A nadadora pernambucana Carol Santiago, maior campeã paralímpica da história do Brasil, estreia no Mundial de Singapura na manhã deste domingo (21), às 9h16, no horário de Brasília, em busca de sua 20ª medalha em campeonatos mundiais.
A primeira prova da atleta, logo no primeiro dia de competições, será em uma final direta nos 100m costas da classe S12 (baixa visão), prova que Carol foi prata em Londres (2019) e ouro na Ilha da Madeira (2022) e Manchester (2023).
Segundo a pernambucana, esta é a prova que é mais desafiadora em seu programa. Além dos 100m costas, Carol ainda nadará os 50m livre e os 100m livre, disputas nas quais é tricampeã mundial.
“Vou começar já com uma prova que exige bastante de mim, principalmente nos fundamentos, que me deixam mais apreensiva. Só vou ter uma oportunidade para fazer tudo bem feito. Por isso estou mais concentrada para sair tudo certinho”, afirmou Carol, que já conquistou 13 ouros, quatro pratas e dois bronzes em Mundiais.
Entre os desafios de Carol na prova, está garantir uma boa virada nos 50 metros, agora com um novo treinador na função de “tapper”.
“Antes eu fazia essa virada com o Leonardo Tomasello [treinador-chefe da Seleção Brasileira até o início de 2025], que era uma grande referência para mim. Agora farei com o Leonardo Leis [treinador da atleta], que está fazendo muito bem e tem tudo para dar certo. Mas estou um pouco mais nervosa para essa prova, eu confesso”, disse Carol, que também venceu a disputa nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
Para Singapura 2025, Carol optou por um programa de provas mais enxuto do que em Mundiais anteriores, apenas com as três provas em que foi campeã nos Jogos do ano passado. Seu objetivo, contou a atleta, é chegar em grande forma para os Jogos de Los Angeles 2028 e buscar um recorde mundial durante o megaevento.
“Eu consigo nadar todos os estilos e poderia fazer muitas provas. Mas é muito difícil ter a qualidade de treinamento que eu preciso dando atenção a todos eles. A ideia foi ficar especialista em menos estilos e passar todas as etapas do treinamento em detalhe para construir uma boa prova”, explicou a nadadora.
Outro destaque do dia de abertura de Singapura 2025 será a estreia da paulista Alessandra Oliveira, 17. A atleta, que disputa um Mundial pela primeira vez, lidera o ranking dos 100m peito para a classe SB4 (comprometimento físico-motor). Alessandra completou a prova em 1min44s29 na Segunda Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa, em setembro, conquistando um novo recorde das Américas e um tempo que teria dado a ela a medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos do ano passado. Na ocasião, o título ficou com uma das atletas que é referência para a brasileira, a italiana Giulia Ghiretti, com tempo de 1min50s21.
“Estar ao lado de campeões internacionais é muito bom. Nossas inspirações vão nadar do nosso lado. Sou a maior fã dela, assisti muitas provas, sei as parciais dela, o número de braçadas. Agora vou fazer meu melhor representando o Brasil, e cada uma terá uma raia e uma oportunidade”, afirmou.
Na noite desta quinta-feira, 18, Alessandra e Giulia se encontraram no restaurante do hotel em que as delegações brasileira e italiana estão hospedadas, em momento que foi registrado pela câmera de celular de atletas brasileiros.
Brasil em Singapura
A delegação do país conta com 29 nadadores, 16 homens e 13 mulheres, oriundos de sete estados (MG, PA, PE, PR, RJ, SC e SP). São Paulo, com dez convocados, é o estado com o maior número de nadadores.
O grupo é formado pelos 24 nadadores que atingiram índices estipulados pelo CPB em três oportunidades: o Circuito Paralímpico – Fase Seletiva, a Primeira Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa, em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico, e o World Series de Guadalajara, no México.
Outros cinco nadadores foram convocados por terem o Índice Mínimo de Qualificação (MQS, na sigla em inglês) do Mundial e também por apresentarem as melhores marcas para formar equipes de revezamento.
A melhor campanha do Brasil na história dos Mundiais de natação paralímpica foi registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, em 2022. O país encerrou a disputa com 53 medalhas, 19 de ouro, 10 de prata e 24 de bronze. Com isso, ficou na terceira colocação do quadro de medalhas do evento, somente atrás de Estados Unidos e Itália.
No último Mundial da modalidade, Manchester 2023, o país subiu 46 vezes ao pódio, conquistando 16 medalhas de ouro, 11 de prata e 19 de bronze. Os pódios deixaram o Brasil na quarta colocação no quadro de medalhas, atrás de Itália, Ucrânia e China, superando a anfitriã Grã-Bretanha em uma disputa acirrada até a última prova da competição.
Confira as medalhas de Carol Santiago em Mundiais:
Manchester 2023
Ouro
100m costas
100m borboleta
100m livre
50m livre
revezamento 4x100m medley
Prata
100m peito
Bronze
200m medley
revezamento 4x100m medley no Mundial de Manchester 2023
Ilha da Madeira 2022
Ouro
100m borboleta
100m peito
50m livre
100m livre
revezamento 4x100m livre
revezamento 4x100m medley
Prata
100m costas
Londres 2019
Ouro
50m livre
100m livre
Prata
100m costas
revezamento 4x100m livre 49 pontos
Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)













