Dia do Atleta Paralímpico: confira os 10 principais feitos dos atletas do Brasil no esporte em 2022

qui, 22 set 2022 10:15:46 -03:00



Delegação brasileira de natação posa na beira da piscina em Portugal após o terceiro lugar no Mundial da Ilha da Madeira. Foto: Ale Cabral/CPB.

Delegação brasileira de natação posa na beira da piscina em Portugal após o terceiro lugar no Mundial da Ilha da Madeira. Foto: Ale Cabral/CPB.

Neste Dia 22, comemora-se o Dia Nacional do Atleta Paralímpico, e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) celebra a data com os principais feitos dos atletas do Brasil neste ano. A data foi instituída a partir do decreto de lei nº 12.622, de 8 de maio de 2012, mas começou apenas a ser comemorada em 2014.

O Dia Nacional do Atleta Paralímpico dá sequência às comemorações ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro), que existe desde 2005 com o objetivo de conscientizar sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade.

Relembre os 10 principais feitos que os atletas paralímpicos conseguiram no esporte no ano até o momento:

Campanha histórica na natação



Legenda: Delegação brasileira de natação posa na beira da piscina em Portugal após o terceiro lugar no Mundial da Ilha da Madeira. Foto: Ale Cabral/CPB.
 

A Ilha da Madeira, em Portugal, entrou para a história do esporte paralímpico brasileiro como o local em que os nadadores do país realizaram a maior campanha de todos os tempos em um Campeonato Mundial. Na competição realizada em junho, o Brasil terminou na terceira colocação com 19 ouros, 10 pratas e 24 bronzes, o que totalizou 53 medalhas.

O Brasil participou do Mundial de natação na Ilha da Madeira com 29 atletas, sendo 13 estreantes. A campanha do Brasil superou a de Eindhoven 2010, quando foi conquistado 14 ouros, 13 dos quais com a participação da dupla Daniel Dias e Andre Brasil - ambos aposentados do esporte de alto rendimento atualmente. O desempenho de 2022 ultrapassou também o Mundial de 2017, na Cidade do México, quando o o país foi 36 vezes ao pódio. 

Título inédito no goalball



Legenda: Jogadoras agachadas e abraçadas em quadra comemoram a conquista do título das Américas no CT Paralímpico. Foto: Ale Cabral/CPB


Após ser três vezes vice-campeã, a Seleção Brasileira feminina de goalball conquistou o seu primeiro título do Campeonato das Américas em fevereiro deste ano, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Na decisão, o time comandado por Jônatas Castro derrotou o Canadá por 5 a 0.

Com o título continental, a equipe brasileira feminina assegurou sua presença no Mundial da modalidade, em dezembro.

Pela mesma competição, a Seleção Brasileira masculina de goalball confirmou o seu favoritismo após o título paralímpico nos Jogos de Tóquio e conquistou o bicampeonato ao derrotar os Estados Unidos por 12 a 2. Antes, o Brasil havia conquistado o título em 2017, e ficado em terceiro lugar em 2013 e na quarta colocação em 2005, nas outras edições da competição.

Novo recorde mundial nos 100 m



Legenda: Petrúcio Ferreira sorri e posa para foto no Centro de Treinamento Paralímpico. Foto: Marcello Zambrana / CPB


O velocista paraibano Petrúcio Ferreira bateu o recorde mundial nos 100 m da classe T47 (atletas com deficiência nos membros superiores) durante o Desafio de atletismo CPB/CBAt, qu aconteceu em março na pista do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

O bicampeão paralímpico da prova fez o percurso em 10s29 e reforçou o título de atleta paralímpico mais rápido do mundo. O recorde anterior também era dele. Em 2019, no Mundial de Dubai, o paraibano realizou a prova em 10s42.

Primeiro título de Grand Slam 



Legenda: A brasileira Jade Lanai vibra com ponto marcado durante partida pelo US Open | Foto: Divulgação/US Open


A tenista brasiliense Jade Lanai, 17 anos, conquistou o inédito título feminino de simples do US Open Junior em cadeira de rodas. Esta é a primeira vez na história que o Brasil faturou um título de Grand Slam no tênis em CR. 

Na decisão do Grand Slam norte-americano, um dos quatro torneios mais importantes da temporada, a tenista brasileira superou a japonesa Yuma Takamuro por 2 sets a 1, parciais de 7/5, 2/6 e 7/6 [10-5], em uma partida que durou mais de duas horas. Além do troféu na chave de simples do US Open, Jade também foi campeã em duplas, ao lado da norte-americana Maylee Phelps.

Supremacia no judô



Legenda: Seleção Brasileira de judô posa para foto após título do Grand Prix de São Paulo, no CT Paralímpico. Foto: Tuane Fernandes / CBDV.


A Seleção Brasileira de judô não deu chances para os adversários no tatame em 2022. Em todas as etapas do Grand Prix da modalidade no ano até agora, a equipe nacional sagrou-se campeã. 

O primeiro Grand Prix, em Antalya, na Turquia, em abril, foram seis ouros, uma prata e um bronze. Já no Grand Prix de Nur-Sultan, no Cazaquistão, o país subiu ao pódio com todos os 12 judocas: foram cinco medalhas de ouro, três de prata e quatro de bronze. 

No Grand Prix de São Paulo, realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, em julho, mais um título: primeira colocação geral com 17 medalhas no total, sendo seis de ouro, três de prata e oito de bronze. 

