Primeira Fase Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de halterofilismo registra quebras de três recordes brasileiros 

dom, 10 abr 2022 11:53:20 -03:00



Lara Lima se prepara para fazer levantamento | Foto: Ale Cabral/CPB

Lara Lima se prepara para fazer levantamento | Foto: Ale Cabral/CPB

A 1ª Fase Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de halterofilismo registrou quebras de três recordes brasileiros na manhã deste domingo, 10, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A mineira Lara Lima estabeleceu a melhor marca nacional na categoria até 41 kg, a carioca Tayana Medeiros bateu o recorde da categoria acima de 86 kg e a também mineira Valéria dos Santos melhorou sua própria marca na categoria até 86 kg (Júnior). 

O Circuito Loterias Caixa, organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e patrocinado pelas Loterias Caixa, é a principal competição paralímpica nacional de três modalidades: atletismo, natação e halterofilismo. O objetivo é desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico dos participantes, sejam esportistas de elite ou jovens valores do país. 

No caso da 1ª Fase de halterofilismo, que ocorreu neste final de semana, 9 e 10 de abril, com a participação de 91 halterofilistas (63 homens e 28 mulheres), os seis melhores de cada categoria somaram pontos para o ranking nacional e se classificaram para o Campeonato Brasileiro da modalidade, que será disputado no próximo mês de maio, no CT Paralímpico.

Medalha de ouro no Mundial Júnior de halterofilismo, disputado em Tbilisi, na Geórgia, em novembro e dezembro do ano passado,  Lara Lima, 18, bateu o recorde brasileiro na categoria até 41 kg. Na manhã deste domingo, ela levantou 93 kg em sua última tentativa e superou sua própria marca de 90 kg, alcançada em maio de 2021, na Copa do Mundo, que, assim como Mundial, foi realizada em território georgiano.

"Esse recorde representa muito para mim. É o sinal de que todo o trabalho tem sido bem-feito. Eu comecei no halterofilismo há oito anos e, hoje, não me vejo fora da modalidade, seja pelos resultados esportivos ou por como mudei como pessoa neste período", disse a atleta, que nasceu com artrogripose, doença que afeta as articulações, e representa o CDDU/Praia Clube/FUTEL.

Outra atleta de um clube mineiro, Tayana Medeiros, 29, que defendeu as cores do Praia Clube, também se destacou no Circuito Loterias Caixa ao suportar 133 kg e bater sua própria marca de 119 kg, alcançada no Mundial de Tbilisi, em 2021. 

"Eu estava na categoria até 86 kg, falei com meu técnico e resolvemos subir de categoria. Queria saber como eu seria o meu desempenho. Para a minha surpresa, bati o recorde. Agora, vou continuar trabalhando para o Campeonato Brasileiro e espero melhorar essa marca na competição", avaliou Tayana. 

Valéria dos Santos, 20, também do CDDU/Praia Clube/FUTEL, levantou 86 kg e melhorou o seu próprio recorde de 75 kg, registrado em São Paulo, no passado. "Foi muito importante superar minha própria marca. Comecei há pouco tempo no halterofilismo, em 2020, e ainda parei por um tempo por causa da pandemia. Bater este recorde mostra uma evolução no trabalho", pontuou Valéria, que, assim como Lara, nasceu com artrogripose. 

Além delas, Rafaela dos Santos, da APANH/SP, também se destacou ao estabelecer uma nova marca nacional na categoria até 50 kg (Júnior) ao levantar 41 kg. "Foi uma realização de um sonho", disse a jovem de 15 anos. 

Campeã Paralímpica nos Jogos de Tóquio 2020, a paulista Mariana D'Andrea, 24, suportou 132 kg em sua melhor tentativa, conquistou a medalha de ouro em sua categoria (até 73 kg) e ficou a 3 kg do recorde das Américas, que pertence a ela própria. Na Copa do Mundo da Geórgia, no ano passado, ela levantou 135 kg e estabeleceu a melhor marca continental. 

"Optamos por não arriscar no Circuito Loterias Caixa, mas foi ótimo voltar ao ritmo de competição e abrir a temporada com um evento como esse. Ter participado da 1ª Fase Nacional, com certeza, vai me ajudar no Campeonato Brasileiro e no Open das Américas [torneio que será realizado em julho, nos EUA]", disse Mariana, que tem nanismo e defende as cores da AESA/SP.

Masculino
Neste sábado, 9, foram realizdas as provas masculinas. O paulista Bruno Carra e o baiano Evânio Rodrigues foram os principais vencedores do primeiro dia da 1ª  Fase Nacional. 

Bruno Carra, que tem nanismo, competiu na categoria até 59 kg e foi campeão ao levantar 160 kg em sua melhor tentativa. Já Evânio Rodrigues, que teve poliomielite aos seis meses de idade, o que causou um encurtamento da perna direita, ergueu 190 kg e foi o melhor entre os atletas até 88 kg.

"Eu venho de uma lesão desde Tóquio. Agora, estou muito melhor. Ter minhas três tentativas validadas foi muito positivo. Lá no Japão, eu tentei levantar 157 kg e os movimentos não foram válidos. Aqui, arrisquei um pouco mais e deu certo. Fiquei satisfeito em começar a temporada assim. Agora é focar nos próximos compromissos e buscar repetir os 175 kg que já suportei", destacou Bruno Carra, que foi ouro nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019, entre outras conquistas.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível 
A atleta Mariana D' Andrea é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 70 atletas e sete atletas-guia. 

Time São Paulo
Os atletas Mariana D'Andrea e Bruno Carra são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 57 atletas de 11 modalidades.

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O halterofilismo tem o patrocínio das Loterias Caixa.

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