CPB forma 7 mil professores por ano e leva cursos a mais de 2 mil cidades do país; confira as inscrições em aberto

qui, 15 out 2020 07:55:22 -03:00



Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX

Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) forma, em média, 7 mil professores por meio de seus cursos oferecidos gratuitamente e realizados pela área de Educação Paralímpica. Desde 2019, foram quase 15 mil profissionais de educação física de 2,5 mil cidades do Brasil que se certificaram pela formação EaD Movimento Paralímpico: fundamentos básicos do esporte.

O programa de Educação Paralímpica é um dos pilares do planejamento estratégico do CPB e tem como um dos seus objetivos promover cursos online e gratuitos para profissionais de educação física para todas as regiões do Brasil.       

Além da formação EaD, o CPB oferece ainda qualificações online e gratuitas de arbitragem e habilitação técnica em atletismo, natação e halterofilismo e turmas presenciais em áreas como classificação, gestão, fisioterapia, iniciação, além de arbitragem e habilitação técnica (saiba como se inscrever no final do texto).

Mesmo com o ano de 2020 impactado pela pandemia do Covid-19, o CPB já qualificou também 1,5 mil profissionais por meios dos cursos online e presenciais, que foram realizados nos primeiros meses, antes do decreto do período de isolamento social. As aulas presenciais devem ser retomadas após o fim da pandemia, porém, sem data definida.

"Oferecer conhecimento e qualificação que, com certeza, irão abrir novas portas no mercado do trabalho são algumas das melhores maneiras de se presentear um professor e profissional da educação física no seu dia a dia. Temos uma admiração e carinho enorme por esta classe profissional, que acolhe crianças, atletas ou praticantes de esportes em geral no ambiente escolar ou esportivo", afirma Mizael Conrado, bicampeão paralímpico de futebol de cinco em Atenas 2004 e Pequim 2008, e presidente do CPB, recordando-se do Dia do Professor, celebrado neste 15 de outubro. 

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Algumas dessas formações contaram com a parceria de entidades como Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Associação Brasileira de Árbitros de Atletismo (ABRAAt), e Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

Tanto os cursos online quanto os presenciais são lecionados por profissionais do CPB com ampla experiência e vivência prática nos temas ou áreas ofertados para formação. 

CAPILARIDADE

De Acará, no extremo norte do Pará, a Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, os cursos do CPB já contaram com participantes de mais de 2,5 mil cidades de 27 estados do país. Para estes profissionais, os cursos do CPB têm proporcionado conhecimentos e capacitação profissional em regiões onde ainda não há as mesmas condições dos grandes centros.

A professora manauara Raquel Canté, 32 anos, por exemplo, precisou fazer uma viagem de barco e lancha por cerca de 12 horas para realizar um curso presencial do CPB em 2019. Funcionária do Instituto Federal do Amazonas em Tefé (cidade a 520 km de Manaus), precisou atravessar o Rio Amazonas para chegar à capital e participar das aulas naquela ocasião.

Em 2020, transferiu-se para Lábrea (800 km de Manaus), de onde realiza atualmente os cursos online de habilitação técnica em natação e atletismo.

"Senti a necessidade de me especializar quando ingressaram, na escola, dois alunos com deficiência auditiva, um com autismo e outro com deficiência visual. Nós, professores, não tínhamos experiência neste tipo de trabalho. Mas, o curso do CPB me salvou. Para mim, foi surpreendente porque fui em busca de um tipo de conhecimento e, durante as aulas, percebi que o assunto era muito mais amplo. Hoje, vejo que o esporte paralímpico dentro da escola é essencial. Entender como adaptar e incluir os alunos com deficiência nas práticas esportivas e com os demais colegas de classe. Abriu minha visão em relação à inclusão", relata a professora de Educação Física.

Professora Raquel posa para foto com outros três alunos em pista de atletismo azul e faixas brancas inaugurada na cidade de Lábrea, no sul do Amazonas; ao fundo, mata verde e árvores
Professora Raquel posa para foto com outros três alunos em pista de atletismo recém-inaugurada na cidade de Lábrea, no sul do Amazonas


Assim como Raquel, Ronaldo Rodrigues Borges, 32 anos, profissional que atua com a educação física dentro de um hospital de neurorreabilitação em São Luís, no Maranhão, também recorreu à internet para ter acesso aos cursos oferecidos pelo CPB.

Em 2020, optou por realizar os cursos Movimento Paralímpico: fundamentos básicos do esporte e habilitação técnica em halterofilismo por desconhecer formações que possuam o mesmo tipo de conteúdo na sua região.

