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Seleção Brasileira de judô conquista 3 ouros na Geórgia em dia de tetra mundial de Alana Maldonado

Alana Maldonado exibe medalha de ouro conquistada no Mundial de judô na Geórgia em 2026| Foto: Sofia Brito/CBDV

A Seleção Brasileira de judô paralímpico conquistou sete pódios (três ouros, duas pratas e dois bronzes) neste sábado, 26, segundo dia do Mundial em Tbilisi, na Geórgia, principal competição da temporada na modalidade.

Com isso, o Brasil atingiu um total de dez pódios obtidos desde o início da competição, na sexta-feira, 25, com três ouros, cinco pratas e dois bronzes, e lidera o quadro de medalhas. O evento será encerrado no domingo, 27, com disputas por equipes.

O sábado marcou a conquista do tetracampeonato mundial da paulista Alana Maldonado, vencedora da categoria até 70kg, classe J2 (baixa visão). Na decisão, ela superou com um wazari no Golden score a cazaque Ayala Mereke. A brasileira já havia conquistado o título mundial em Portugal (2018), Azerbaijão (2022) e Cazaquistão (2025). Ela também é bicampeã paralímpica (Tóquio 2020 e Paris 2024).

“Quero agradecer a todos que torceram por mim, todos que estiveram comigo nessa caminhada. Essa conquista não é só minha, é de um time. Estou muito feliz com o resultado. Confesso que hoje, um pouquinho chateada com o meu desempenho, mas muito feliz com o resultado de me tornar tetracampeã mundial”, afirmou a atleta.

O primeiro brasileiro a conquistar um ouro na competição foi o potiguar Arthur Silva, campeão paralímpico de Paris 2024. O atleta foi o campeão da categoria até 95kg, classe J1 (cegos) ao vencer por um wazari o britânico Daniel Powell na decisão. O adversário havia sido campeão mundial em Astana, no Cazaquistão, em 2025.

“Graças a Deus consegui abrir a competição com chave de ouro e o Brasil encerrou com chave de ouro também. É a minha primeira medalha de ouro em Mundial, várias vezes bati na trave, mas finalmente chegou. É uma alegria, sentimento de dever cumprido, de jogo zerado. E agora vamos zerar o jogo de novo”, disse Arthur.

O terceiro ouro brasileiro veio com a carioca Brenda Freitas, que aplicou um ippon na decisão da categoria até 70 kg, classe J1, em luta contra a chinesa Wang Wenjing com menos de um minuto de combate.

“A sensação é muito boa. Eu venho treinando bastante e, na semana antes de vir para cá, passei muito mal, então fiquei bem preocupada. Cheguei aqui nervosa, mas consegui fazer o que venho treinando. Estou muito, muito feliz por isso””.”, comemorou. A atleta brasileira foi medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 e era a atual campeã mundial.

Campeã do Parapan de Jovens de Santiago em 2025, a carioca Milena Freitas foi prata na categoria acima de 70kg J1. A atleta chegou até a final e foi superada pela chinesa Tian Chunfang por 11 a 0.

“Estou muito feliz pela prata. Não é fácil chegar a uma final e eu queria muito ser campeã, tentei, mas foi uma luta muito difícil. O resultado não é o que eu queria, mas irei me dedicar para as próximas porque sei que o ouro está muito perto”, disse a atleta, que também foi vice-campeã mundial em 2025.

A segunda prata brasileira veio com o gaúcho Marcelo Casanova, na categoria até 95kg J2. O atleta foi derrotado na final ao sofrer um ippon do francês Helios Latchoumanaya. O brasileiro é medalhista de bronze dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

“Estou muito feliz. Apesar de não ter vindo o ouro que eu almejava tanto, a medalha de prata é muito importante para mim porque é a minha primeira medalha mundial. Estou sentindo uma evolução e agora é só ir para cima. A medalha de ouro um dia vai vir”, afirmou Marcelo.

O Brasil ainda foi bronze com a paulista Rebeca Silva, campeã paralímpica de Paris 2024. Na categoria acima de 70kg J2, a atleta venceu a disputa por medalha contra a chinesa Yang Ziping por ippon.

“Claro que a gente sempre quer estar no topo do pódio, com a medalha de ouro, mas hoje infelizmente não deu. A gente está sendo muito bem estudado, mas graças a Deus consegui dar a volta por cima e sair com a medalha de bronze. Agradeço a todo mundo que torceu e aos meus técnicos que estão comigo. Agora é trabalhar para que isso não ocorra mais e para que a gente esteja sempre no lugar mais alto do pódio”, disse Rebeca

Já o paulista Felipe Amorim chegou ao pódio ao derrotar o sul-coreano Choi Gwang Geun, na disputa pelo bronze da categoria acima de 95kg J2.

O Brasil ainda esteve em mais três disputas de terceiro lugar.

Na categoria acima de 95kg J1, o paraibano Wilians Araújo acabou superado pelo britânico Daniel English.

Já a sul-mato-grossense Erika Zoaga foi derrotada pela uzbeque Feruza Ergasheva na categoria acima de 70kg J1.

Na categoria acima de 70kg J2, a paulista Meg Emmerich perdeu a disputa do bronze para a cazaque Zarina Raifova.

Sexta-feira

Os pódios deste sábado se somam às três medalhas obtidas pelo Brasil na abertura do evento, na sexta-feira, 25. Foram três medalhas de prata, com a potiguar Rosicleide Andrade, a fluminense Maria Núbea dos Santos e o rondoniense Danilo Gerônimo.

Sobre a competição
A principal competição internacional da temporada teve início nesta sexta-feira, 25, e tem disputas até domingo, 27. Vinte e quatro atletas representam o Brasil no campeonato.
O Brasil encerrou a disputa do último Mundial da modalidade, no ano passado em Astana (Cazaquistão), com uma campanha histórica: 13 medalhas no total, sendo 11 nas disputas individuais (cinco ouros, cinco pratas e um bronze) e duas nas competições por equipes (prata no masculino e bronze no feminino).

Confira as medalhas do Brasil neste sábado:

Arthur Silva – Até 95kg, J1 – Ouro
Brenda Freitas – Até 70kg J1 – Ouro
Alana Maldonado – Até 70kg J2 – Ouro
Milena Freitas – Acima de 70kg J1 – Prata
Marcelo Casanova – Até 95kg J2 – Prata
Rebeca Silva – Acima de 70kg J2 – Bronze

Felipe Amorim – Acima de 95kg J2 – Bronze

Patrocínio
A CAIXA e a Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do judô

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Arthur Silva, Brenda Freitas, Danilo Gerônimo, Felipe Amorim, Erika Zoaga, Marcelo Casanova, Meg Emmerich, Wilians Araújo, Rebeca Silva, Rosi Silva e Alana Maldonado são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual das Loterias Caixa que beneficia 114 atletas.

Time São Paulo
As atletas Alana Maldonado e Rebeca Silva são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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