O Brasil voltou a ter um atleta no lugar mais alto do pódio no Parapan-Pacífico neste domingo, 30. O paulista Gabriel Bandeira, da classe S14 (deficiência intelectual), venceu os 200m medley (classes S6-11, 13 e 14) e os 100m borboleta(classes S8-S14) para garantir sua segunda e terceira medalhas na competição
No terceiro e último dia de provas do Parapan-Pacífico, o Brasil conquistou cinco medalhas – duas de ouro, uma de prata e duas de bronze. A competição foi sediada na cidade de Walnut, nos Estados Unidos, e teve transmissão do canal do Youtube da U.S. Paralympic Swimming.
As provas do Parapan-Pacífico foram disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC), que atribui uma pontuação à prova de cada atleta, levando em conta o tempo e a classe.
Mais ouros para Gabriel Bandeira
O paulista Gabriel Bandeira (S14), dono de sete medalhas paralímpicas, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio em Walnut (como no primeiro dia), ao vencer a prova dos 200m medley – classes S6-11, 13 e 14 –, marcando 1028 pontos e o tempo de 2min06s94.
Com 1020 pontos e 2min07s63, o canadense Nick Bennett ficou com a prata, enquanto o bronze foi para o australiano Ricky Betar, que fez 1008 pontos, em 2min08s69.
Mais tarde, o nadador de Indaiatuba caiu nas piscinas novamente, para os 100m borboleta S8-14, e voltou a vencer. Bandeira fez 994 pontos e 55s78 para superar os australianos Declan Budd (962 pontos e 56s85) e Alex Saffy (946 e 56s89) e conquistar o segundo ouro no dia – o terceiro no Parapan-Pacífico.
“Eu estava um pouco ansioso para a prova dos 200m medley – era a prova que eu mais estava treinando esse ano. O tempo foi bom, o que eu estava esperando, um pouco mais de um segundo acima do meu melhor. É uma prova bem difícil, com muitos detalhes. Saio satisfeito. Três ouros em três provas é um ótimo resultado porque eu estou voltando de lesão, tenho três meses de treino desde a recuperação; os resultados aqui me deixam mais animado para a sequência”, disse Gabriel Bandeira.
Dobradinha
Na prova dos 50m livre – classes S4, 6, 8, 10, 11-13 –, duas brasileiras subiram ao pódio. A pernambucana Carol Santiago (classe S12 – deficiência visual), brasileira com mais medalhas em Jogos Paralímpicos (10), conquistou a prata, com o tempo de 26s93 e 972 pontos; a fluminense Mariana Gesteira (classe S10 – limitação físico motora, três vezes medalhista de bronze em Jogos Paralímpicos, ficou com a terceira colocação, somando 946 pontos, com o tempo de 28s42.
Outra brasileira na prova, a paraense Lucilene Sousa (S12), dona de duas medalhas de prata em Jogos Paralímpicos, somou 910 pontos, com o tempo de 27s87, ficando na sexta colocação. O ouro ficou com a canadense Aurelie Richard, que somou 983 pontos, com o tempo de 27s72.
“Fiquei muito feliz de nadar na casa dos 26 segundos. A gente vem trabalhando muito para baixar ainda mais, mas sempre buscando consistência. É importante que nas principais provas eu sempre nade abaixo dos 27 segundos. Saio daqui feliz. O que a gente veio fazer aqui, deu certo: testar o programa, as estratégias, cada prova”, comemorou Carol Santiago.
Bronze com Beatriz Flausino
A paulista Beatriz Flausino (S14 – deficiência intelectual), dona de duas medalhas de ouro no Mundial de Singapura, disputado em 2025, conquistou o bronze na prova dos 200m medley – classes S5-11, 13 e 14 –, com o tempo de 2min51s33 e a pontuação de 918.
A norte-americana Mallory Weggemann marcou 973 pontos, com o tempo de 2min54s60, para vencer a prova e subir ao lugar mais alto do pódio. Já a japonesa Aira Kinoshita fez o tempo de 2min28s58 e a pontuação de 956 para garantir a prata.
O Parapan-Pacífico
Disputado desde 2011, o Parapan-Pacífico é aberto a nadadores de países de fora da Europa. Ela foi criada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, com o objetivo de oferecer disputas de alto rendimento em anos nos quais não há disputa de Mundial ou Jogos Paralímpicos.
O Brasil participa do evento com uma equipe de 16 nadadores. Todos foram medalhistas em disputas individuais do último Mundial da modalidade, disputado em Singapura, em 2025.
No primeiro dia da competição, o Brasil conquistou quatro medalhas: nos 150m medley, classe S4 (limitação físico-motora), a fluminense Lídia Cruz (ouro) e a mineira Patrícia Pereira (prata) fizeram dobradinha; nos 200m livre, classes S2-S5 e S14, Gabriel Bandeira subiu ao lugar mais alto do pódio; nos 50m borboleta, classes S5-S7, o paulista Samuel Oliveira ficou com a medalha de prata.
No segundo dia, foram sete medalhas para o Brasil: nos 100m peito S4-S9 e S11-S14, Beatriz Flausino (ouro) e a paulista Alessandra Oliveira (prata) fizeram dobradinha, assim como Samuel Oliveira (ouro) e o mineiro Gabriel Araújo (bronze) nos 50m costas S1-S5, e Patrícia Pereira (ouro) e Lídia Cruz (prata) nos 50m peito S3. Lídia também conquistou o bronze nos 50m peito S3.
Também no dia número dois de provas, Alessandra Oliveira registrou um novo recorde mundial: na prova dos 100m peito, classes S4-9 e S11-14, ela marcou o tempo de 1min40s63, baixando em mais de um segundo o próprio recorde, da classe S4 (limitação físico-motora): 1min41s47, que ela havia atingido em São Paulo, em dezembro de 2025.
Participação no último Mundial
O Brasil encerrou a disputa do Mundial de natação paralímpica em Singapura com 39 medalhas, 13 de ouro, 16 de prata e 10 de bronze, na sexta colocação do quadro de medalhas do evento, disputado de 21 a 27 de setembro. O país foi representado por 29 atletas de sete estados, 16 homens e 13 mulheres, incluindo cinco estreantes em mundiais.
Veja as medalhas do Brasil no terceiro dia de competições:
Ouro
Gabriel Bandeira (S14) – 200m medley S6-11, 13 e 14 – 2min06s94 (1028)
Gabriel Bandeira (S14) – 100m borboleta S8-14 – 55s78 (994)
Prata
Carol Santiago (S12) – 50m livre S4, 6, 8, 10, 11 e 13 – 26s93 (972)
Bronze
Mariana Gesteira (S10) – 50m livre S4, 6, 8, 10, 11 e 13 – 28s42 (946)
Beatriz Flausino (S14) – 200m medley S5-11, 13 e 14 – 2min51s33 (918)
Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.
Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Gabriel Bandeira, Gabriel Araújo, Lídia Cruz, Lucilene Sousa, Mariana Gesteira, Patrícia Pereira, Samuel Oliveira e são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.
Time São Paulo
Os atletas Alessandra Oliveira, Beatriz Flausino, Lídia Cruz, Patrícia Pereira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












