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Brasileiros estreiam neste sábado nos Jogos Paralímpicos de Inverno de PyeongChang

Por CPB
Sáb, 10 Mar 2018 11:21:00 -0300
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O Brasil estreia na noite deste sábado (horário de Brasília), 10, nos Jogos Paralímpicos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul. O rondoniense Cristian Ribera e a paranaense Aline Rocha vão disputar a prova de longa distância do esqui cross-country no Alpensia Biathlon Centre, a partir das 22h e das 23h15, respectivamente. As competições terão transmissão ao vivo no site (paralympic.org) e no YouTube (ParalympicSportTV) do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). 
 
O primeiro a entrar no percurso do Alpensia Biathlon Centre será Cristian Ribera, de 15 anos. Ele, que é o competidor mais jovem desta edição dos Jogos, será o 16º atleta a largar, dentre 29 inscritos na prova. No total, serão 15km (cinco voltas de 3km cada) em um trajeto com retas, descidas e subidas. Já Aline, de 27 anos, única sul-americana na competição e primeira brasileira em Jogos de Inverno, disputará os 12km (quatro voltas de 3km cada) com outras 18 atletas. Ela será a sexta a partir - as largadas ocorrem a cada 30s. 
 
Para a dupla brasileira, a disputa deve ser a mais promissora dos Jogos. “A prova de 15km é a mais cansativa e a que você precisa mais usar estratégias, mas também é a que eu me saio melhor. Foi nesta prova que consegui meus melhores resultados. Estudamos bem o percurso dos Jogos e espero, quem sabe, um Top 10”, planeja Cristian, que ainda disputa em PyeongChang o sprint (1,1km), os 7,5km e o revezamento misto 4x 2,5km ao lado de Aline. 
 
“Para mim, a prova de 12km é a melhor. É difícil, mas eu já venho da maratona e gosto de disputas em que a resistência prevalece. Acredito e me empenharei para um bom desempenho”, afirmou Aline, que também competiu nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, quando participou dos 1.500m, dos 5.000m e da maratona no atletismo. Na Coreia, ela ainda fará o sprint (1,1km), os 5km e o revezamento com Cristian.         
 
O esqui cross-country paralímpico é aberto a atletas com deficiências físicas e visuais.
 
Dependendo da limitação física, o esquiador pode usar um sit-ski (uma cadeira equipada com um par de esquis), casos de Aline e de Cristian. Atletas com deficiência visual competem com um atleta-guia que os guiam por meio de um walkie-talkie. Tanto as mulheres quanto os homens participam de provas de distâncias curtas (provas de velocidade), médias e longas, ou então no revezamento por equipe.
 
Os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2018 terão ao todo 20 provas da modalidade, disputadas por homens e mulheres e divididas entre as categorias sitting (sentado – LW10 a 12), standing (de pé – LW2 a 9) e visually impaired (para deficientes visuais – B1 a B3). Como na disputa de cada categoria atletas de diferentes classes competem juntos, há um fator de correção no tempo feito para compensar e igualar a capacidade funcional dos esportistas. Depois de corrigidos os tempos, há o cálculo da pontuação feita por cada competidor a partir do tempo do vencedor.    
 
Os Jogos da Coreia do Sul são o maior da história e reúnem 567 atletas de 48 países, mais os neutros. Além do esqui cross-country, estão no programa nesta edição o biatlo, o esqui alpino, o curling em cadeira de rodas, o hóquei e o snowboard. No total, serão disputadas medalhas em 80 eventos do dia 10 ao dia 18.
 
Aline Rocha – Pinhão (PR)
Data de nascimento: 20/02/1991
Peso: 38 kg
Altura: 1,53
Classe: LW11 (sitting)
Modalidade: esqui cross-country 
História: Aline sofreu um acidente de carro aos 15 anos que lhe causou uma lesão medular e a perda dos movimentos das pernas. Iniciou sua trajetória no esporte praticando atletismo, quatro anos após ter se acidentado. Há pouco mais de um ano, passou, também, a competir na neve, já que os movimentos do esqui cross-country eram parecidos com o da corrida em cadeira de rodas.  
 
Cristian Ribera – Cerejeiras (RO)
Data de nascimento: 13/11/2002
Peso: 45 kg
Altura: 1,60m
Classe: LW11 (sitting)
Modalidade: esqui cross-country 
História: Cristian nasceu com artrogripose – doença congênita das articulações das extremidades – e, em busca de tratamento, mudou-se de Rondônia para São Paulo. Aos 15 anos, já passou por 21 cirurgias para a correção das pernas e hoje, além do esqui cross-country, também faz natação, atletismo e anda de skate.
 
Assessoria de comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro em PyeongChang 
Nádia Medeiros (nadia.medeiros@cpb.org.br)