Do futebol profissional à bocha paralímpica: conheça a história do analista de desempenho da Seleção Brasileira

sex, 30 abr 2021 08:24:21 -03:00



Foto: ANDE

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A emoção de ouvir o hino nacional porque um atleta brasileiro conquistou uma medalha de ouro é muito grande. Mas esse momento é fruto do trabalho e da dedicação de muitos profissionais. Técnicos, preparadores físicos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e muitos outros são cruciais para esse resultado.   

Um dos profissionais que vem contribuindo com a Seleção Brasileira de bocha é Marcelo Oliveira, 42 anos, atual analista de desempenho da equipe nacional da modalidade. Ele é educador físico com especialização em fisiologia do exercício. Também fez especialização em treinamento desportivo na Universidade de Moscou, na Rússia, e em saúde e atividade física na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.   

A bocha é uma modalidade praticada por atletas com elevado grau de paralisia cerebral ou deficiências severas. Para vencer uma partida é preciso técnica, raciocínio e estratégia. Os jogadores têm como objetivo arremessar suas bolinhas coloridas o mais próximo possível da bola branca. Para isso, calculam a força, o ângulo e a velocidade do arremesso, por exemplo.  

“O trabalho do analista de desempenho é reunir o maior número de informações em relação ao perfil técnico dos nossos atletas, também dos adversários, observando pontos fortes e fracos para serem explorados durante a competição. A gente faz uma bateria de testes físicos e técnicos para acompanhar e controlar as variáveis dos treinos, ou seja, observar se houve ou não evolução dos atletas para que os técnicos possam intervir. Isso também ajuda na definição de quem será convocado para as competições”, explicou o analista.  

O paulista natural de Santos trabalhou como preparador físico de alguns clubes de futebol convencional. Marcelo fez parte de equipes de clubes da baixada santista e do Corinthians. Em 2008, iniciou um trabalho de estudo de dados nos times de futebol. Oito anos depois, começou o trabalho de analista de desempenho de atletismo no clube APBS. Em 2018, migrou para a bocha a convite de Moisés Fabrício, coordenador da bocha paralímpica.  

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“Temos um banco de jogos muito vasto dos nossos adversários com as principais jogadas para mapear as principais ações. Fazemos a análise do jogo por meio de um modelo planilhado que é apresentado aos atletas e treinadores com um perfil individual dos jogadores que são destaque e dos que vão surgindo nas competições para minimizar as surpresas”, completou Marcelo.  

Devido à pandemia de Covid-19, a Seleção Brasileira de bocha teve os treinos presenciais interrompidos por quase um ano. Durante esse período, os atletas treinaram em casa com os recursos que tinham acesso. A equipe de análise de desempenho aproveitou essa oportunidade para explorar seus estudos e dividir com os jogadores.  

“A pandemia foi um desafio. Nós também tivemos de nos reinventar como todo mundo. Os atletas se viraram para treinar onde dava. Nós aproveitamos para munir eles com material de jogos dos adversários. Mandávamos para eles os vídeos de jogos de cerca de uma hora editados. Então, chegava no celular deles um vídeo de três minutos só com as principais jogadas com o que queríamos frisar. Isso dava uma base para discutirem com os técnicos e pensarem nas melhores estratégias. Conversávamos quase diariamente e os atletas até encomendavam jogos de adversários que queriam estudar”, relatou Marcelo.  

O Brasil possui nove vagas da bocha nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que ocorrerão em agosto de 2021. Essas vagas foram conquistadas na etapa das Américas da BISFed, em outubro de 2019, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.  

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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