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Open das Américas de halterofilismo: Brasil busca hegemonia continental e prepara caminho para LA 2028

O carioca Gustavo Amaral comemora após levantamento durante Jogos ParaSul-Americanos Valledupar 2026 | Foto: Carol Coelho / CPB

A Seleção Brasileira de halterofilismo estreia no Open das Américas neste domingo, 4, com dois objetivos muito bem definidos para sua participação: manter a hegemonia continental dentro da modalidade e posicionar até 80% da equipe nacional entre os 10 melhores dos rankings de cada categoria que valerão como critério de classificação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. Para a competição, que será realizada até quinta-feira, 8, na Cidade do México, no México, o país contará com 25 halterofilistas, sendo nove homens e 16 mulheres.

O Open das Américas integra o calendário obrigatório do World Para Powerlifting (WPPO), braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) responsável pela modalidade, para os atletas que buscam uma vaga no megaevento nos Estados Unidos daqui a dois anos. Além dessa competição, somente os próximos Mundiais de halterofilismo dentro do ciclo paralímpico contarão pontos para o ranking de LA 2028.

De quebra, o Brasil também vai em busca da manutenção do seu domínio na história recente da competição. Na última edição do Open das Américas, realizada em Saint Louis 2022, a equipe brasileira acabou na liderança com 21 medalhas no total: oito de ouro, sete de prata e seis de bronze.

Já no Open das Américas anterior, em Bogotá 2018, o Brasil conquistou quatro ouros, seis pratas e seis bronzes, e também encerrou sua participação em primeiro lugar no quadro geral do evento.

“Viemos novamente mostrar a força do halterofilismo brasileiro. O nosso principal objetivo é ficar com a maior quantidade de atletas bem qualificados no ranking para Los Angeles. Com isso, conseguiremos dar um bom direcionamento para o período restante que teremos até os Jogos Paralímpicos de 2028. Temos duas medalhistas de ouro dentro da equipe que servem de motivação para os atletas mais jovens buscarem essas marcas que poderão definir suas vagas no futuro”, analisou Valdecir Lopes, treinador-chefe da Seleção Brasileira de halterofilismo.

O comandante do time nacional refere-se à paulista Mariana D’Andrea, bicampeã paralímpica e atual líder do ranking mundial e das Américas da categoria até 73kg ao levantar 142kg nos Jogos Parasul-Americanos em Valledupar 2026, e à carioca Tayana Medeiros, medalhista de ouro em Paris 2024 e atual primeira colocada do ranking continental com o recorde de 150kg. Porém, nem mesmo elas integram ainda a lista que vai determinar os classificados para Los Angeles pois suas marcas foram validadas em competições que não faziam parte do calendário obrigatório da confederação internacional.

O mesmo caso se aplica para o também carioca Gustavo Amaral de Souza, que detém o atual recorde continental e lidera o ranking mundial de 2026 ao erguer 252kg entre os atletas acima de 107kg. Assim como Mariana e Tayana, o atleta que foi o escolhido para ser o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura na Cidade do México, neste sábado, às 21h30 (de Brasília), também pretende ao menos repetir o seu feito para ingressar na seleta lista que vai definir os halterofilistas para LA 2028.

“É um sentimento muito especial chegar na competição como recordista das Américas e líder de ranking. Mas queremos buscar ainda mais. Ainda quero fazer muito mais história na modalidade. E, para isso, precisamos ter um bom desempenho no Open das Américas. Para mim, foi uma alegria enorme ser o porta-bandeira do Brasil em uma competição tão importante como essa. Quando me informaram, eu demorei um pouco a acreditar. Não poderia estar no melhor momento da minha carreira para poder representar o meu país”, afirmou Gustavo.

Patrocínios
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do halterofilismo

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
As atletas Mariana D’Andrea e Tayana Medeiros e Lara são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
A atleta Mariana D’Andrea integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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