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AGAFUC-RS vence APACE-PB nos pênaltis e se sagra a 1ª campeã da Liga Nacional de futebol de cegos da história

Atletas da Agafuc-RS erguem trófeu da Liga Nacional no CT Paralímpico | Foto: Taba Benedicto/CBDV

A AGAFUC-RS se sagrou a primeira campeã da Liga Nacional Loterias Caixa de Futebol de cegos da história. Na manhã deste domingo, 7, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, a equipe gaúcha venceu a APACE-PB, por 2 a 1, nos pênaltis, após um empate por 0 a 0 no tempo normal — destaque para o goleiro Luan, da AGAFUC-RS e da Seleção Brasileira, que defendeu a cobrança de Raynã e viu Jardiel acertar a trave. A final foi transmitida, ao vivo, pelo canal do Youtube do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Durante os dois tempos de 20 minutos, a partida foi marcada por muito equilíbrio e poucas chances claras de gol, mas, ainda assim, com belas jogadas individuais de ambos os lados.

Os dois times chegaram à decisão após realizarem as melhores campanhas entre as seis equipes participantes. Além das finalistas, a Liga Nacional contou com Corinthians-SP, INV-SP, ADESUL-CE e APADEVI-PB. Os seis clubes se classificaram para a competição por terem sido os melhores do último Campeonato Brasileiro – Série A.

De acordo com o presidente da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), Helder Maciel, a primeira edição da Liga Nacional teve um balanço bastante positivo e o torneio já se consolidou no calendário nacional da modalidade.

“Estamos começando um novo ciclo. A Liga, com certeza, veio para ficar. Pegando o Campeonato Brasileiro como exemplo, considero que o último já foi o mais disputado dos últimos tempos. Então, a Liga veio para fortalecer ainda mais as equipes. Os jogadores jovens tiveram a possibilidade de disputar mais partidas durante o ano, além dos Regionais e do Parapan de Jovens [no qual o Brasil foi medalha de ouro na modalidade]. Chegaremos muito fortes para disputar o Mundial, no Brasil, em 2027, e o ouro paralímpico, novamente, nos Jogos de Los Angeles 2028”, avaliou.

A AGAFUC-RS foi a única invicta na fase de pontos de corridos, na qual todos os clubes se enfrentaram em duelos de ida e volta nas suas sedes. O time gaúcho terminou a primeira fase com sete vitórias e três empates, classificando-se para a final com três rodadas de antecedência.

“As equipes estão evoluindo, mas também estamos crescendo e encontrando outras soluções para vencer. Fizemos uma autocrítica, mudamos algumas coisas e deu certo. Aprendemos, corrigimos e o resultado veio. Fomos campeões do Brasileiro e aplicamos, agora, na Liga, para sairmos com o título novamente. Soubemos a hora de dar um passo atrás, repensar e se reinventar, porque os adversários sempre nos estudam”, analisou o ala Ricardinho, um dos destaques da AGAFUC-RS e tetracampeão paralímpico com a Seleção Brasileira.

O atleta também elogiou a criação da Liga. “É um modelo diferente, que gostamos muito. Agora, nosso calendário está mais completo, com partidas em toda a temporada. Isso é muito importante para termos um melhor ritmo de jogo. Foi a estreia da competição. Cabem alguns ajustes, mas já é possível dar uma nota 9. Ano que vem, teremos um nível maior de excelência, com certeza”, concluiu o gaúcho Ricardinho.

O técnico Rafael Astrada também falou sobre a mudança de rota do time, após a derrota para o Corinthians, em jogo válido pelo Regional. “Nunca é bom perder, mas tínhamos um peso de sustentar uma invencibilidade de 11 anos sem derrotas. Isso tirou um pouco da pressão. E com esse elenco tudo fica mais fácil. Muitas pessoas falam que eu tenho uma seleção mundial nas mãos. O que esse argentino (Coqui Padilla) jogou foi um absurdo, com 44 anos. Então, estamos felizes porque somos campeões de tudo. Ganhamos todas as competições que a CBDV já organizou”, pontuou.

Já a APACE-PB chegou à final depois de vencer seis partidas, empatar uma, justamente contra a AGAFUC-RS (0 a 0), e ser derrotada em três oportunidades, ficando três pontos à frente do terceiro colocado, o Corinthians.

Essa foi a primeira final da história da Liga Nacional. Todos os seis times jogaram em suas respectivas sedes e na casa dos adversários, o que faz cada equipe disputar dez partidas distribuídas ao longo de oito rodadas (alguns clubes jogaram mais de uma vez por rodada).

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