover a experimentação de modalidades paralímpicas de maneira recreativa e inclusiva para crianças e jovens, com ou sem deficiência. A realização do evento ocorre tradicionalmente em setembro para se conectar diretamente com duas datas importantes do calendário de inclusão e conscientização: Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e Dia Nacional do Atleta Paralímpico, comemorados nos dias 21 e 22, respectivamente.

No Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, foram recebidos 1.177 crianças e jovens de 7 a 23 anos para a vivência das modalidades de badminton, vôlei sentado e atletismo, em uma grande festa repleta de cores, diversão e celebração do Movimento Paralímpico.

Ao todo, 29.035 inscritos com deficiência tinham entre 7 e 23 anos, o equivalente a 81% do total de participantes nessa faixa etária. Entre eles, 16.241 eram pessoas com deficiência física, visual ou intelectual, representando 55% dos inscritos com deficiência de 7 a 23 anos. O evento

O presidente do CPB, José Antônio Freire, acompanhou o Festival no Centro de Referência Paralímpico de João Pessoa (PB), que recebeu mais de 400 inscritos.

“O Festival Paralímpico é o início da jornada esportiva das crianças e jovens com deficiência. A partir dele, os futuros atletas vão tomando gosto pelas modalidades e começam sua vida esportiva. Em nome do CPB, quero agradecer a todos os presentes, sejam voluntários ou participantes, em todo o Brasil, pela participação no Festival”, disse.

“Costumo dizer que o Festival Paralímpico é como uma Paralimpíada de iniciação. São mais de 35 mil inscritos em um evento mágico, no qual as crianças podem aproveitar um programa de entrada no esporte paralímpico e, quem sabe, algumas delas podem se transformar em futuros campeões paralímpicos. Ainda bem que o CT é grande e consegue comportar mais de mil crianças, e desejamos que possamos atender cada vez mais pessoas”, afirmou Yohansson Nascimento, vice-presidente do CPB, que esteve presente no evento no CT Paralímpico.

Entre os participantes do Festival no CT Paralímpico estava Julia Rosa Santos, 12. A jovem com deficiência visual congênita participa do evento há quatro anos, desde que o conheceu por recomendação de uma amiga da família.

“O Festival me deu expectativa, porque me senti acolhida e aqui eles incluem todas as deficiências. Eu sempre participo, gosto muito de vir e me sinto sempre muito animada. Este ano, eu tinha outro passeio para ir, mas preferi estar aqui”, relatou.

A partir do Festival, Julia conheceu a Escola Paralímpica de Esportes e, desde 2024, pratica o goalball no CT Paralímpico. Neste ano, ela disputará pela primeira vez uma competição nacional, as Paralimpíadas Escolares.

“Digo que o goalball é minha terapia, porque cuido do meu corpo, tenho expectativas para o futuro e entendi que a minha deficiência não me limita. Fiz muitos amigos no goalball e no CT. Amo estar aqui”, completou.

Para João Casteleti, gerente de Desenvolvimento Esportivo do CPB, a realização do Festival representa tanto uma celebração da inclusão quanto a oportunidade de aproximar crianças e jovens do esporte paralímpico.

“É uma experiência incrível poder liderar uma equipe para organizar toda essa festividade. Temos dois grandes objetivos: celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e o Dia do Atleta Paralímpico, todas as conquistas que a inclusão e o CPB alcançaram, e gerar oportunidades para que crianças e jovens tenham acesso ao esporte paralímpico e à atividade física. Eles podem escolher, no futuro, se querem ser atletas ou não, mas queremos que tenham a possibilidade de utilizar o esporte como ferramenta de inclusão e de qualidade de vida. E tudo isso só é possível com o apoio dos parceiros. A união faz a força e permite que alcancemos todas as unidades federativas e geremos cada vez mais oportunidades”, explicou.

