Mais uma etapa do Desafio Brasil de atletismo aconteceu nesta sexta-feira, 18, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, e foi marcada pelo melhor salto em distância do mundo da temporada 2025 feito pela potiguar Jardênia Félix, da classe T20 (deficiência intelectual). No dia, também foram batidos dois índices para o Mundial da modalidade na Índia, que vai ocorrer de 26 de setembro a 5 de outubro.
A competição, realizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em parceria com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) reuniu 125 atletas paralímpicos e 191 olímpicos em provas de pista e campo.
O Desafio Brasil de atletismo também encerrou o período para a obtenção do Índice A, que é um dos critérios para participação do Mundial em Nova Déli. Mesmo com a obtenção da marca, os atletas precisam aguardar a convocação oficial do CPB, ainda sem data definida, para ter a presença confirmada na competição que será realizada na capital da Índia.
No salto em distância T20, a potiguar Jardênia Félix, que já era dona da melhor marca de 2025, com 5,85m feitos em abril, também no CT Paralímpico, ampliou ainda mais o salto pessoal e fez 5,94m. A metragem é um pouco menor do que os 6,05m pré-estabelecidos como índice da prova.
“Fiquei muito grata e feliz por essa marca. Passei recentemente por momentos difíceis na vida pessoal. É uma explosão de felicidade. Só vim porque sabia que iria alcançar o que estou almejando. Estou confiante e acreditando muito no que estamos treinando”, afirmou a atleta, que representou o Instituto Athlon na competição.
“Com essa marca, estamos mais próximos de conseguir ir para o Mundial. Vou lá buscar minha medalha. Sei que temos grandes chances. Temos feito mais de seis metros nos treinos e sabemos que podemos mais”, completou.
O dia também reservou duas quebras de índices para o Mundial de atletismo na Índia. O paulista Henrique Caetano, do Time Naurú, correu os 100m T35 (paralisia cerebral) em 11s60 e superou os 11s63 estabelecidos como critério.
“Não esperava esse índice. Queria melhorar muito a marca, mas não chegar a esse tempo. Pensava em algo em torno de 11s69. Então, ver essa minha marca melhorar bastante em pouco tempo me dá ainda mais motivação para buscar um pódio lá na Índia”, afirmou Henrique Caetano, que ficou em quarto lugar na mesma prova nos Jogos de Paris, com 11s85, e será estreante em Mundiais caso seja confirmada a sua convocação.
Já o acreano Edson Cavalcante, do Instituto Athlon, completou a mesma prova pela classe T37 (paralisia cerebral) em 11s15 e foi mais rápido do que o índice de 11s20.
Entre as mulheres, a potiguar Maria Clara Augusto, cinco dias depois de fazer a melhor marca do mundo no ano nos 100m, com 12s38, e dos 400m, com 56s96, registrou o melhor tempo do mundo em 2025 também na disputa dos 200m da classe T47 (deficiência nos membros superiores) – correu a prova em 25s35.
“Falei e cumpri. Saio desta competição com um saldo positivo muito bom. Consegui melhorar as minhas três marcas: 100m, 200m e 400m. E já com expectativa de evoluir ainda mais até o Mundial. Dever cumprido”, avaliou a atleta que competiu pela APARN.
Medalhistas paralímpicos também estiveram envolvidos nas disputas do dia. A baiana Raissa Rocha (F56), pelo clube IEMA, lançou o dardo a 22,93m. A marca é um pouco menor dos 23,47m atingidos na última etapa do Desafio Brasil e dos 24,09m que a própria atleta tem como melhor marca do mundo no ano.
O paulista Thiago Paulino, da ADC Intelli, arremessou o peso a 14,24m e ficou um pouco abaixo dos 14,39m que fez no mês passado no CT pela classe F57 (que competem sentados).
Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Thiago Paulino, Bartolomeu Chaves, Maria Clara Augusto e Raissa Machado são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.
Time São Paulo
Os atletas Thiago Paulino e Edson Cavalcante integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 149 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