Bicampeonato no halterofilismo



Legenda: A halterofilista Mariana D'Andrea sorri durante disputa do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa da modalidade, no CT Paralímpico, em São Paulo. Foto: Ale Cabral / CPB.


O Brasil conquistou o bicampeonato do Open das Américas de halterofilismo, disputado nos EUA, em julho. E a campanha de 2022 superou a de 2018, quando o país foi o melhor em Bogotá, na Colômbia, com quatro ouros, seis pratas e seis bronzes.

Os 24 atletas brasileiros que representaram o país no Open deste ano conquistaram 21 medalhas no total: oito de ouro, sete de prata e seis de bronze. Um dos destaques da participação brasileira foi a paulista Mariana D'Andrea, que conquistou a medalha de ouro batendo o próprio recorde das Américas (140 kg) e igualando a melhor marca paralímpica de todos os tempos, que pertencia à francesa Souhad Ghazouani, nos Jogos do Rio 2016.

Domínio no futebol de cegos



Legenda: Jogadores se abraçam e comemoram em quadra o título do Desafio das Américas de futebol de cegos, no CT Paralímpico, em São Paulo. Foto: Marcello Zambrana / CPB.


Único país a conquistar todas as medalhas de ouro no futebol de cegos na história dos Jogos Paralímpicos, a Seleção Brasileira continuou com o domínio dentro das quatro linhas em 2022. Em uma das competições mais importantes do ano, o Brasil conquistou o IBSA Grand Prix 2022 do México e assegurou de maneira antecipada a sua vaga para o Mundial da modalidade de 2023, que será realizado em Birmingham, na Inglaterra.

Além disso, a Seleção Brasileira disputou o Desafio das Américas com duas equipes, A e B, e conquistou o título e o vice-campeonato da competição realizada no CT paralímpico, em julho. Já em setembro, a Seleção Brasileira conquistou o título do Grand Prix da França ao derrotar o Japão nos pênaltis, por 1 a 0, após o empate sem gols no tempo normal.

No ano, a equipe nacional ainda obteve o bicampeonato da Tango Cup, torneio disputado em Buenos Aires. Na final, os brasileiros derrotaram a Argentina por 1 a 0, com gol do ala Maicon.

Recordes e medalhas no atletismo



Legenda: Alessandro da Silva (em pé), Beth Gomes, André Rocha e Wallace dos Santos posam para foto no Grand Prix de Paris de atletismo | Foto: Divulgação / CPB.


O Brasil ficou na liderança do quadro geral de medalhas do Grand Prix de atletismo paralímpico em Marrakech, no Marrocos, realizado neste mês de setembro. Ao todo, a Seleção Brasileira da modalidade conquistou 36 medalhas, sendo 21 ouros, 13 pratas e dois bronzes e ficou à frente de 39 países que participaram do evento.

Durante a competição, a paulista Beth Gomes quebrou o próprio recorde mundial no arremesso de peso da classe F52 (atletas que competem em cadeiras). Arremessou para 8,69 m e bateu sua própria marca de 8,45 m, alcançado no Campeonato Brasileiro da modalidade, em maio. 

Em junho, o Brasil também teve grande participação no Grand Prix de Paris. Ao todo, conquistou oito medalhas: cinco de ouro, duas de prata e uma de bronze. Destaque para o bicampeão paralímpico Alessandro da Silva, que quebrou o recorde mundial no lançamento de disco da classe F11 (para atletas com deficiência visual) na competição.

Participação histórica na neve



Legenda: Os atletas de esqui cross-country sentado Aline Rocha e Cristian Ribera desfilam como porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno, no estádio Ninho do Pássaro, em Pequim. Foto: Ale Cabral / CPB.


A missão brasileira nos Jogos Paralímpicos de Inverno em Pequim 2022 entrou para a história por ter sido a maior entre todas, com seis atletas: além do gaúcho André Barbieri, no snowboard, o país foi representado por cinco esquiadores cross-country: a paranaense Aline Rocha, os paulistas Wesley Vinicius dos Santos e Guilherme Rocha, o rondoniense Cristian Ribera e o paraibano Robelson Lula.

Aline conseguiu o melhor resultado do Brasil da prova de esqui cross-country de média distância ao terminar na décima colocação nas finais. Entre os homens, o Brasil também se mostrou competitivo. Cristian Ribera foi o brasileiro mais bem colocado: 9º colocado no sprint. 

Esta foi apenas a terceira participação do Brasil em Jogos Paralímpicos de Inverno - a primeira ocorrera há oito anos, em Sochi (RUS). 

Dobradinhas na canoagem



Legenda: Fernando Rufino e Igor Tofalini posam para foto após dobradinha no pódio do Campeonato Mundial de canoagem, no Canadá. Foto: Fábio Canhete / CBCa


Os brasileiros Igor Tofalani e Fernando Rufino conquistaram a dobradinha no pódio Campeonato Mundial de canoagem, em Halifax, no Canadá, no último mês de agosto. O primeiro conquistou o ouro e o segundo, a prata, respectivamente, na prova dos 200 m VL2 (atletas que usam tronco e braços na remada). O Brasil terminou a competição no terceiro lugar no ranking geral de medalhas, com um ouro, duas pratas e um bronze.

Uma semana depois, no Parapan-Americano da modalidade, no mesmo local, a dupla repetiu o feito. Faturaram as medalhas de ouro e prata, respectivamente, nos 200 m VL2. Ao todo, o país faturou oito medalhas: três de ouro, três de prata e duas de bronze.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
 

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