"Em São Luís, o paradesporto ainda encontra-se em um cenário ainda pouco explorado. Mas, o aprendizado adquirido vai ser de grande relevância em minha profissão. Creio que me auxiliará muito na ampliação das possibilidades de intervenção nos pacientes através do exercício e do esporte", aponta.

"Com os conhecimentos adquiridos nos cursos, consegui a enxergar um novo mundo a ser explorado e comecei a enxergar as crianças com deficiência de uma maneira diferenciada, mais inclusiva. Até então, tinha muitas dificuldades para trabalhar com este público por falta de conhecimento", completa a professora de educação física Roberta Barbosa Sgamate, de Vilhena, que faz um trabalho voluntário como treinadora de atletismo, natação, bocha e tênis de mesa com crianças com deficiência de toda a região sul do estado de Rondônia.

Formada pelos cursos de atletismo paralímpico e do EaD Movimento Paralímpico, ela diz ser a única professora que trabalha com paradesporto em sua cidade. Desde 2017, vem ao Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, trazer seus alunos para participar das Paralimpíadas Escolares, realizadas pelo CPB anualmente --a exceção será 2020, que não acontecerá devido à pandemia. 

Equipe de paradesporto de Rondônia, com quatro professores e seis crianças, seguram a bandeira do estado de Rondônia e posam para foto nas arquibancadas do CT Paralímpico, em São Paulo
Equipe de paradesporto de Rondônia, com quatro professores e seis crianças, seguram a bandeira do estado de Rondônia e posam para foto nas arquibancadas do CT Paralímpico, em São Paulo


Já o analista de desporto Ricardo Teixeira, 49 anos, de Guarulhos (SP), encontrou tempo livre entre os seus dois trabalhos, em um CEU no bairro Itaquera e em um clube perto da represa de Guarapiranga, para realizar os cursos online de arbitragem e habilitação técnica em natação.

"Percorro cerca de 130 km por dia. Mas estes conhecimentos que adquiri com os cursos do CPB valeram a pena. Contribuíram para o meu melhor entendimento sobre a modalidade, não somente na parte técnica, mas sobre regras e gestão, por exemplo", afirmou o profissional, que treina seus alunos com deficiência para competições escolares.   

CONFIRA ABAIXO OS CURSOS COM INSCRIÇÕES ABERTAS:

Todos os cursos são lecionados por profissionais do CPB com ampla experiência e vivência prática nos temas ou em áreas ofertados para formação.

Atletismo


O curso de habilitação técnica em atletismo nível I abordará temas como Etiologia (ramo da medicina que estuda as causas das doenças), Classificação Esportiva Paralímpica, iniciação ao alto rendimento e regras básicas. Além da parte teórica online, haverá a necessidade da comprovação de 100 horas de atividade prática.

Para os participantes que residem na região Nordeste do país, as aulas serão nos dias 31 de outubro, e 7, 14 e 21 de novembro, sempre das 9h às 13h, e terão como professores Rosicler Ravache, Eduardo Leonel e Daniela Parizotto. Para se inscrever neste grupo, é preciso preencher o formulário deste link até o dia 26 de outubro.

Halterofilismo

O curso de habilitação técnica em halterofilismo nível I abordará temas como história, noções básicas de classificação e competição, características gerais da modalidade, aspectos cinesiológicos, biomecânicos e anatômicos do esporte, além de fundamentos fisiológicos da força e do treinamento. Além da parte teórica online, haverá a necessidade da comprovação de 100 horas de atividade prática.

Para os participantes que residem nas regiões Centro-Oeste e Norte do país, as aulas serão nos dias 31 de outubro, e 7, 14 e 21 de novembro, sempre das 9h às 13h. Para se inscrever neste grupo, é preciso preencher o formulário deste link até 26 de outubro.

Natação

O curso de habilitação técnica em natação nível I abordará temas como história e evolução do esporte, normas de segurança, classificação, regras gerais, metodologia de ensino e aprendizagem, hidrodinâmica e técnica de nado, e preparação física. Além da parte teórica online, haverá a necessidade da comprovação de 100 horas de atividade prática.

Para os participantes que residem na região Nordeste do país, as aulas serão nos dias 31 de outubro, e 7, 14 e 21 de novembro, sempre das 14h às 18h, e terão como professores Rui Menslin, Alexandre Vieira e Guillermo Sanchis Gritsch. Para se inscrever neste grupo, é preciso preencher o formulário deste link até o dia 26 de outubro.

Para mais informações ou dúvidas, os interessados podem enviar um e-mail para educ.paralimpica@cpb.org.br.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

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