Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa termina com 14 atletas garantidos no Mundial da natação

sáb, 02 abr 2022 20:13:59 -03:00



A nadadora Lucilene Sousa comemora índice batido na borda da piscina do CT Paralímpico | Foto: Ale Cabral/CPB

A nadadora Lucilene Sousa comemora índice batido na borda da piscina do CT Paralímpico | Foto: Ale Cabral/CPB

Catorze nadadores paralímpicos conseguiram assegurar vaga no Campeonato Mundial da modalidade, que acontecerá em junho, em Portugal, durante a 1ª etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa, que se encerrou neste sábado, 2, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Com isso, a Seleção Brasileira já tem 20 atletas presentes na competição europeia na metade do ano. De acordo com um dos critérios do CPB para o Mundial, os campeões paralímpicos Carol Santiago (S12), Gabriel Araújo (S2), Gabriel Bandeira (S14), Talisson Glock (S6) e Wendell Belarmino (S11) já estão garantidos para a principal competição do ano, em Portugal, por terem conquistado a medalha de ouro em Tóquio no ano passado.

Além deles, a nadadora gaúcha Larissa Rodrigues (classe S3) também conquistou o índice na última quinta, 31, nos 200m livre durante as disputas da etapa de Berlim do World Series, na Alemanha. 

Nos três dias que foram válidos como Seletiva para o Mundial, o pernambucano Phelipe Rodrigues (classe S10), os cariocas Lídia Cruz (S4) e Douglas Matera (S13), os paulistas José Ronaldo da Silva (S1), Samuel Oliveira (S5) e Gabriel Cristiano (S8), as potiguares Joana Neves (S5) e Cecília Araújo (S8), a fluminense Mariana Gesteira (S9), os mineiros João Brutos (S14), Patrícia dos Santos (S4) e Ana Karolina Soares (S14), o paranaense Bruno Becker (S2), e a paraense Lucilene Sousa (S12), também conquistaram seus índices durante as disputas nas piscinas do CT Paralímpico.

"Nos treinos, já estava conseguindo fazer os tempos abaixo dos índices. Mas ainda não caiu a ficha, está sendo o resultado de muito treino. Acho que somente quando chegar lá em Portugal que vou acreditar", afirmou a estreante em Mundiais Lídia Cruz, que ainda bateu três recordes das Américas durante toda a competição – nos 100m livre e duas vezes nos 200 m (nas eliminatórias e nas finais, quando cravou 3min09s85. A marca anterior era de 3min14s61).

Além dos feitos de Lídia, outros dois recordes das Américas marcaram o último dia de provas da 1ª etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa, neste sábado. Uma das marcas chegou ainda valer como um índice inédito para o Mundial.

Foi o que fez o carioca Douglas Matera, da classe S13 (para atletas com deficiência visual). Logo na manhã deste sábado, na prova dos 100m borboleta masculino, ele completou a disputa em 57s81 e assegurou a sua vaga no Mundial, já que índice exigido era de 58s15. Será a estreia de Matera nesta competição.

Além disso, o medalhista de prata no revezamento 4x100m livre misto 49pontos nos Jogos de Tóquio também bateu o seu antigo recorde das Américas da prova, que era de 59s53. 

"Foi um tempo que eu nunca tinha feito, nem nos treinamentos. Eu não tenho experiência em Mundiais ainda, mas penso que a competitividade será a mesma de Tóquio. Então, espero estar no meu melhor e focar para que isso aconteça até lá", apontou Douglas Matera, outro nadador que será novato nas provas em Portugal.

Já o paulista José Ronaldo, da classe S1 (para atletas com as mais severas limitações físico-motoras dentre todas da modalidade), fez a nova marca das Américas nos 200 m livre ao nadar em 6min35s05 – o antigo recorde era de 7min50s24. Ele já havia feito dois recordes continentais nos 100 m livre e nos 100 m costas nos dias anteriores da competição no CT Paralímpico.

Na semana que vem, os atletas terão mais uma oportunidade de nadar atrás dos seus índices na 2ª etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa, que também acontecerá no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Recordes no atletismo

O paulista Alessandro Silva, 37, alcançou o recorde das Américas no arremesso do peso no encerramento da primeira etapa do Desafio CPB / CBAt de atletismo, na manhã deste sábado, 2, em São Paulo

Alessandro é atleta da classe F11, para cegos, e sua marca de 14m16 superou em 17 cm o recorde continental, do próprio Alessandro, alcançado em Dubai, durante o Campeonato Mundial de 2019, com 13m99. O feito deste sábado é melhor até que o resultado que seu resultado nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

O velocista fluminense Fábio Bordignon também alcançou a melhor marca continental nos 100m da classe T35 (para paralisados cerebrais) ao concluir a distância em 12s32 e superar a antiga marca de 12s40, dele mesmo, de junho de 2021, também no CT Paralímpico.

"Tive um começo de ano muito bom nos treinamentos e, na nossa segunda competição, já atingimos esse resultado. Me senti muito bem na prova, consegui colocar em prática tudo que tenho treinado com o professor Amaury [Veríssimo]. Agora é dar continuidade ao trabalho", afirmou Bordignon.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Cecília Araújo, Ana Karolina Soares, Mariana Gesteira, Douglas Matera, Gabriel Araújo, Lucilene Sousa, Bruno Becker, Joana Neves, Phelipe Rodrigues e Alessandro Silva são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 70 atletas e sete atletas-guia.

Time São Paulo
Os atletas Alessandro Silva, Ana Karolina Soares, e Gabriel Cristiano são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 57 atletas de 11 modalidades.

Patrocínios
O atletismo tem o patrocínio da Braskem e das Loterias Caixa.

A natação tem o patrocínio das Loterias Caixa.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
 

PATROCINADORES
Patrocinadora do Paratletismo Brasileiro
Patrocinadora do Comitê Paralímpico Brasileiro
PARCEIROS
Parceiros do Atleta Cidadão
APOIADORES
Apoiador do Comitê Paralímpico Brasileiro
FORNECEDORES
Fornecedor Oficial