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Conheça os atletas brasileiros que estreiam nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina

Atleta Wesley Vinicius | Foto: Kacper Kirklewski/ CBDN

Os Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 começam em março, com a maior delegação brasileira de esportes de neve da história. Dos oito atletas que representarão o país em solo italiano a partir do dia 6, três nunca estiveram no megaevento: a gaúcha Vitória Machado e os paulistas Wellington da Silva e Elena Sena.

O jundiaiense Wellington da Silva, 19, recebeu a convocação com um misto de sentimentos: “Foi muito emocionante para mim, mas também fiquei bem nervoso, ansioso por conta da pressão. Ao mesmo tempo, fiquei muito feliz pela minha conquista”.

O integrante mais jovem da delegação brasileira demonstrou interesse pelo esporte aos 13 anos. Durante um momento de descontração com os amigos, enquanto deslizava de skate na rua de sua casa, em Jundiaí, no interior de São Paulo, Wellington foi abordado por Fábio Ribera, que o convidou a conhecer o roller esqui e, posteriormente, tornou-se seu treinador.

O atleta, que nasceu com malformação congênita no antebraço esquerdo, encontrou na modalidade uma combinação de adrenalina, desafio e velocidade. Mais tarde, começou a praticar esportes de inverno, com treinos adaptados no Brasil na maior parte do ano. “Utilizo o roller esqui como equipamento principal, mas também pratico a corrida e a bicicleta. Para aproximar as condições de treino da neve, costumamos treinar em locais mais difíceis, com subidas, e trabalhamos bastante a técnica, já que na neve isso importa muito”, explica.

Wellington chega à competição após um ciclo de medalhas: ouro nas provas de 1km, 5km, 10km e 20km na Copa Continental de esqui cross-country na Argentina, em 2026, e ainda uma prata na prova de 1km na etapa da Copa do Mundo de Gålå, na Noruega, em 2023.

Assim como Wellington, a esquiadora Elena Sena, 22, também começou no esporte com uma modalidade convencional: o handebol. Foi aos 15 anos que ela teve o primeiro contato com o esporte adaptado, no vôlei sentado, por meio da Escola Paralímpica de Esportes – projeto do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) que inicia crianças e jovens, de 7 a 17 anos, nas modalidades paralímpicas.

“A Escolinha foi o lugar que abriu os meus olhos para entender o tamanho do mundo paralímpico, porque eu realmente não conhecia nada assim, não sabia da diversidade do esporte adaptado”, explicou Elena, que nasceu com má-formação congênita na perna direita (encurtamento do fêmur).

Em virtude da pandemia de covid-19, em 2021, Elena foi forçada a fazer aulas virtuais por um período. Apaixonada pelo esporte, a paulista, que conheceu o roller esqui na mesma época, decidiu, então, investir nos treinos desta modalidade com foco na Seleção de esqui cross-country.

A paulista somou medalhas ao longo do ciclo paralímpico, como o ouro conquistado na prova de 1km, em Gålå, na Noruega, e comemorou a convocação para os Jogos de Inverno Milão-Cortina. “Fiquei muito feliz com as pontuações, com os pódios e por estar subindo no ranking mundial, mas mesmo sabendo que estava tudo encaminhado, a sensação de receber o e-mail de convocação dos Jogos Paralímpicos foi diferente”.

Vitória Machado, 21, foi a última atleta convocada a representar o país nos Jogos de Milão-Cortina. O convite à atleta do snowboard, feito em conjunto pela Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS) e pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), foi recebido nesta quarta-feira, 19. “Estou realmente muito feliz e ansiosa em representar o Brasil”, celebrou.

O contato com o esporte aconteceu muito cedo na vida de Vitória, que passou por diversas modalidades, incluindo a patinação artística – a porta de entrada para o snowboard. Entre suas conquistas, estão duas medalhas de ouro na Copa Europeia de banked slalom, em 2025 e em 2026.

A atleta gaúcha nasceu com neurofibromatose tipo 1 (NF1), doença genética que pode causar pseudartrose, condição que provoca enfraquecimento ósseo. Após diversas cirurgias na infância, aos 9 anos, optou, junto da família, pela amputação da perna direita.

Além dos estreantes, compõem a delegação brasileira nos Jogos Paralímpicos de Inverno: o rondoniense Cristian Ribera, a paranaense Aline Rocha, o paulista Guilherme Cruz Rocha, e o paraibano Robelson Lula, todos do esqui cross-country; e o gaúcho André Barbieri, do snowboard.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Guilherme Cruz Rocha e Robelson Lula são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Wellington da Silva, Aline Rocha, Cristian Ribera e Elena Sena integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 155 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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