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Circuito Loterias Caixa de halterofilismo reúne medalhistas de Valledupar com pódios em novas categorias de peso

Lara Lima se prepara para prova no Circuito Loterias Caixa de halterofilismo | Foto: Alan Morici/CPB

*Nota atualizada às 17h24

A Segunda Etapa Nacional do Circuito Loterias Caixa de halterofilismo 2026 teve início neste sábado, 18, e foi marcada por mudanças de categoria de atletas que representaram o Brasil nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia.

Mesmo com menos de duas semanas entre as competições, parte dos halterofilistas ajustou a alimentação e a rotina de treinamentos para testar novas categorias de peso e buscar marcas competitivas. A estratégia já mira o Regional das Américas, que será disputado no México, de 4 a 8 de outubro, e dará início ao ranking classificatório para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

Uma das atletas que adotou essa estratégia foi a mineira Lara Lima. Medalhista de prata na categoria até 41kg nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, a representante do Praia Clube/CDDU/Futel competiu neste sábado na categoria até 45kg e conquistou o ouro ao levantar 106kg. Na Colômbia, ela havia erguido 108kg.

“Eu vi que nessa categoria posso chegar a um lugar um pouco mais alto. Hoje, estou satisfeita, mas não tanto porque quero sempre mais. Eu queria um recorde, mas tive pouco tempo de descanso. Foi uma competição totalmente diferente [de Valledupar]. Lá, calor extremo e, aqui, frio. Mas sinto que o resultado de hoje já é um passo positivo para as próximas competições”, reflete a atleta que foi bronze na categoria até 41kg nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

A categoria feminina até 73kg também sofreu mudança. A paulista Mariana D’Andrea, do Aesa-Itu, dominou a disputa, com 140kg erguidos na terceira pedida, e dividiu o pódio com Maria de Fátima Castro (prata, com 125kg) e Ângela Teixeira (bronze, com 106kg).

Neste caso, a migração de categoria partiu da amazonense Maria de Fátima, do clube Adefa, que, em Valledupar, figurou entre as atletas da categoria até 67kg. Na Colômbia, ficou com o ouro após suportar 133kg. Nessa mesma faixa de peso, Maria de Fátima foi bronze em Paris 2024.

“Eu vim preparada para esta disputa e tinha um resultado esperado, que atingi. Não quis me sacrificar tanto porque o agora o foco total é o México [Regional das Américas]”, explica a atleta do Clube Adefa.

Já a paulista Brenda Pepe de Souza voltou dos Jogos de Valledupar com um bronze obtido na categoria até 45kg, com 92kg erguidos, e já fez os ajustes necessários para brigar na categoria até 41kg, a mais leve do Nacional. A halterofilista ergueu 90kg na barra e comemorou o resultado que lhe rendeu o ouro.

“Sabemos que quanto mais a gente jogar em mais categorias, maior a chance de ter boas marcas no ranking e garantir a vaga para Los Angeles. Hoje, estou bem satisfeita porque fiquei no topo da categoria, com três quilos a mais que o índice exigido para Seleção, o que garante minha permanência na equipe”, comenta a atleta da do clube APNH/SPFC.

O potiguar João Maria França, da categoria masculina até 59kg, superou no Circuito Nacional o desempenho apresentado nos Jogos de Valledupar. Na Colômbia, levantou 166kg e conquistou a medalha de prata. Neste sábado, no CT Paralímpico, o atleta da Sadef-RN elevou a carga para 170kg e garantiu o ouro.

Segundo João França, a evolução foi possível graças à recuperação de uma lesão no cotovelo, que limitou seu desempenho na competição internacional.

“Em uma competição você está bem, em outra você não está tão bem assim. Mas isso faz parte da preparação, do amadurecimento. Em Valledupar, queimei a primeira pedida e resolvemos fazer a segunda tentativa mais baixa para garantir uma medalha. Agora, no Nacional, validei as três pedidas e pode esperar bem mais de mim no Open [das Américas], porque estarei muito mais preparado”, afirmou.

Além da medalha individual em Valledupar, João França também integrou a equipe masculina que conquistou a prata nos Jogos Parasul-Americanos, ao lado do carioca Gustavo Amaral (acima de 107kg) e do mineiro Marco Túlio Cruz (até 49kg).

Nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, a Seleção Brasileira de halterofilismo somou 22 medalhas: 9 ouros, 10 pratas e 3 bronzes.

Recorde brasileiro
A manhã deste sábado também foi marcada por um novo recorde brasileiro na categoria feminina até 61kg. A gaúcha Ana Paula Marques superou a própria marca, de 114kg, registrada no Meeting Paralímpico de Brasília, em junho deste ano, ao levantar 115kg. O recorde foi conquistado após uma disputa acirrada com a paulista Laira Guimarães, medalhista de prata da prova com 113kg.

“Eu cheguei com mais confiança aqui. Apesar de estar cansada, pensei ‘Vamos lá que vai dar certo. Se saiu em treino, vai sair em competição’. Estou muito feliz porque este recorde foi suado”, comemorou a representante do clube Cetefe.

A Segunda Etapa Nacional do Circuito Loterias Caixa é organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e segue até o domingo, 19, com 177 halterofilistas.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do halterofilismo.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
As atletas Lara Lima, Maria de Fátima, Mariana D’Andrea são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da Caixa que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
A atleta Mariana D’Andrea integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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