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Brasil disputa esqui cross-country de velocidade nesta terça, em PyeongChang

Por CPB
Ter, 13 Mar 2018 07:16:00 -0300
Marcio Rodrigues/MPIX/CPB Imagem

A paranaense Aline Rocha e o rondoniense Cristian Ribera voltam à pista do Alpensia Biathlon Centre nesta terça à noite, a partir das 22h (horário de Brasília), para a disputa da prova de velocidade do esqui cross-country nos Jogos Paralímpicos de Inverno de PyeognChang 2018. Desta vez o percurso será de 1.1km para os dois. 
 
No sábado, 10, a dupla brasileira competiu na prova de longa distância. No masculino, Cristian percorreu 15km e garantiu um inédito e histórico 6º lugar. Já Aline fez 12km e terminou na 15ª colocação. O Brasil participa pela segunda vez de uma edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno. Além dos atletas do esqui cross-country, está em PyeongChang o snowboarder André Cintra, que competiu na segunda, 12, quando ficou em 10º no snowboard cross.   
 
Na disputa da prova de sprint desta terça, Aline e Cristian percorrerão uma volta de 1.1km na fase classificatória. Na categoria masculina, o rondoniense enfrentará 35 atletas de 16 países. Já no feminino, a paranaense terá pela frente 24 adversárias de 14 nações. Nas duas provas, avançam às semifinais os 12 melhores colocados. Para a final, serão apenas os seis mais rápidos. 
 
“A dinâmica do sprint é diferente da prova de longa distância. A largada é de 15s em 15s em vez de 30s em 30s, e por isso, a competição acaba ficando mais disputada e emocionante. Você consegue ouvir a bastonada do seu adversário e não fica sozinho na pista. Eu gosto bastante desta adrenalina”, conta Cristian. “Espero que consiga manter os bons resultados. A meta é estar na semifinal pelo menos. Isso já seria incrível”, planeja.  
 
“A prova tem um percurso curto e que não permite erro. Enfrentaremos duas subidas e uma descida perigosa, então temos que estar muito focados. Não é a minha melhor prova, já que gosto de longas distâncias, mas vou dar o meu melhor”, afirma Aline. A dupla ainda competirá na prova de média distância - 5km para Aline e 7.5km para Cristian - e no revezamento 2x2.5km, ambos no dia 17.   
 
O esqui cross-country paralímpico é aberto a atletas com deficiências físicas e visuais. Dependendo da limitação física, o esquiador pode usar um sit-ski (uma cadeira equipada com um par de esquis), casos de Aline e de Cristian. Atletas com deficiência visual competem com um atleta-guia que os guiam por meio de um walkie-talkie. Tanto as mulheres quanto os homens participam de provas de distâncias curtas (provas de velocidade), médias e longas, ou então no revezamento por equipe.
 
Os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2018 terão ao todo 20 provas da modalidade, disputadas por homens e mulheres e divididas entre as categorias sitting (sentado – LW10 a 12), standing (de pé – LW2 a 9) e visually impaired (para deficientes visuais – B1 a B3). Como na disputa de cada categoria atletas de diferentes classes competem juntos, há um fator de correção no tempo feito para compensar e igualar a capacidade funcional dos esportistas.    
 
Os Jogos da Coreia do Sul são o maior da história e reúnem 567 atletas de 48 países, mais os neutros. Além do esqui cross-country e do snowboard, estão no programa nesta edição o biatlo, o esqui alpino, o curling em cadeira de rodas e o hóquei e o snowboard. No total, serão disputadas medalhas em 80 eventos até o dia 18.
 
Aline Rocha – Pinhão (PR)
Data de nascimento: 20/02/1991
Peso: 38 kg
Altura: 1,53
Classe: LW11 (sitting)
Modalidade: esqui cross-country 
História: Aline sofreu um acidente de carro aos 15 anos que lhe causou uma lesão medular e a perda dos movimentos das pernas. Iniciou sua trajetória no esporte praticando atletismo, quatro anos após ter se acidentado. Há pouco mais de um ano, passou, também, a competir na neve, já que os movimentos do esqui cross-country eram parecidos com o da corrida em cadeira de rodas.  
 
Cristian Ribera – Cerejeiras (RO)
Data de nascimento: 13/11/2002
Peso: 45 kg
Altura: 1,60m
Classe: LW11 (sitting)
Modalidade: esqui cross-country 
História: Cristian nasceu com artrogripose – doença congênita das articulações das extremidades – e, em busca de tratamento, mudou-se de Rondônia para São Paulo. Aos 15 anos, já passou por 21 cirurgias para a correção das pernas e hoje, além do esqui cross-country, também faz natação, atletismo e anda de skate.
 
Assessoria de comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro em PyeongChang 
Nádia Medeiros (nadia.medeiros@cpb.org.br)