A oitava Clínica de Acesso ao Alto Rendimento do tiro com arco acontece no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, nesta semana, de 4 a 11 de outubro, com a participação de 12 atletas.
Os participantes foram convocados após atender a critérios e índices definidos pela comissão técnica da modalidade e estão em processo de transição da iniciação esportiva para o alto rendimento.
O grupo tem entre seus participantes a carioca Adriana Mariano de Oliveira, 31, atleta que iniciou na modalidade há apenas três meses e se prepara para suas primeiras competições.
A atleta, que tem uma lesão do plexo braquial ocorrida no nascimento, contou que sempre teve interesse pelo tiro com arco e se imaginava aprendendo a atirar por hobby. A inspiração veio principalmente do cinema e da televisão, em especial da franquia “Jogos Vorazes”, que tem como protagonista Katniss Everdeen, personagem que tem no arco uma de suas características mais marcantes.
Mas Adriana, que até pouco tempo não sabia que o tiro com arco era uma modalidade paralímpica, tinha dúvidas se sua condição física seria um empecilho para ela usar o arco.
Até que, no início do ano, ela conheceu um atleta da modalidade enquanto fazia aulas de habilitação para dirigir. Soube por ele do Camping Militar e Civil Paralímpico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), iniciativa que tem como objetivo apresentar o tiro com arco e o tiro esportivo a novos atletas. Ela participou do programa em julho deste ano e se apaixonou pelo esporte.
Dali em diante passou a treinar três vezes por semana no Rio de Janeiro, no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), um dos Centros de Referência do CPB. Ela concilia as atividades esportivas com seu trabalho como engenheira de produção em uma empresa de software.
“O tiro com arco me ajudou muito na sobrecarga mental do dia a dia e na concentração… Meu trabalho também me deu disciplina para o tiro com arco, ainda mais porque trabalho com melhoria contínua, que envolve sempre experimentar e aperfeiçoar”, afirmou.
Um dos objetivos de Adriana durante a Clínica no CT Paralímpico é revisar sua técnica. Como o braço direito dela não tem força suficiente para sustentar a puxada do arco, Adriana atira puxando a corda com a boca. Agora, ela estuda junto aos treinadores se manterá esta forma de usar o arco ou buscará outra alternativa.
Durante a semana, ela também recebe acompanhamento de psicólogos do esporte e realiza avaliações físicas, treinos técnicos e sessões de hidroterapia.
Adriana planeja estrear em competições oficiais no próximo ano e sonha em chegar a disputas internacionais. “Eu não imaginava que em tão pouco tempo eu seria convocada para esta Clínica. Isso mostra que tive uma evolução bem considerável. O esporte é uma outra possibilidade que eu não fazia ideia que existia”, disse a arqueira.
A Clínica de Acesso ao Alto Rendimento é realizada pelo Programa Militar e Civil Paralímpico, que tem como objetivo apresentar ao seu público-alvo o esporte paralímpico como uma ferramenta de aprimoramento da qualidade de vida, além de promover a detecção e o desenvolvimento de possíveis talentos esportivos, com ênfase nas modalidades tiro com arco e tiro esportivo.
Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do tiro com arco.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)












