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Open das Américas de halterofilismo: Brasil tem melhor campanha da história e 21 atletas no top-10 para LA28

Equipe composta por Gustavo Amaral, Marco Tulio e Tayana Medeiros, ao lado dos técnicos, celebra a conquista do ouro no Open das Américas 2026 | Foto: Douglas Magno/CPB

A Seleção Brasileira de halterofilismo encerrou nesta quinta-feira, 8, sua participação no Open das Américas de halterofilismo, na Cidade do México, com a conquista de três ouros e dois bronzes nas disputas por equipes masculinas, femininas e mistas. Foi a melhor campanha brasileira na história da competição, ao terminar com 23 medalhas no individual e cinco por equipes, além de 21 atletas entre os dez primeiros colocados do ranking classificatório para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

Ao todo, o Brasil conquistou 10 ouros, sete pratas e seis bronzes e terminou novamente na liderança do quadro geral de medalhas. Com o resultado, o país manteve a hegemonia na competição desde 2018, quando também ficou em primeiro lugar na edição realizada em Bogotá, na Colômbia.

Em 2022, o Brasil repetiu o feito em Saint Louis, nos Estados Unidos, com 21 medalhas, sendo oito de ouro, sete de prata e seis de bronze. A Colômbia terminou na segunda colocação, com três ouros, três pratas e um bronze.

“Foi uma excelente participação. Atingimos todas as metas que tínhamos planejado para esta competição. Tivemos quatro quebras de recordes, sendo duas no masculino e duas no feminino. Também conquistamos 50% de todas as medalhas de ouro que estavam em disputa entre todas as categorias [foram 10 de 20]. Foi a nossa melhor campanha em um Open das Américas disparadamente”, avaliou Valdecir Lopes, técnico-chefe da Seleção Brasileira de halterofilismo.

O Open das Américas integra o calendário obrigatório do World Para Powerlifting (WPPO), braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) responsável pela modalidade, para os atletas que buscam uma vaga no megaevento nos Estados Unidos daqui a dois anos. Além dessa competição, somente os próximos Mundiais de halterofilismo dentro do ciclo paralímpico contarão pontos para o ranking de LA28.

O desempenho brasileiro no Open das Américas também teve impacto direto no ranking classificatório para LA28. Dos 25 atletas que representaram o Brasil na competição, 21 terminaram entre os dez primeiros colocados de suas respectivas categorias.

Três brasileiros encerraram a competição na liderança do ranking. A paulista Mariana D’Andrea, com 146kg, ocupou a primeira posição na categoria até 73kg, enquanto os cariocas Tayana Medeiros, com 151kg na categoria até 86kg, e Gustavo Amaral de Souza, com 255kg na categoria acima de 107kg, também alcançaram o primeiro lugar.

Os mineiros Lara Lima, com 110kg na categoria até 45kg, e Marco Túlio, com 178kg na categoria até 49kg, aparecem na segunda posição de suas respectivas categorias.

“Assumimos a primeira posição do ranking para Los Angeles em três categorias que são muito fortes, como a da Mariana D’Andrea, a do Gustavo Amaral e a da Tayana Medeiros. Para nós, isso é muito importante. Mostra que o Brasil está fazendo um bom trabalho. O mais importante era classificar o maior número possível de atletas entre os melhores do ranking, que será o caminho para Los Angeles. E conseguimos essa façanha de colocar 21 dos nossos 25 atletas no top-10”, completou Valdecir.

Nas disputas por equipes nesta quinta-feira, os brasileiros subiram ao pódio cinco vezes. Entre os homens, a equipe formada pelo paraibano Ailton de Souza e pelos mineiros Mateus de Assis e Jean Rufino levou a medalha de bronze ao vencer o Equador na disputa do terceiro lugar.

Na final masculina, o trio composto pelo mineiro Marco Túlio, pelo carioca Gustavo Amaral de Souza e pelo potiguar João Maria França conquistou o ouro ao vencer o selecionado colombiano por 379,09 a 232,48 pontos.

Entre as equipes femininas, o Brasil também fez dobradinha no pódio. O time formado pela paulista Mariana D’Andrea, pela carioca Tayana Medeiros e pela mineira Lara Lima ficou em primeiro lugar ao derrotar as venezuelanas por 295,74 a 187,92 pontos na disputa pelo ouro.

Já a baiana Edilândia Araújo, a potiguar Alane Dantas e a mineira Caroline Fernandes ficaram com o bronze entre os conjuntos formados somente por mulheres.

E a última medalha da campanha vitoriosa foi dourada. Pelas equipes mistas, Marco Túlio, Gustavo Amaral de Souza e Tayana Medeiros levantaram 160kg, 205kg e 135kg, respectivamente, e garantiram o ouro para o Brasil sobre a Colômbia na final.

Patrocínios
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do halterofilismo

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Caroline Fernandes, Jean Rufino, Edilândia Araújo, Maria de Fátima de Castro, Maria Rizonaide, Mariana D’Andrea, Marco Túlio, Tayana Medeiros e Lara Lima são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
A atleta Mariana D’Andrea integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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