Festival mobiliza cidades de todo o país
Fora da capital paulista, a cidade de Colatina, no Espírito Santo, foi a sede que mais recebeu participantes em relação aos demais núcleos do país. Foram contabilizados 698 inscritos, que, mesmo com a forte chuva que atingiu o município, não deixaram de participar do evento. Somando crianças, jovens e familiares, mais de mil pessoas estiveram envolvidas na atividade.

A coordenadora de projetos da Associação Colatinense de e para a Pessoa com Deficiência Visual (ACDV) e responsável pelo Festival em Colatina desde 2018, Maria do Socorro Reinoso destacou o trabalho realizado durante todo o ano para mobilizar a comunidade.

“É um trabalho de formiguinha que fazemos durante todo o ano, visitando escolas e instituições para convidar as crianças e os jovens. É trabalhoso, mas também muito prazeroso e gratificante ver todas essas crianças participando. Colatina é uma cidade pequena, e mobilizamos diversos setores, como profissionais de saúde, professores e o poder público. É muito importante para Colatina ter um evento de inclusão como esse”, contou.

Em Redenção, no Ceará, o Festival foi realizado pela primeira vez, a partir de uma parceria com o Centro de Referência de Fortaleza. O município está localizado a cerca de 64km da capital cearense. Por lá, o evento contou com 213 inscritos.

“Tem sido uma experiência muito especial e emocionante. Receber o Festival Paralímpico e perceber o envolvimento de uma quantidade significativa de inscritos mostra o quanto existe interesse, participação e desejo de vivenciar momentos de inclusão e esporte em Redenção. O Festival proporciona às crianças e aos jovens com deficiência a oportunidade de se sentirem pertencentes, valorizados e capazes. O esporte trabalha a autonomia, a socialização, a autoestima e a confiança, além de ajudar a romper barreiras e preconceitos”, afirmou a coordenadora de Educação Inclusiva da Secretaria de Educação de Redenção e responsável pelo Festival na cidade, Karol Silveira.

Além de Redenção, a edição de 2026 do Festival contou com novos municípios na programação: Abaetetuba (PA), Altos (PI), Areia (PB), Ariquemes (RO), Campo Limpo Paulista (SP), Chaves (PA), Colinas do Tocantins (TO), Conchal (SP), Criciúma (SC), Cruzeiro (SP), Curionópolis (PA), Floriano (PI), Gaspar (SC), Guaíba (RS), Ilha Grande (PI), Ilhéus (BA), Marechal Cândido Rondon (PR), Maricá (RJ), Modelo (SC), Navegantes (SC), Niterói (RJ), Panambi (RS), Paracatu (MG), Parintins (AM), Pesqueira (PE), Petrolina (PE), Pinhalzinho (SC), Ponta Grossa (PR), Pontal do Araguaia (MT), Portel (PA), Santana (AP), Timbó (SC), Tucuruí (PA), Viamão (RS), Vilhena (RO), Vitória da Conquista (BA) e Vitória de Santo Antão (PE).

Evolução do Festival
Criado em 2018, o Festival Paralímpico teve sua primeira edição em 48 cidades e reuniu cerca de sete mil participantes. No ano seguinte, chegou a 70 núcleos e ultrapassou a marca de 10 mil inscritos. Em 2020, as atividades foram suspensas em razão da pandemia de Covid-19.

O evento voltou a ser realizado em 2021, quando passou por 70 cidades e reuniu cerca de oito mil crianças. Em 2022, o número de participantes chegou a 15 mil.

A partir de 2023, o Festival passou a integrar o calendário do CPB com duas edições anuais. Em 2024, mais de 44 mil crianças e jovens participaram das atividades.

Em 2025, a iniciativa alcançou sua décima edição e somou mais de 54 mil inscritos nas duas etapas, número 24,30% superior ao registrado no ano anterior. A primeira, realizada em junho, recebeu 27.478 inscrições, recorde em uma edição, e foi realizada simultaneamente em 124 cidades das 27 unidades federativas. Em setembro, a segunda etapa contabilizou 27.331 inscrições em 105 localidades do país.

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A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do Festival Paralímpico.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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