*Nota atualizada em 28/08/2026, às 23h55
O Brasil conquistou quatro medalhas — dois ouros e duas pratas — nesta sexta-feira, 28, primeiro dia de provas do Parapan-Pacífico de natação. Além disso, a fluminense Lídia Cruz estabeleceu o novo recorde das Américas ao vencer os 150m medley S4 (limitação físico-motora). A competição, que acontece na cidade de Walnut, nos Estados Unidos, segue até o próximo domingo, 30.
Nos três dias de provas, as baterias preliminares começam às 13h (horário de Brasília), enquanto as finais têm início às 21h30. A competição é transmitida pelo canal do Youtube da U.S. Paralympic Swimming.
As provas do Parapan-Pacífico são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC), que atribui uma pontuação à prova de cada atleta, levando em conta o tempo e a classe.
Recorde e dobradinha
Para conquistar a medalha de ouro e quebrar o antigo recorde continental, Lídia Cruz completou os 150m medley em 2min56s31, melhorando em quase um segundo a marca que ela mesma havia obtido em Paris 2024, quando ficou com o bronze: 2min57s16.
“Eu fico muito feliz de saber que o trabalho está dando certo. O medley é a única prova específica do paralímpico. Tem muita coisa que pode atrapalhar: temperatura da água, temperatura do ambiente. A gente trabalha com isso. Aqui, consegui dar o melhor. Essa competição é perfeita: ela é na mesma semana em que vão acontecer os Jogos de Los Angeles 2028, provavelmente o clima vai ser parecido – estamos a uma hora de lá. Já dá um gostinho”, celebrou Lídia.
Na mesma prova, a mineira Patrícia Pereira fez o tempo de 2min57s33, garantindo a prata e a dobradinha brasileira. A norte-americana Leanne Smith completou o pódio com 3min18s65.
Ouro com Gabriel Bandeira
O paulista Gabriel Bandeira conquistou a medalha de ouro nos 200m livre, classes S2-S5 e S14, com o tempo de 1min53s21 e 1008 pontos. Nick Bennett, do Canadá, com 1min55s44 e 981 pontos ficou com a prata, enquanto o terceiro lugar foi dividido por dois autralianos: Jack Ireland (1min55s75) e Declan Budd (1min55s77) , ambos com 977 pontos.
“Estou muito feliz. No final do ano, tive uma lesão no ombro depois do Mundial, e foram cerca de três meses de recuperação. Voltar perto do meu melhor me deixa muito feliz. Foi uma prova muito divertida de nadar. É um bom teste nadar aqui em alto nível. Tem campeões paralímpicos, campeões mundiais, recordistas mundiais. É um teste que mostra que estamos no caminho certo”, analisou Gabriel Bandeira.
Prata com Samuel Oliveira
Nos 50m borboleta das classes S5-S7, o paulista Samuel Oliveira conquistou a medalha de prata, com o tempo de 33s68 e 949 pontos.
“É uma data especial [meu aniversário]. Daqui para a frente, vou comemorar meu aniversário nas principais competições. Foi assim em Paris 2024. É sempre gratificante fazer o que a gente ama nessa data especial. Há um mês, eu tive uma pequena lesão no joelho. Tive que reduzir os treinos e focar na recuperação. É minha primeira competição oficial depois disso. Estou recuperado. Gostei do resultado, era o que estávamos esperando”, disse Samuel Oliveira.
O ouro ficou com o japonês Eigo Tanaka, que completou a prova em 33s02, somando 977 pontos; Sebastien Massabie, do Canadá, completou o pódio, com o tempo de 36s07 e 837 pontos.
O Parapan-Pacífico
Disputado desde 2011, o Parapan-Pacífico é aberto a nadadores de países de fora da Europa. Ela foi criada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, com o objetivo de oferecer disputas de alto rendimento em anos nos quais não há disputa de Mundial ou Jogos Paralímpicos.
O Brasil participa do evento com uma equipe de 16 nadadores. Todos foram medalhistas em disputas individuais do último Mundial da modalidade, disputado em Singapura, em 2025.
Participação no último Mundial
O Brasil encerrou a disputa do Mundial de natação paralímpica em Singapura com 39 medalhas, 13 de ouro, 16 de prata e 10 de bronze, na sexta colocação do quadro de medalhas do evento, disputado de 21 a 27 de setembro. O país foi representado por 29 atletas de sete estados, 16 homens e 13 mulheres, incluindo cinco estreantes em mundiais.
Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.
Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Lídia Cruz, Patrícia Pereira, Gabriel Bandeira e Samuel Oliveira são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.
Time São Paulo
As atletas Lídia Cruz e Patrícia Pereira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












